Sem impunidade: injúria racial é crime inafiançável
“Essa é uma vitória dos movimentos negros e do povo negro”, afirmou Janine Rodrigues, educadora e afroemprendedora comemorando a lei sancionada pelo presidente Lula que tipifica o crime de injúria racial como racismo. Os condenados poderão ser punidos com até cinco anos de reclusão. Além de inscrever a injúria na Lei do Racismo (nº 7.716/1989), a nova determinação também cria o crime de injúria racial coletiva. Esse é um crime que se dá quando a honra de uma pessoa específica é ofendida por conta de raça, cor, etnia, religião ou origem. O racismo ocorre quando o agressor atinge um grupo ou coletivo de pessoas, discriminando uma raça de forma geral. Atos de racismo em estádios, durante atividades esportivas, religiosas, artísticas ou culturais, também terão pena de dois a cinco anos. Quem cometer o crime em estádios e teatros também será proibido de frequentar esse tipo de local por três anos. Novos horizontes A lei foi assinada pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 11 de janeiro de 2023, durante a posse das ministras da Igualdade Racial, Anielle Franco, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, no Palácio do Planalto, em Brasília. O projeto de lei é de autoria dos deputados Bebeto (PSB-BA) e Tia Eron (PRB-BA), e foi aprovado em uma votação simbólica, em que não houve uma contagem nominal de quem votou contra ou a favor. O que mudou Antes da lei, a pena para injúria racial era de reclusão de um a três anos e multa. Com sanção da nova lei, a punição passa a ser prisão de dois a cinco anos. A pena será dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. O agravante será aplicado também em relação a outros dois crimes tipificados na Lei 7.716: Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional: reclusão de um a três anos e multa; Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo: reclusão de dois a cinco anos e multa. Conforme o Código Penal, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível. Embora desde 1989 a Lei de Crime Racial tenha tipificado crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, a injúria continua tipificada apenas no Código Penal. O que não vai mudar Assim, a pena de um a três anos de reclusão continua para a injúria relacionada à religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência, aumentando-se para dois a cinco anos nos casos relacionados a raça, cor, etnia ou procedência nacional. Primeiro caso Apenas dois dias após a sanção da lei, na noite de sexta-feira (13/01), uma mulher de 39 anos foi a primeira vítima a registrar ocorrência com a nova tipificação criminal que equipara o crime de injúria racial ao de racismo no Brasil. Marlla Santos foi agredida verbalmente e fisicamente por dois suspeitos, em Águas Claras (DF). Construindo o futuro Soluções e inovações pensadas dentro de uma ótica racial são promovidas diariamente em nossa sociedade. A Comunidade CIVI-CO se empenha para fomentar essas transformações positivas e garantir a justiça social, para que todes possam estar em igualdade. Aqui no CIVI-CO, o futuro é ancestral, compartilhado e diverso. Estamos plantando sementes para frutificar realidades justas, que hoje podem parecer impossíveis, mas são prováveis e de responsabilidade coletiva. Junte-se a gente na luta por um mundo melhor! Leia a CIVI-CO Mag #3
Consumo consciente também é sobre gerar impacto positivo às pessoas
Por Instituto Akatu Por meio da prática do consumo consciente, cada um de nós pode contribuir de forma ativa para a sustentabilidade da vida no planeta. Ao ler a palavra sustentabilidade, pode ser que você logo associe a aspectos ambientais — preservação da biodiversidade, uso responsável dos recursos naturais, proteção dos oceanos, etc. —, mas é importante se lembrar que cada escolha gera impactos positivos ou negativos também às pessoas e precisamos nos atentar a isso. Afinal, não existe sustentabilidade sem direitos humanos, diversidade e inclusão. Ao adotar práticas de consumo consciente no cotidiano, levamos em consideração a maneira como o produto foi feito e por quem foi feito. Ao fazer escolhas mais conscientes, contribuímos para a construção de ambientes plurais, livres de qualquer tipo de discriminação e de formas de trabalho análogo ao escravo, irregular ou infantil, além de poder incentivar e apoiar pequenos produtores, favorecendo o desenvolvimento social e econômico de sua região. Promova a justiça social A pesquisa “Nós e as Desigualdades 2022”, realizada pela Oxfam Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, revela que a sociedade brasileira tem uma percepção consolidada da importância de combater as desigualdades para construirmos um futuro melhor. Segundo o estudo, 85% dos brasileiros consideram que só há progresso com a redução das desigualdades. Em uma escala de 0 a 10 foram selecionadas as principais medidas para redução das desigualdades e “garantir direitos iguais entre homens e mulheres”, “combater o racismo” e “aumento do salário-mínimo” tiveram nota média de 9,5. Entre os resultados, a pesquisa revelou que: 69% acreditam que o fato de ser mulher impacta a renda; 59% concordam que as pessoas negras ganham menos; 75% acreditam que a cor da pele influencia a contratação por empresas. Consumo consciente na prática Ao fazer muitas de nossas escolhas de consumo, temos a oportunidade de priorizar empresas e marcas que têm ações concretas nessa direção, buscando minimizar as desigualdades em toda a sua cadeia produtiva. Buscar informações sobre as empresas é fundamental. As práticas relacionadas à diversidade, inclusão e trabalho justo refletem como elas enxergam o seu papel na sociedade. Procure saber se a empresa tem ações de: promoção da equidade de gênero em todas os cargos; promoção da equidade racial em todos os cargos; inclusão de pessoas com deficiência; combate ao trabalho análogo ao escravo, infantil e ilegal; contratação de talentos e defesa dos direitos da comunidade LGBTIA+; formação continuada e desenvolvimento de talentos; proteção da comunidade do entorno. Em outras atividades cotidianas, busque: comprar de pequenos produtores e empreendedores; comprar e valorizar empreendedoras negras; privilegiar negócios que exaltam a diversidade étnica e cultural do Brasil; adotar o hábito de doar roupas e outros produtos que você não usa mais. Um caminho possível Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) funcionam como um guia para construirmos um mundo melhor juntos. Eles mostram que é necessário ter um plano de ação para que todos os países e os diferentes atores sociais (governos, setor privado, organizações sociais e sociedade civil) possam agir de forma colaborativa para erradicar a pobreza, promover vida digna para todos e avançar rumo ao desenvolvimento sustentável. Ao todo, são 17 objetivos e 169 metas aplicáveis universalmente, mas levando em consideração as diferentes realidades e níveis de desenvolvimento dos países. Conheça algumas dessas metas que focam justamente na redução das desigualdades como princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável: Erradicar a pobreza e a fome de todas as maneiras e garantir a dignidade e a igualdade (ODS 1); Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades (ODS 3); Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas (ODS 5); Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos (ODS 8); Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis (ODS 16). Depois de refletir sobre os impactos sociais do nosso consumo, mude seus hábitos, pratique o consumo consciente e faça a sua parte por uma sociedade mais justa, inclusiva, diversa e sustentável! Texto publicado originalmente no Blog do Akatu.
Por que as ações de Natal Solidário são tão importantes?
Quando pensamos na nossa infância, normalmente surge um sentimento de nostalgia. A infância costuma nos deixar saudades e doces lembranças: brincar de pega-pega, jogos com bolas, bonecas, bichinhos de pelúcia… Mas infelizmente, essa não é a infância que todas as pessoas têm. Muitas crianças têm a sua infância roubada e não sabem o que é brincar, pois precisam, acima de tudo, sobreviver. A pobreza ou pobreza extrema atingem cerca de 10 milhões de crianças de até 6 anos no Brasil. Nesta época do ano, as pessoas normalmente praticam mais a solidariedade e se sensibilizam mais com as causas sociais, tanto é que existem muitas ações de Natal Solidário. Mas como as ações de Natal Solidário podem ajudar as crianças em situação de vulnerabilidade? Para muitas pessoas, receber presentes de Natal já é um costume, é algo esperado. No entanto, para essas crianças, é um sonho e uma realidade distante. Dar um presente para elas não é somente um gesto material, é uma ação de carinho, acolhimento e uma forma de dar esperança de uma vida melhor. Participe da Campanha de Natal em Comunidade Pensando em tudo isso, a Alia e o CIVI-CO se juntaram para realizar o Natal Solidário da Comunidade, que apoiará a Campanha de Apadrinhamento do Casarão Brasil. Contamos com a sua ajuda para conseguirmos transformar o Natal das crianças da ONG Casarão! Doe para o PIX 10.013.459/0001-83 (CNPJ) e um kit-presente será distribuído para as crianças assistidas pela organização. A doação mínima é de R$ 60 e você deve escrever “Natal em Comunidade” na mensagem do pix para conseguirmos manter um controle das doações. Você pode realizar a doação até dia 23/12. O Casarão Brasil tem o intuito de inovar as atuações política e social em favor da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais. Agora, a organização também está acolhendo 30 crianças que sofreram algum tipo de violência ou que não podem ficar com os pais. Leve a magia do Natal para quem mais precisa!
Diversidade e Direitos Humanos: deveres CIVI-CO
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) divulgou a relação das organizações que receberam o Selo de Direitos Humanos e Diversidade 2022 por suas iniciativas de inclusão e boas práticas de Direitos Humanos. A quinta edição do Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidade bateu o recorde em número de iniciativas inscritas e reconhecidas, desde a implantação do programa. Ao todo foram 313 inscritas, das quais 227 receberam o selo. Entre as homenageadas, 5 iniciativas fazem parte da Comunidade CIVI-CO. É com muita alegria que parabenizamos os nossos membros vencedores: Piraporiando, Reflexões da Liberdade, Walking Football Brasil, Instituto Sempre Movimento e Estou Refugiado. O Selo é organizado pela Coordenação de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CPDDH) da SMDHC. Ele destaca as ações mais representativas de inclusão e diversidade adotadas por diferentes tipos de organizações, em 12 categorias temáticas: Infância e Adolescência; Igualdade Racial; Pessoa Imigrante; Juventude; LGBTI; Mulher; Pessoa com Deficiência; Pessoa em Situação de Rua; Pessoa Idosa; Pessoa Privada de Liberdade e Egressa; Povos Indígenas; Transversalidades “A Equipe da Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos ficou extremamente feliz com a quantidade de iniciativas inscritas na 5ª edição e demonstra que mesmo com o aumento das desigualdades e abusos na pandemia, temos diversas iniciativas que buscam alicerçar e garantir os Direitos Humanos”, avalia a coordenadora da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Silvana Maiéski Barradas. Reconhecimento e Impacto Podem se inscrever no Selo: empresas privadas, empresas públicas e de economia mista, órgãos públicos e organizações do Terceiro Setor que estejam localizadas na cidade de São Paulo. As iniciativas reconhecidas passam a integrar a Rede do Selo, com o propósito de trocar entre si experiências e resultados alcançados. Durante o ano, são organizados quatro encontros, virtuais ou presenciais, com esse propósito. O Selo também pode ser utilizado pelas organizações como diferencial da instituição na adoção de boas práticas de atuação no campo da promoção dos Direitos Humanos e da diversidade. Entre as organizações cujas iniciativas foram agraciadas há empresas de grande porte (como o Metrô de São Paulo), escritórios de advocacia de renome, organizações internacionais (como a Cruz Vermelha de São Paulo) e instituições do Terceiro Setor de reconhecido trabalho humanitário. Comunidade unida pela Diversidade e Direitos Humanos O CIVI-CO é uma comunidade de empreendedores, organizações e ativistas cívico socioambientais que trabalham para gerar transformações positivas na sociedade e no espaço público. Apostamos na força da diversidade e dos direitos humanos para formar uma comunidade colaborativa. promover conhecimento para engajar a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada nas causas alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. O reconhecimento de cinco iniciativas da nossa Comunidade justifica esse trabalho e envolvimento do CIVI-CO em causas necessárias e urgente. Conheçam as iniciativas contempladas com o Selo: Trilhas da Diversidade (Piraporiando) A Piraporiando é um Negócio de Impacto Social que atua em prol de uma educação antirracista, antibullying, antipreconceito e de promoção da equidade de gênero. A “Trilhas da Diversidade” é um programa de educação que apresenta uma proposta de formação continuada para a comunidade escolar. RH do Egresso (Reflexões da Liberdade). O objetivo dessa iniciativa é quebrar o círculo vicioso da criminalidade ao remover barreiras à integração social e oferecer oportunidade concretas para aqueles que tenham cumprido pena no sistema prisional para reconstruir suas trajetórias, oferecendo apoio integral, que inclui atividades de desenvolvimento individual, psicológico e profissional. Futebol para 60+ (Walking Football Brasil) Walking football é uma versão do futebol que conhecemos, mas de uma forma inclusiva, em que se joga caminhando e não correndo. Nasceu na Inglaterra, está presente em mais de 16 países e é representado no Brasil pela Walking Football Brasil. Envelhecer Sustentável (Sempre Movimento) O programa “Envelhecer Sustentável” é constituído por ações de promoção de saúde voltadas a criar soluções de impacto que capacitem a autonomia de um envelhecer bem sucedido,bem como favorecer a reflexão sobre uma vida ativa e funcional. Projeto Cores do Mundo (Estou Refugiado) A ONG Estou Refugiado iniciou um projeto artístico ambicioso neste mês de abril. Trabalhando lado a lado com o Grupo de Artistas Plásticos Refugiados, pretende preencher de cor, alegria e esperança o vazio dos tapumes das construções civis das nossas cidades. O projeto visa atingir três pilares: renovação urbana, efervescência cultural e desenvolvimento econômico. Conheça todas as iniciativas distinguidas com o Selo de Direitos Humanos e Diversidade 2022.
Planta do futuro: conheça as tecnologias do cânhamo
Por Sechat Conhecido como uma espécie da cannabis com apenas 0,3% THC, composto psicoativo da planta, o cânhamo, segundo alguns especialistas, pode contribuir em oito dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU, se apresentando como uma alternativa promissora para o futuro. Apesar de ser um gênero de planta milenar e com o uso medicinal liberado em mais de 50 países, entre eles os Estados Unidos, onde já pode ser encontrada nas farmácias de dezenas de estados, no Brasil a Cannabis ainda é cercada de tabus. Encontra entraves para sua regulamentação, principalmente pelos efeitos psicoativos de uma de suas subespécies, popularmente conhecida como maconha. As tecnologias da planta são várias. A nível de comparação, das 17 metas globais de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidas pela ONU, a cannabis pode impactar 15 e a subespécie cânhamo tem propriedades que podem ajudar em 8, com grande impacto no futuro do planeta. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Reprodução) “Ultrapassar as barreiras e tabus que envolvem a planta e evidenciar o potencial único do cânhamo será uma virada de chave para o planeta, por isso, ela tem atraído a atenção de muitos empreendedores e investidores”, reforça Luís Quintanilha, CEO da Kanna, a flexible DAO (Organização Autônoma Descentralizada) de impacto social e ambiental, que une a tecnologia blockchain com o mercado promissor da Cannabis. No Objetivo de Desenvolvimento Sustentável “Vida na Água”, o cânhamo contribui por requerer menos água que o algodão e o linho, por exemplo, afinal a semente é muito resistente e cresce em clima de altas temperaturas. Alguns estados do nordeste brasileiro são ideais para o plantio, o que evidencia a importância da preservação dos mares e oceanos, além do uso consciente da água. A planta também atua no objetivo “Vida Terrestre”, com a fitorremediação do solo, por ser capaz de limpar metais pesados , com uso testado e bem-sucedido em Chernobyl, local do maior desastre nuclear da história. Também remove CO2 do meio ambiente, por absorver mais CO2 por hectare do que qualquer outra cultura conhecida, com suas estopas podendo ser usadas na produção de papel, descartando a necessidade de corte de árvores. Esses dois são os principais impactos responsáveis pelo cânhamo ser considerado a planta do futuro. A Kanna, inclusive, é uma empresa que, por meio do cripto ativo KNN, promove impacto ambiental, melhora na economia local e conscientização sobre a planta. O ativo digital KNN baseia-se em uma fração de solo revitalizado pelo cânhamo, CO2 neutralizado e doações para a comunidade. A DAO tem o diferencial de reinvestir todos os lucros em prol desses objetivos, com 15% reinvestido para a comunidade local, via realização de benfeitorias na região. “Nosso objetivo enquanto a primeira DAO com o ESG no centro operação, aliando o impacto ambiental (E) e socioeconômico (S) do cânhamo, com a transparência e Governança da Blockchain (G), é ser também uma alternativa para pessoas que querem atuar para a mudança climática”, explica Quintanilha. O mercado parece ser promissor, uma pesquisa encomendada pelo Observatório do Clima e Greenpeace Brasil apontou que 95% dos brasileiros se preocupam com as mudanças do clima e estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis. O cânhamo também contribuiria para programas como a “Fome Zero” e “Agricultura Sustentável”: 100 gramas de cânhamo têm mais proteínas que 100 gramas de ervilha, podendo ser utilizada para combater a desnutrição. O cultivo de cânhamo, além de restaurar solos contaminados, pode complementar outras culturas menos sustentáveis. No objetivo “Saúde e Bem-Estar”, o cânhamo contribui por ser rico em ômega 3, ácido graxo essencial que atua diretamente no cérebro contribuindo para a manutenção das funções cognitivas e na prevenção de doenças como a ansiedade, depressão e Alzheimer. Enquanto para a meta de “Indústria, Inovação e Infraestrutura”, os plásticos de cânhamo podem substituir produtos de petróleo, as fibras usadas para produzir roupas, cordas, telas e construir casas, sendo um bom substituto para o metal, carpete, madeira e isolamento. No objetivo de “Consumo e Produção Responsáveis”, o cânhamo proporciona padrões de produção e de consumo sustentáveis, com a possibilidade de ser refinado em biodiesel usado para fazer etanol e metanol, biodegradáveis, não tóxicos e com menos produção de gases de efeito estufa. “Nossa expectativa é que até o fim de 2026 a Kanna tenha regenerado cerca de 150 hectares de solo e removido milhares de toneladas de CO2 da atmosfera, atuando em regiões vulneráveis com solo degradado e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), além de ter gerado centenas de empregos e investimentos para essa região”, conclui Quintanilha. Texto publicado originalmente no Portal do Sechat.
Dicionnabis: descomplicando a Cannabis Medicinal

Você sabe a diferença entre CBD e THC? Essa é uma das primeiras dúvidas das pessoas quando começam no universo da cannabis medicinal, mas com certeza ela não é a única. Se você está dando os seus primeiros passos na medicina canábica e quer saber as principais informações sobre a planta, baixe agora o nosso dicionário da cannabis. Nele, você vai encontrar as respostas que tanto procura! Todos os dias são realizadas novas descobertas científicas e atualizações jurídicas sobre o tema. Por isso é muito importante sempre renovar os conhecimentos e estar atento às novidades. Pela democratização do acesso Foi com esse intuito que nasceu o “Dicionnabis: descomplicando a cannabis medicinal”, um ebook produzido pelo CIVI-CO, em parceria com o The Green Hub e IPSEC, que está disponível gratuitamente para todas as pessoas que se interessam pelo tema. O Dicionnabis é democrático e acessível para todes. Seu conteúdo está repleto de termos e informações práticas e objetivas sobre a cannabis medicinal, com o objetivo de combater a desinformação sobre a planta e “furar bolhas”. Hub Canábico A história do CIVI-CO está alinhada com a luta pelo acesso da cannabis medicinal no Brasil. Somos o primeiro hub de impacto socioambiental da América Latina, e nossa Comunidade possui diversos membros que atuam diretamente no ecossistema da planta. O The Green Hub, responsável pela curadoria do Dicionnabis, é uma dessas organizações. Eles também coordenam o nosso Hub Cannabis, formado por startups e iniciativas que pensam em inovação e estratégias para difundir os benefícios da planta globalmente. A cofundadora do CIVI-CO, Patrícia Villela Marino, é presidente do Instituto Humanitas360, que propõe o combate às violências, inclusive repensando as leis antidrogas. Esse trabalho rendeu para ela a oportunidade de discursar na sede da ONU, em Nova York, sobre a importância da cannabis nesse contexto de reparação histórica. Aqui também acontece o Cannabis Thinking, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia sobre cannabis do Brasil, realizado pelo The Green Hub e suas aceleradas. O encontro é anual e já segue para a sua 5ª edição.
CIVI-CO Mag #3: O futuro é ancestral

A terceira edição da CIVI-CO Mag celebra a viagem pelos caminhos inovadores pavimentados nos 5 anos de vida da nossa Comunidade. Com o tema “Construindo o futuro transformando o agora”, nossa revista digital de impacto buscou inspiração nesse passado recente para trilhar um novo rumo mais diverso. Nesta publicação especial, imergimos no universo do afrofuturismo para mostrar as soluções afrocentradas produzidas pelos membros e parceiros da Comunidade CIVI-CO, com a missão de fomentar a diversidade racial no empreendedorismo de impacto. Hoje, a população negra brasileira é maioria em números: são 119 milhões de pessoas autodeclaradas pretas e pardas no nosso país (IBGE). Nosso desejo é que esta presença majoritária seja refletida também na representatividade política, econômica e social. Construindo o Futuro Soluções e inovações pensadas dentro de uma ótica racial estão sendo promovidas diariamente em nossa sociedade. Porém, infelizmente são invisibilizadas por uma sociedade ainda colonial e preconceituosa. Tentando romper com esses padrões, a Comunidade CIVI-CO se mostra favorável a essas transformações e também à uma mobilidade social onde todes possam estar em igualdade. Ajustamos a nossa máquina do tempo para este futuro compartilhado e diverso, que até parece utópico, mas é no agora que plantamos sementes para frutificar realidades justas, que hoje podem parecer impossíveis. Mas o CIVI-CO é o lugar onde o futuro é possível. Transformando o Agora O CIVI-CO está completando 5 anos de existência em 2022. Nosso aniversário é comemorado em novembro, no Mês da Consciência Negra. Então, estamos impactados pelo espírito transformador e pela simbologia do 5, considerado pelo filósofo Pitágoras como o número da união, da harmonia e do equilíbrio. Com ajuda da numerologia, queremos promover uma sociedade diversa onde a equidade racial seja possível. Aqui no CIVI-CO, o futuro é o presente e já está em construção. A CIVI-CO Mag #3 foi produzida de forma colaborativa e é composta exclusivamente com textos de pessoas negras e por organizações que possuem compromisso com a pauta racial. Esta edição se propõe a ser um presságio de uma nova era, mas finca os pés no chão para mostrar que a transformação é real e está acontecendo diante dos nossos olhos. Leia a CIVI-CO Mag #3 e embarque nessa viagem para o futuro!
Nosso compromisso com a pauta racial
Fortalecendo o nosso apoio às políticas de equidade racial, neste mês da Consciência Negra, o CIVI-CO promove a primeira edição da Vitrine Ubuntu, feira de impacto social que fomenta o afroempreendedorismo em diferentes áreas. Já nascemos aliados da pauta antirracista e temos a missão de conquistar mais combatentes para esta luta. Em 2021, lançamos a Trilha do Racismo Estrutural, e neste ano reafirmamos o nosso compromisso com a diversidade racial nos eventos realizados no CIVI-CO, como o Cannabis Thinking: Legado. Empreendedorismo com oportunidades iguais A Vitrine Ubuntu é um evento de empreendedorismo de impacto socioambiental que visa a diversidade e o protagonismo negro. O encontro tem objetivo de promover redes de contato, maximizar o afroempreendedorismo e antecipar tendências de inovação. A programação do evento conta com rodas de conversa, desfile de moda, atividades culturais e feira com exposição e venda de produtos de mais de 10 marcas voltadas para o mercado afro. Os painéis trazem a equidade racial para o centro do debate das pautas ESG, com participação de empreendedores(as) sociais, lideranças do mundo corporativo, ativistas e aliados(as) da causa antirracista. O evento é idealizado por Samanta Constantino, empreendedora do setor de beleza, com apoio do CIVI-CO, primeiro hub de impacto cívico socioambiental da América Latina. Trilha do Racismo Estrutural Fruto de uma ação colaborativa entre CIVI-CO e TRACE Brasil, a trilha traz uma linha do tempo com informações e datas históricas que mostram a construção da estrutura do racismo no Brasil. O conteúdo está disponível em uma série de vídeos no nosso canal do YouTube. O conteúdo tem a apresentação de AD Junior, Head de Marketing da Trace Brasil e idealizador da proposta. Assista à Trilha do Racismo Estrutural! Cannabis ESG As vozes das pessoas negras foram o legado mais importante da quarta edição do Cannabis Thinking. As mesas e painéis dialogando com a proposta de tornar acessível os impactos socioambientais gerados pela cannabis trouxeram a diversidade necessária para se repensar e questionar a guerra às drogas, que mata e encarcera muitos jovens negros. As falas potentes chamaram a atenção para o caráter racista existente no proibicionismo da cannabis e apontaram, principalmente, para um futuro onde as pessoas pretas sejam incluídas e protagonistas nesse cenário de uma possível legalização, podendo ter acesso aos produtos e também empreender neste segmento. Comunidade aliada No dia 21 de novembro, a cofundadora do CIVI-CO, Patrícia Villela Marino, foi premiada com o “Troféu Raça Negra”, prêmio da Universidade Zumbi dos Palmares que celebra personalidades atuantes no combate ao racismo e na defesa da população negra. O troféu homenageou 20 mulheres, entre elas a ativista Graça Machel, viúva de Nelson Mandela, a ex-presidente Dilma Rousseff e a escritora moçambicana Paulina Chiziane, primeira negra vencedora do Prêmio Camões de literatura. Em seu discurso, Patrícia Villela Marino ressaltou a importância do letramento racial, inclusive para que pessoas brancas deixem de ser “instrumentos da branquitude e do branqueamento” para se tornarem “promotores de letramento”. CIVI-CO Mag #3 A terceira edição da revista digital de impacto do CIVI-CO será lançada no final de novembro, em uma publicação especial dos 5 Anos da nossa Comunidade. Pensando no Futuro dentro de uma ótica de sucesso, a revista vai enfatizar o impacto gerado por trajetórias afrocentradas que estão apresentando soluções dentro do ecossistema. Fique atento(a) nas nossas redes sociais para acompanhar o lançamento da CIVI-CO Mag #3. Como dissemos, aqui no CIVI-CO a luta antirracista é uma pauta permanente. Tanto dentro da nossa Comunidade composta por diversos empreendedores pretos, quanto pela nossa equipe e pelos nossos conselheiros, que levantam a causa da diversidade racial para além das nossas paredes e fazem deste espaço um lugar de transformação.
Futuro do trabalho: fim da escravização nas plataformas
Por Rogério Nogueira* Vivemos a era digital, período em que a tecnologia transformou e promete seguir transformando a vida da maior parte da população do planeta de maneira incontornável. E o que não faltam são considerações positivas e negativas sobre as inúmeras dimensões desse fenômeno que já remodelou a sociedade de maneira permanente. Mas a pergunta que fica é: o que nos aguarda no futuro? No Livro Homo Deus, Yuval Noah Harari profetiza sobre a nova revolução social pautada pelo que chamou de revolução algorítmica, um desdobramento propiciado pela disrupção digital, na qual a própria tecnologia assume uma dimensão divina, enquanto os humanos passam a ser considerados meros instrumentos das dinâmicas produtivas. Algo que já se deu durante a revolução industrial, tão apropriadamente ilustrada no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin em 1936, época em que a população mundial era ¼ do tamanho da atual. Na era digital, em que a virtualização das relações é transversal, vemos o surgimento da economia de plataforma, que transformou o modo como negociamos produtos e serviços e, hoje, representa fonte de renda para 32 milhões de pessoas no Brasil. Com muito investimento de Venture Capitals e seguindo uma cartilha de crescimento a qualquer custo, fortemente amparada por práticas monopolistas, essa nova fronteira da economia foi capturada por grandes empresas, que atuam como grandes intermediários e, como tais, exercem seu poder para impor regras e taxas a seus usuários e, consequentemente, ao mercado como um todo.. Economia dos “bicos” Viabilizada pela economia de plataforma, a chamada gig economy, ou economia dos “bicos”, se caracteriza por ecossistemas digitais voltados aos profissionais autônomos. Os mais notórios, por sua popularidade e presença no dia a dia de milhões de pessoas, são os aplicativos de entrega e transporte, que estão moldando as relações do futuro do trabalho. Estes aplicativos encontraram terreno fértil para crescer de forma desregulada em um cenário de abundante disponibilidade de mão de obra em função da crise econômica e da precarização das relações de trabalho. Além da má remuneração e de uma série de desrespeitos que fragilizam a correlação de força entre plataformas de delivery e trabalhadores, estes profissionais vivenciam apenas o ônus da falta de vínculo formal com estas empresas, pois a ditadura algorítmica tem minado um dos pilares fundamentais do pleno e livre exercício do trabalhador independente: sua autonomia para definir quando e como quer prestar seu serviço. Alternativas de impacto positivo O modelo que atualmente rege o mercado de plataformas é insaciável, pois almeja monopólio e concentração de poder a qualquer custo. Por isso é imperativo o fortalecimento de alternativas pensadas sob o prisma do impacto social positivo, que apoiem pequenos negócios, combatam a crescente precarização das relações de trabalho e, principalmente, ajudem a combater a desigualdade social. Já disponível para download em São Paulo, o AppJusto é um negócio que coloca lucro e preocupação social em pé de igualdade. Somos uma plataforma de código fonte livre concebida coletivamente, cuja missão é promover relações mais justas e fomentar esse equilíbrio no setor. Com modelo de negócio alinhado aos ODS 8 e 10 da ONU, o AppJusto soma forças com todos os envolvidos, ao operar um sistema que oferece autonomia, transparência e ganhos justos. Ao praticar taxas mais justas, impulsionamos um ciclo virtuoso no qual restaurantes conseguem cobrar menos dos consumidores, que economizam enquanto remuneram mais e de forma sustentável (sem cupons ou promoções) os entregadores. Um negócio em que cada pedido ajuda, de fato, na consolidação de um modelo voltado à construção de uma sociedade mais justa. Saiba mais sobre o AppJusto *Sócio Fundador do AppJusto.
CIVI-CO: onde o futuro é possível
“O CIVI-CO traz à existência uma cultura de um lugar para ser e não só um lugar para estar.” – Patrícia Villela Marino, Cofundadora do CIVI-CO. Ao longo dos últimos 5 anos, construímos essa tão sonhada Comunidade de empreendedores(as), organizações e ativistas cívico socioambientais e trabalhamos muito para gerar transformações positivas na sociedade e no espaço público brasileiro – e até mundial. Estar no CIVI-CO é um convite para pensar o futuro juntos e juntas. É buscar um caminho a ser seguido, é sobre esperança e como pode ser possível construir um futuro sustentável, inclusivo e diverso. Neste futuro, todas as narrativas devem ser respeitadas e assumem protagonismo com as próprias soluções. Nessa metade de década vivida, avançamos na nossa missão de fomentar o empreendedorismo de impacto cívico socioambiental e promover conhecimento para engajar a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada nas causas alinhadas com as métricas ESG e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Ouça o podcast o Planeta CIVI-CO! Qual Futuro queremos? Estamos vivendo uma transição, na qual muitos modelos de sociedade já não se sustentam mais. Precisa emergir um novo estilo de vida que leve a um mundo mais justo, inclusivo e solidário. O CIVI-CO nasceu para reunir iniciativas transformadoras e fomentar essa inovação socioambiental de forma coletiva. Sim, queremos um futuro tecnológico e inovador, mas que seja acessível para todos e todas. E nós, enquanto comunidade engajada, também pensamos em expandir nossas fronteiras e buscamos chegar em novos espaços, disseminando nossos ideais e ampliando o nosso impacto. Hoje somos também uma comunidade virtual conectada com membros e parceiros para além do nosso espaço físico em São Paulo. O ecossistema CIVI-CO está presente em todas as regiões brasileiras e em outros países. Estamos em obras, o futuro é agora Para manter essas conexões ativas e encontrar soluções descentralizadas, nós estimulamos uma rede de informação construtiva através dos nossos canais digitais, realizando uma extensa produção de conteúdo, como: podcasts, webséries, revista digital, artigos e newsletter mensal. Aqui também fomentamos as conexões, pois sabemos que a construção do futuro só pode ser feita compartilhada. Pensando nisso, criamos os nossos Hubs de Pensamento: Alimentação Consciente, Bioeconomia, Cannabis, Cultura, Educação e Moda Sustentável. Próximos 5 anos Vamos seguir incansáveis, apostando na força da diversidade para formar uma comunidade colaborativa. Gostamos de gente e nos inspiramos no poder das pessoas engajadas, sonhadoras e que lutam por uma sociedade justa e igualitária. Para nós, o impossível não existe!