Desenvolvimento humano e organizacional: a transformação do RH
Por Kyvo O profundo impacto da pandemia de COVID-19 e a aceleração digital vivida nos últimos anos somados à pauta cada vez mais necessária de inclusão e diversidade vêm transformando exponencialmente a estrutura das empresas. Como consequência, algumas áreas se viram obsoletas em relação ao cenário atual e vêm buscando se adaptar. Esse é o caso dos Recursos Humanos, que saiu do posto de fazer apenas a parte operacional e passou a ocupar um lugar de destaque nas organizações, ampliando sua responsabilidade na gestão de pessoas. Neste artigo pretendo traçar um panorama do que tem sido feito para lidar com as necessidades contemporâneas, sem deixar de agregar valor aos negócios. Em 2020, uma pesquisa realizada pela consultoria KPMG ouviu quase 1.300 profissionais de RH de 59 países e a maioria deles já acreditava que a área precisava se reinventar completamente para lidar com os desafios que viriam pela frente. Garantir a experiência e o bem-estar dos colaboradores, auxiliar lideranças no desenvolvimento de uma nova gestão que apoiasse o trabalho remoto e redefinir ou aprimorar a cultura com foco no digital e na agilidade foram postas como pautas prioritárias para a mudança da área. Em 2021, uma pesquisa feita pela mesma consultoria apontou que a transformação da área está relacionada diretamente à digitalização acelerada e a dupla disrupção causadas pela pandemia. O RH está, definitivamente, diante de novas responsabilidades. Da burocracia à estratégia A área de Recursos Humanos ainda é comumente definida como o departamento que apenas trata de assuntos burocráticos. Realmente, durante muito tempo o setor tinha funções engessadas e era totalmente dependente dos líderes das empresas. Não havia autonomia para criar soluções e se limitava a processos básicos para o funcionamento do negócio e não com o foco no médio, nem no longo prazo. Recrutamento e seleção, admissão, demissão e apoio na elaboração da folha de pagamento eram as atividades rotineiras e não passava muito daí. Entretanto, com todas as demandas da atualidade que citei acima, este modelo não funciona mais e a empresa que ainda não começou a se adaptar provavelmente já sente, ou sentirá muito em breve, um impacto negativo em seus resultados. Para se adequar ao cenário atual é preciso estar atento às necessidades das pessoas e o RH é o grande propulsor dessa mentalidade em uma empresa que quer inovar. Cada vez mais a experiência centrada no indivíduo norteia a forma de se fazer negócios e isso engloba todas as pessoas envolvidas no processo: do funcionário ao cliente. Humanizar as organizações é o ponto de partida para a grande transformação e a área precisa ser estratégica e estar totalmente integrada às outras para fazer isso acontecer. Caso não se adapte a esta realidade do mercado atual, a premissa do indivíduo como centro da saúde organizacional não será disseminada e, diante disso, haverá um reflexo negativo na satisfação do colaborador, diminuindo sua produtividade. Levando em consideração que empresas são um coletivo, quanto menor a satisfação das pessoas que nela trabalham, menor a produtividade como um todo, trazendo piores resultados para a empresa. Resumindo, o desempenho organizacional está positivamente ligado à união e colaboração. Diante das atribuições atuais do departamento, o nome Recursos Humanos se torna, ao meu ver, limitado para uma área com tamanha importância. Há outro nome dado a ele que, particularmente, acho mais adequado: Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO), já que estamos falando de uma área cada vez mais importante, põe em prática uma gestão de pessoas mais ativa e estratégica. Vale lembrar que a necessária transformação deste departamento não quer dizer que as funções operacionais de gestão de pessoas deixem de existir. Elas continuarão no dia a dia, mas cuidar da integração, da satisfação e da capacitação dos colaboradores e atender suas necessidades se tornaram também atribuições fundamentais. Cultivar um clima organizacional harmonioso e a qualidade de vida saudável no ambiente corporativo contribuirá para o alcance das metas e para o sucesso da empresa. Acredito, portanto, que o papel prioritário do setor é fazer a sua jornada virar uma jornada de gestão de pessoas fundamentalmente voltada para o capital humano e social e, a partir daí, se tornar o principal disseminador dessa cultura por toda a organização. Texto publicado originalmente no site da Kyvo
Comunidades tradicionais têm papel essencial no desenvolvimento da Amazônia
Por CEBDS Cada vez mais, fica claro que o desenvolvimento sustentável da Amazônia requer ações que levem em consideração a realidade local e contem com a participação das comunidades tradicionais. O “Estudo de Boas Práticas Empresariais na Amazônia”, que acaba de ser concluído pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), lista vários exemplos dos quais emerge o papel fundamental que os povos originários desempenham na relação com o setor privado. Um deles, desenvolvido pela Amazon, pela The Nature Conservancy (TNC) e pelo Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (ICRAF), tem como meta remover 9,6 milhões de toneladas de carbono na atmosfera em 30 anos, além de beneficiar 3.000 famílias e uma área total de 18 mil hectares. O essencial do plano é acelerar a recuperação de áreas degradadas ou improdutivas via sistemas agroflorestais. O resultado gera, na prática, um ganha-ganha. Por um lado, geram-se créditos de carbono e, por outro, impulsiona-se a renda de agricultores que cultivam cacau e açaí. E se o foco sair do produto já pronto e partir para a matéria-prima? Neste caso, a iniciativa capitaneada por um grupo que inclui Michelin, WWF-França, WWF-Brasil, Memorial Chico Mendes e Fundação Michelin é um bom exemplo. O projeto desenvolvido por esses parceiros no estado do Amazonas já começou com a compra de 7 toneladas de borracha, de forma simbólica, para estreitar a relação de confiança com os produtores locais. O objetivo principal, entretanto, nos próximos anos, é chegar à compra de 700 toneladas, o que beneficiaria 3,8 mil famílias de forma direta e indireta. No Pará, mais especificamente no Tapajós, Baixo Tocantins e Médio Juruá, o principal objetivo de um programa que reúne vários parceiros, entre eles a Natura, a Conexus, o Projeto Saúde e Alegria e o Sebrae, é contribuir para o fortalecimento da floresta em pé. Além de estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento territorial. Entre os principais impactos da ideia está o investimento em mais de 20 cadeias da sociobiodiversidade local. O que deve beneficiar mais de 2 mil famílias e envolver 13 cooperativas das regiões. Melhoria da qualidade de vida dos produtores locais também é o objetivo de um programa desenvolvido pela Suzano no Pará, Maranhão e Tocantins. Em termos de produtos promovidos pela iniciativa, que foca na gestão, na produção e na comercialização, existem várias frentes. Por exemplo: farinha de mesocarpo, óleo de babaçu, açaí em polpa, carvão, amêndoas e artesanato. Uma atenção especial é dada ao Programa Colmeias, que visa fomentar a produção de mel dentro das áreas de plantio da empresa. Os produtores parceiros recebem assistência e capacitação técnica e de gestão, bem como ajuda para a implementação de novas tecnologias e assistência na comercialização do mel produzido. Entre todas as atividades fomentadas, a expectativa é que seja gerada uma renda de até R$ 9,5 milhões em três anos. A Suzano calcula que 9 mil pessoas foram retiradas da pobreza pelo investimento social do grupo nas suas áreas de atuação em 2021. Conectividade e energia, além de infraestrutura em geral, como acesso à água e ao saneamento básico, também são vitais para muitas comunidades na Amazônia. Por isso que o caso da Vila Restauração também é interessante. Por meio de um grupo formado por várias empresas – Energisa, (re)energisa, Aneel, TIM e Conexa Saúde) -, a comunidade do interior do Acre, a mais de 500 km da capital Rio Branco, passou a contar com fornecimento de energia 24 horas por dia. Antes do projeto, as 200 famílias da região tinham luz apenas três horas por dia. Os moradores ficaram dois anos como beneficiários do projeto, antes de virarem clientes das empresas de energia. A motivação por trás do Projeto Ybá, outro exemplo em que as comunidades locais estão envolvidas, é gerar desenvolvimento via expansão dos usos socioambientais de área de floresta da Dow em Breu Branco, no Pará. A ideia é promover a geração de renda a partir do extrativismo de bioativos de interesse comercial. Um mapeamento feito para a região pelo Instituto Peabiru identificou na área 17 espécies vegetais de interesse comercial para a indústria cosmética e farmacêutica – que podem ser extraídas pelos comunitários das terras da empresa e comercializadas. A produção do primeiro produto em exploração, a andiroba, será comprada pela Natura, parceira também do programa. A previsão é que a iniciativa favoreça 150 famílias, que terão, em alguns anos, uma cooperativa estruturada para continuar com a comercialização das linhas de produção por conta própria. Saiba mais sobre o Estudo O “Estudo de Boas Práticas Empresariais na Amazônia” foi realizado pelo CEBDS em parceria com o Idesam. A publicação analisou 143 iniciativas desenvolvidas por associadas do CEBDS na Amazônia e detalhou 11 projetos que combinam produção e preservação. As ações envolvem mais de 30 parceiros na Amazônia Legal e beneficiam diretamente 50 mil pessoas. O trabalho inédito faz parte do Movimento Empresarial pela Amazônia, iniciativa liderada pelo CEBDS que visa construir uma agenda efetiva em defesa do desenvolvimento sustentável, da criação de emprego e renda com a floresta em pé e da redução do desmatamento. Confira o estudo na íntegra e conheça os bons exemplos do setor empresarial aqui. Texto publicado originalmente no Blog Sustentável do CEBDS
Nosso planeta é o único que tem Carnaval
Esta é uma época de grande manifestação popular, onde as pessoas vão para as ruas e extrapolam seus sentimentos e emoções. O Carnaval, além de ser um período de festa e confraternização, é uma época de conscientização e aprendizado. Além do entretenimento e da valorização à cultura, um evento da relevância do Carnaval deve ter uma função social. Por todo o Brasil, manifestações carnavalescas socioambientais se espalham gerando impacto positivo nos foliões e mostrando que é possível se divertir e salvar o planeta ao mesmo tempo. Até porque a Terra é o único planeta que temos – e se ela acabar o Carnaval também já era. Entre as diversas manifestações culturais realizadas na folia deste ano, separamos algumas que serão realizadas em localidades distintas do nosso país, que é tão rico ambiental quanto culturalmente. Carnaval de Impacto: conheça 5 iniciativas pelo Brasil Carnaval ESG – Salvador (BA) Em parceria com o Sistema B, que é uma certificadora internacional de ESG, a Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis) vai visitar os camarotes do Carnaval de Salvador e pontuar de acordo com as ações socioambientais que eles estarão praticando durante a festa. ReciclaFolia – Vitória (ES) No Carnaval de Vitória, cada escola traz, além de muita alegria, adereços bem elaborados. Porém, quando o desfile acaba, entra em cena o pessoal da sustentabilidade. O projeto ReciclaFolia trabalha dando destino aos resíduos usados na festa. Economia Circular – Paraíba do Sul (SP) Apostando na sustentabilidade e na economia circular, a decoração do Carnaval 2023 em Paraíba do Sul será 100% proveniente do reaproveitamento de fantasias e adereços coletados nos desfiles das escolas de samba dos Grupos Série Ouro e Especial no Carnaval de 2022. Galo Sustentável – Recife (PE) O maior bloco do mundo, o famoso “Galo da Madrugada”, entrou nessa onda e terá algumas ações ambientais. Além de manter a estrutura do Galo (com mais de 27 metros) toda feita com materiais reaproveitáveis e recicláveis, o bloco também vai passar a fazer uma compensação de carbono. Confetes biodegradáveis – São Caetano (SP) O SESC São Caetano realiza uma proposta para a família que une ações ecológicas com o Carnaval. A ideia é uma oficina para que os participantes circulem pelo jardim do SESC em busca de folhas multicoloridas para a confecção de confetes sustentáveis. O que é Carnaval sustentável? Mesmo que você não se engaje em uma das atividades acima, ter responsabilidade socioambiental praticando atitudes mais conscientes já é uma forma de diminuir os impactos ambientais causados pelas celebrações da folia. Dica de leitura: O Carnaval das algas No Carnaval sustentável não é necessário poluir o meio ambiente com microplásticos para se divertir. Dá para usar o bioglitter, por exemplo, e outras alternativas mais ecológicas. Confira algumas ideias sustentáveis para o Carnaval: Use fantasias feitas a partir de materiais reciclados Faça confetes de folhas secas usando um furador de papel Prefira latinhas de alumínio às de vidro ou plástico Tenha uma sacola/mochila para guardar seus próprios resíduos Leve seu copo e canudo reutilizáveis Ô, ABRE ALAS, que o Bloco da Responsabilidade Socioambiental quer passar!
Apoiar o pequeno empreendedor é investimento social sustentável
Por Fabio Lesbaupin* Pequenos negócios foram responsáveis por cerca de 7 em cada 10 vagas de emprego no Brasil, em 2022. Nas comunidades de baixa renda, este impacto é ainda maior. É difícil imaginar um futuro próspero sem a força destes empreendedores. Mesmo assim, poucas iniciativas sociais são direcionadas para esta classe tão importante. Esse é justamente o centro do propósito do Estímulo – o maior fundo social de apoio ao pequeno empreendedor brasileiro. E agora também o mais novo membro da Comunidade CIVI-CO. Solução urgente que virou definitiva Precisou de uma pandemia para a sociedade perceber a importância dos pequenos negócios. No início de 2020, movidos pela necessidade urgente, grandes empreendedores como Abílio Diniz, Eugênio Mattar e Eduardo Mufarej se mobilizaram para a criação do Estímulo. Inspirados nos Fundos de Alívio, instituições e cidadãos uniram-se em prol dos pequenos empreendedores. Somos a união de pessoas conscientes que acreditam no poder do empreendedorismo de transformar a sociedade. O Estímulo oferece apoio financeiro e capacitação para que pequenos empreendedores superem as dificuldades e alcancem a prosperidade: já são quase 8 mil empresas e 90 mil pessoas beneficiadas. Inovamos ao transformar R$ 60 milhões de doações em crédito acessível para os empresários das regiões de baixa renda. Hoje já são mais de R$ 150 milhões em apoio financeiro. Movimento dono apoiando dono Descobrimos um modelo de investimento social sustentável que está unindo filantropos, empreendedores, empresários e investidores: com 2 anos de atuação, o Estímulo foi reconhecido pelo Prêmio Folha de Empreendedorismo Social e foi apontado pela revista Forbes como o futuro da filantropia e do investimento social. Nos transformamos em uma grande comunidade de apoio ao empreendedorismo. Já são mais de 300 doadores, investidores e parceiros trabalhando pelos quase 100 mil MPEs cadastrados. Quanto à capacitação, promovemos conhecimento através de cursos, mentorias, consultorias e benefícios dos nossos parceiros. Nossa missão é levar a ideia ou recurso certo na hora certa para acelerar a jornada de prosperidade. Abrindo portas para o futuro Neste ano de 2023, além do crédito e da capacitação, estamos apostando também nas conexões: vamos conectar nossos empreendedores entre si para que eles compartilhem desafios e soluções; vamos levar programas de mentoria especializados para transferir conhecimento de quem já chegou lá para quem está no caminho; e, por fim, vamos ativar a Conexão com Investidores. Queremos conectar a Faria Lima com o investimento de impacto através do empreendedorismo. Se você é empreendedor, cadastre-se no nosso site. Se você quer apoiar, doar, investir ou ser um parceiro, entre em contato: [email protected]. *Cofundador e diretor-executivo do Estímulo.
Artificial x Natural: aliados ou rivais?
A inteligência artificial (IA) tem um papel importante a desempenhar na ajuda a causas socioambientais no Brasil. A seguir, são apresentadas algumas maneiras específicas pelas quais as tecnologias de IA podem ser usadas para solucionar problemas socioambientais importantes no país. Monitoramento de florestas e desmatamento: O Brasil tem uma das maiores florestas do mundo, a Amazônia, mas também tem um histórico de desmatamento acelerado. A IA pode ser usada para monitorar continuamente as florestas e detectar precocemente qualquer atividade de desmatamento ilegal. Isso ajuda a proteger as florestas e a garantir que as leis ambientais sejam cumpridas. Combate ao aquecimento global: A IA pode ser usada para otimizar a produção de energia verde, como a solar e a eólica, e para desenvolver soluções inovadoras de armazenamento de energia. Além disso, as tecnologias de IA podem ser usadas para prever e responder aos impactos do aquecimento global, como enchentes, secas e mudanças climáticas. Gerenciamento de resíduos: O Brasil tem uma crise de gestão de resíduos, com lixões a céu aberto e descarte inadequado de resíduos tóxicos. A IA pode ser usada para otimizar a coleta e o tratamento de resíduos, assim como para monitorar e prevenir a contaminação do solo e da água. Proteção da biodiversidade: A IA pode ser usada para monitorar a biodiversidade e identificar espécies em risco de extinção. Além disso, as tecnologias de IA podem ser usadas para identificar áreas importantes para a conservação da biodiversidade e para desenvolver planos de proteção. Ajuda humanitária: A IA pode ser usada para responder a desastres naturais e outras emergências humanitárias no Brasil, ajudando a prever as necessidades de assistência e a garantir que os recursos sejam direcionados de forma eficiente e eficaz. Produção de conteúdo Hoje em dia, existem vários modelos de inteligência artificial que são especialmente treinados para escrever textos. Esses modelos usam uma combinação de linguística, estatística e aprendizado de máquina para produzir textos de alta qualidade. Alguns deles são baseados em regras, enquanto outros são baseados em dados. Veja exemplos de usos da inteligência artificial na escrita de textos: Geradores de conteúdo: Sistemas de inteligência artificial que são capazes de produzir textos sobre tópicos específicos com alta qualidade e rapidez. Chatbots: Sistemas de inteligência artificial que são usados para conversar com os usuários de aplicativos e websites, respondendo a perguntas e fornecendo informações. Correção automática: Sistemas de inteligência artificial que são usados para corrigir erros gramaticais e de ortografia em textos escritos por humanos. Redação automática: Sistemas de inteligência artificial que são usados para produzir textos sobre tópicos específicos, como notícias, resumos de livros e artigos de revistas. Em conclusão, a inteligência artificial tem um papel crucial a desempenhar na ajuda a causas socioambientais no Brasil. A IA consegue fornecer soluções inovadoras e eficazes para algumas das maiores ameaças ao meio ambiente e à sociedade. Suas tecnologias podem ser usadas para monitorar e proteger as florestas, combater o aquecimento global, gerenciar resíduos, proteger a biodiversidade e responder a emergências humanitárias. *Texto 100% produzido pela Inteligência Artificial do ChatGPT.
Conquista histórica: São Paulo disponibilizará cannabis medicinal pelo SUS
Por Leandro Maia* É Lei a distribuição de remédios à base de canabidiol pelas unidades de saúde pública estadual e privada conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou nesta terça-feira (31), no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. A implantação do Projeto de Lei (PL 1.180/2019) é prioridade do governo. A nova lei prevê que um grupo de trabalho para regulamentar o acesso da população seja formado em 30 dias. No entanto, Tarcísio afirma que pretende apresentar a equipe em no máximo 10 dias para acelerar o processo. Os profissionais serão responsáveis pela implementação, atualização e reavaliação da Política Estadual de Medicamentos Formulados à Base de Cannabis. O trabalho será coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde. O projeto de autoria do deputado Caio França (PSB) foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no fim de 2022. Após passar pelos deputados, a proposta de lei foi entregue ao governador no dia 13 de janeiro, com o prazo de 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto. Motivado por um caso de doença rara na família, Tarcísio disse que lembrou do sobrinho, diagnosticado com a Síndrome de Dravet, quando decidiu sancionar o PL 1.180. “O que me preocupa, às vezes, é o diagnóstico precoce de doenças raras. Eu citei o caso do meu sobrinho. A gente levou muito tempo para descobrir que ele tinha a Síndrome de Dravet. Se você não descobre (precocemente), você trata da maneira errada. Se você trata da maneira errada, você está perdendo tempo”, explicou. Segundo Tarcísio, o projeto original da lei apresenta alguns artigos em desacordo com a Constituição Federal de 1988. Por esse motivo, o projeto foi sancionado com vetos parciais e será devolvido para Alesp para os ajustes acordados com Caio França. “A gente retirou do projeto questões extremamente técnicas que nós vamos ‘jogar’ para a regulamentação”, concluiu. Texto publicado originalmente no Portal do Sechat *Jornalista do Sechat.
Futuro dos negócios de impacto no novo governo
Organizações não governamentais (ONGs) e empresas sociais são aliados nas causas sociais e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, essas iniciativas atuam diretamente nas dores da sociedade procurando soluções para problemas sistêmicos e estruturais. Mesmo não dependendo exclusivamente de um governo, o trabalho realizado pode ser afetado por medidas políticas. Por isso, toda troca ou mudança de liderança gera uma tensão no setor. O que pode mudar em um novo governo? Será que terá um impacto positivo para os negócios sociais? Quais as expectativas do setor? Nós, do CIVI-CO, conversamos com alguns membros da nossa Comunidade para saber o que esperar dos próximos anos, o que esse novo governo pode fazer para mudar este cenário e gerar as transformações sociais. Após um período turbulento para as causas socioambientais, onde recursos foram cortados, o país perdeu investimentos e ajuda do exterior, profissionais sofreram repressão e diversas fake news foram propagadas. O novo governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), se mostra mais aberto ao diálogo com o setor. Isso tem dado mais esperança para os empreendedores e ativistas. “Esse novo governo reconhece e é fruto dos movimentos sociais, então, é mais simples e legítimos quando a gente tá dialogando com pessoas que passaram por toda experiência de impacto positivo que os movimentos sociais têm para trazer para as pessoas. Reconhecer a importância e valorizar o que os movimentos sociais fazem é fundamental para promover o empreendedorismo social”, comentou Janine Rodrigues, empreendedora social e fundadora da Piraporiando. Impacto social Desde a campanha eleitoral, o atual governo adotou um discurso progressista, alinhado com as causas socioambientais. Essa postura construiu uma forte identificação dos agentes desse setor, resultando na nomeação de ativistas e profissionais técnicos para a base governamental nos ministérios. “É evidente que as agendas ESG e as ODS da ONU vão ganhar um novo destaque, assim como as estratégias de impacto social que já haviam sido iniciadas em governos passados, mas que ganhou pouca força nos últimos anos, no atual governo existe a expectativa que as crises humanitárias sejam alinhadas com estratégias de soluções de enfrentamentos de crises no Brasil e no mundo” , salientou Higor Cauê, diretor executivo do Instituto Humanitas 360. Curto Prazo Para alguns, apesar de pouco tempo, a alternância de poder já está fazendo mudanças consideráveis, como destaca Caroline Fonseca, educadora e Superintendente-executiva da Labor Educacional: “As empresas agora querem compreender, colaborar e ajudar os projetos sociais em diversos setores. No recorte da educação temos um trajeto muito bonito a ser traçado, muito curioso que desde o ano passado, no período eleitoral nós temos recebido muitas demandas das secretarias, não sei se tem a ver a questão política, mas estamos recebendo o contato de secretarias que nunca atuamos”. Aprendendo sobre negócios sociais Você sabe que é possível empreender e se manter responsável e comprometido com as mudanças positivas na sua comunidade, país ou até mesmo no mundo? Essa modalidade são os negócios de impacto social. Esse tipo de empreendimento tem como objetivo solucionar algum problema social, mas sem deixar de ser economicamente viável. Os negócios de impacto social buscam impacto socioambiental positivo gerado através do próprio core business do empreendimento. Ou seja, a atividade principal deve beneficiar diretamente pessoas com faixa de renda mais baixas, as chamadas classes C, D e E. De acordo com levantamento realizado pela consultoria Tendências em 2021, o Brasil possui 37,7 milhões de domicílios compondo essa base social. Na prática, os negócios sociais configuram-se como uma organização de várias naturezas jurídicas que opera como empresa, orientando-se pela lei da oferta e demanda e dedicando-se a conhecer seu público, oportunidades e riscos, e utilizando mecanismos de mercado para atingir seus propósitos sociais. Mas você sabe a diferença entre negócios e organizações sociais? Descubra a resposta lá no nosso post do Instagram.
Marketing de conteúdo: 7 dicas úteis para negócios de impacto
Por Oficina de Impacto Uma das estratégias mais importantes na comunicação das empresas atualmente é o marketing de conteúdo. Ele consiste na produção de textos, vídeos e outros produtos com a intenção de engajar seu público-alvo e aumentar sua rede de clientes e potenciais clientes, sem fazer propaganda da marca. Dessa forma, é possível atrair um público que está em busca de informação de qualidade, criando uma percepção positiva da empresa. Se o seu negócio é de impacto, você já deve saber que, globalmente, 40% dos consumidores priorizam produtos e serviços de empresas alinhadas com seus valores. Além disso, 57% dos compradores estão dispostos a mudar seus hábitos de compra para reduzir o impacto ambiental negativo. Esses números mostram que as empresas que causam um impacto positivo na sociedade têm muitas oportunidades de crescimento. Mostrar aos consumidores que sua marca de fato está engajada em mudanças reais para a sociedade, no entanto, pode ser um desafio. Não basta ser uma empresa responsável, é preciso comunicar isso de maneira eficiente. Marketing de conteúdo: kit básico Existe um caminho básico para a criação de uma boa estratégia de conteúdo, que vale para todas as empresas. É preciso definir uma persona para a marca, que vai dar o tom da comunicação. A persona é construída com base no consumidor típico que a empresa quer atingir. Em seguida, é preciso fazer o planejamento dos conteúdos. Para isso, entenda quais são os objetivos específicos da comunicação e descubra quais são as palavras-chave relacionadas ao tema. São essas palavras que norteiam o conteúdo publicado, pois são mais buscadas nas redes. Escrever sobre elas aumenta a chance de ser achado na internet. O próximo passo é a produção do conteúdo em si. Invista em conteúdos bem fundamentados, já que o site vai ser uma importante vitrine para seu negócio. É fundamental criar conteúdo original e relevante para seu público. Apenas replicar material criado por terceiros pode prejudicar a imagem da empresa. Alguns tipos de conteúdo possíveis são: blog, ebooks, postagens em redes sociais, vídeos e gráficos. O destaque que seu conteúdo terá nos buscadores depende não apenas do uso das palavras-chave, mas também do domínio das técnicas de SEO (Search Engine Optimization). Conhecer essas regras ajuda a destacar o conteúdo nos mecanismos de busca. Algumas delas são: usar a palavra chave no título, escrever parágrafos curtos e utilizar links internos e externos, entre outras. Por fim, a medição dos resultados vai mostrar se a estratégia está surtindo efeito. É preciso analisar as reações, republicações, compartilhamentos e os números do Google Analytics para avaliar se há correções de rota a serem feitas na estratégia de comunicação. Como usar o marketing de conteúdo em negócios de impacto Para que a mensagem da sua empresa de impacto seja transmitida com sucesso, preparamos algumas dicas para o marketing de conteúdo voltado para esse nicho: 1) Comunique seu propósito: ao compartilhar com o público a visão que a empresa tem de seu próprio papel na sociedade e quais as mudanças que pretende empreender, existe um enorme potencial de conexão com os consumidores que também buscam a transformação social. Conte o que move a empresa e seus colaboradores a seguir nesse caminho; 2) Busque ser uma inspiração: uma estratégia de conteúdo assertiva traz exemplos de ações que podem inspirar a ação positiva de outras pessoas. Conte suas histórias de sucesso – e, se for o caso, aquelas que não foram tão bem sucedidas – para inspirar pela ação e pelo exemplo; 3) Deixe espaço aberto para receber feedback: uma empresa de impacto deve estar preparada para escutar críticas construtivas e entender onde estão as oportunidades para melhorar sua atuação. Mostre que esse tipo de comunicação é bem-vinda; 4) Mostre a face humana da companhia: mostrar a realidade sem maquiagem é uma importante ferramenta de humanização e conexão com o outro. Boas histórias inspiram e engajam consumidores; 5) Não tenha pressa em se posicionar em assuntos novos: é comum que empresas com propósito positivo queiram se posicionar sobre as questões que estão em destaque na sociedade. O ideal, no entanto, é fazer uma avaliação cuidadosa das práticas internas relacionadas ao assunto antes de divulgar um posicionamento público; 6) Mantenha a coerência entre discurso e prática: se, por exemplo, um caso de racismo no ambiente empresarial estiver em discussão, avalie quais são as práticas internas de inclusão racial e se posicione de acordo com a sua realidade. Não há problema em iniciar uma caminhada de inclusão, mas é fundamental ser transparente a esse respeito e não ter a intenção de ser autoridade no assunto, se esse não é o caso; 7) Mantenha constância na postagem de conteúdo: os algoritmos são implacáveis. Para que uma empresa se destaque, é preciso manter uma regularidade de publicações. É melhor postar em intervalos maiores, mas com frequência definida, do que publicar vários conteúdos em poucos dias e voltar depois de um mês. Manter postagens periódicas é importante também para que o leitor perceba que o site está vivo e que os conteúdos são atualizados com frequência. Um blog com postagens antigas no topo causa má impressão A Oficina de Impacto tem uma equipe especializada em marketing de conteúdo voltado para empresas de impacto social. Venha nos conhecer no LinkedIn, Facebook e Instagram. Texto publicado originalmente no Blog da Oficina de Impacto
Visibilidade Trans para além da data
Um ato pode marcar a história para sempre: no dia 29 de janeiro de 2004, foi organizado, em Brasília, um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”. A data foi um marco do movimento contra a transfobia e na luta por direitos e foi escolhida como o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Porém, apenas um acontecimento não pode resumir anos de lutas e conquistas. A afirmação deve ser contínua e o espaço conquistado não pode ser perdido – e é um dever de todes garantir e assegurar os direitos adquiridos. Janeiro Lilás O preconceito, a baixa escolaridade, o desemprego, a discriminação e a violência tornaram o Brasil o país que mais mata transexuais no mundo. Enquanto a expectativa de vida média da população brasileira é de 74 anos, segundo o IBGE, as pessoas trans vivem em média apenas 35 anos. Para denunciar essa realidade e reafirmar a importância da luta pela garantia dos direitos das pessoas trans foi definido que o mês de janeiro seria inteiro dedicado à visibilidade dos transexuais. Intitulada como “Janeiro Lilás”, a iniciativa busca a sensibilização da sociedade por mais conhecimento e reconhecimento das identidades de gênero, com o intuito de combater os estigmas e a violência sofridos pela população transexual e travesti. Mercado de trabalho Infelizmente a grande maioria da população trans ainda é expulsa de casa e obrigada a sobreviver por meio da prostituição. De acordo com Dossiê de 2019 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), 90% da população de travestis e mulheres transexuais utilizam a prostituição como fonte de renda devido à falta de oportunidades no mercado de trabalho. Em 2021, o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) divulgou o 1º Mapeamento de Pessoas Trans na Cidade de São Paulo, que revelou que 58% dos entrevistados (mulheres trans, travestis, homens trans e pessoas não-binárias) realizam trabalho informal ou autônomo, de curta duração e sem contrato. Entre as travestis, esse percentual sobe para 72% Papel social das empresas O investimento em diversidade, por muitos anos, foi um assunto inexistente no meio corporativo. Mas, com a facilidade de acesso à informação, proporcionada pela transformação digital, tem impulsionado a evolução comportamental do ser humano nos tempos modernos. Por consequência, essa é uma das pautas mais discutidas dentro das empresas. Assumir a responsabilidade com a diversidade dentro das organizações se tornou mais que um compromisso ESG. A necessidade de inclusão parte de um movimento global voltado para um maior engajamento cívico social, que interfere também no engajamento e lucratividade das empresas. Essa busca gerou diversas demandas para soluções dentro das empresas. Esse novo modelo de gestão de pessoas contribui com a adequação de processos para alcançar as transformações que a organização necessita para se tornar, de fato, inclusiva e diversa. O papel da consultoria de diversidade, passou a ajudar empresas a desenvolver estratégias e ações para incluir em seu quadro de colaboradores: mulheres; pessoas da comunidade LGBTQIAP+; profissionais negros; profissionais idosos; pessoas com deficiência. Trilhas da Diversidade Aqui na nossa Comunidade, a edtech Piraporiando utiliza conteúdos e experiências antirracistas, antibullying e antipreconceitos para a promoção da equidade de gênero e raça em escolas e empresas. Através do programa “Trilhas da Diversidade” , a Piraporiando promove ações afirmativas e educacionais auxiliando na formação continuada de profissionais e alunos. No âmbito empresarial, a consultoria pode auxiliar empresas tanto na contratação, preparação de gestores e colaboradores, quanto na transformação do ambiente de trabalho em um espaço mais inclusivo e acolhedor. É importante lembrar que a cidadania e o respeito devem ser aplicados todos os dias. Vamos ajudar as pessoas a serem quem elas são independente da época do ano e do local que estejam! Algumas dicas: Respeite o nome social Contrate e promova pessoas trans Garanta a equidade salarial Adote pronomes neutros Invista em formação
5 eventos sobre ESG para ficar de olho em 2023
Por Impact Beyond Que o ESG veio para ficar, ninguém tem dúvidas. Além de ser uma pauta urgente e necessária para o ambiente das corporações – sejam pequenas ou multinacionais – o tema está cada vez mais assumindo um papel de ciência e área de atuação, com cursos de pós-graduação, especializações, áreas específicas dentro das empresas e profissionais cada vez mais capacitados para uma atuação focada nos componentes da sigla. Esse ecossistema também tem cada vez mais promovido eventos e ocasiões para trocas de experiências e networking com quem já atua na área. Os eventos são importantes oportunidades para essa conexão. Por isso, a Impact Beyond selecionou cinco eventos que você, que atua com ESG, precisa ficar de olho em 2023. Confira! 1 – ESG Forum O evento abre o ano de 2023 e já está com as inscrições em estágio avançado. Será a terceira edição do Fórum, com o bônus de ser um evento digital (o que não exige deslocamento) e gratuito. A programação está dividida em três dias, cada um focado em uma das letras da sigla: Ambiental, Social e Governança. Saiba mais 2 – Congresso Brasileiro de Sustentabilidade e ESG O evento foi anunciado em dezembro e terá Curitiba (PR) como sede. Promovido pelo Sesi, pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) e pela Paraná Tecnologia e Metrologia – será realizado entre 27 e 29 de junho, e discutirá a crise climática, as formas de mitigar gases de efeito estufa pela chamada “pegada de carbono” e a necessidade de adoção de medidas de ESG (Environmental, Social and Governance). O congresso ainda não tem site oficial, mas vale incluí-lo no calendário. 3 – ESG Land O evento também acontece no primeiro semestre de 2023, em São Paulo (SP). De acordo com os organizadores, a proposta é reunir em um mesmo ambiente todos os agentes do ecossistema, gerando assim networking e criando uma integração completa a partir da promoção de vivências, troca de experiências, compartilhamento de insights e geração de conexões com o poder privado e a administração pública. Saiba mais 4 – Start-se ESG Day O evento é promovido pela StartSe e reunirá cases, exemplos práticos, planos estratégicos para facilitar a tomada de decisão de quem trabalha com o ESG. Os participantes também terão acesso a materiais ricos para guiar o futuro da sua empresa usando o ESG como estratégia de negócio. Já estão confirmados profissionais representantes de grandes empresas que já investem no ESG, como Braskem, IBM, Ambev, iFood e Phomenta. Saiba mais 5 – Summit ESG O evento ainda não tem data definida para 2023, mas a contar pela repercussão da edição do ano passado, será uma ótima oportunidade para networking e trocas de experiências. Quem realiza é o Estado de S. Paulo, que recentemente lançou o Atitude ESG, um hub de conteúdo criado para ampliar a visibilidade de cases de empresas que vão no sentido da agenda ESG. Saiba mais Texto publicado originalmente no LinkedIn da Impact Beyond