CIVI-CO Mag #5: Norte e Nordeste no centro da Inovação ESG

Quantos “Brasis” cabem em um Brasil? O 5º país do mundo em território é maior do que um espaço no mapa – é um local de partilha. Não temos mais tempo para disputas, apenas para um chamado: encontrar soluções juntos(as). A CIVI-CO Mag #5 propõe uma busca com olhar microscópico para o coração do país, as regiões Norte e Nordeste. Dentro dos seus 8.510.000 km² existe uma imensidão de culturas, biomas, etnias e vidas. No habitat dos contrastes, a aridez da caatinga e a umidade da floresta convivem em perfeita harmonia. Neste ambiente, onde até mesmo um rio possui duas cores, as pessoas não poderiam ser mais plurais. As regiões Norte e Nordeste são as que apresentam a maior diversidade étnica e cultural do país. Em resposta a essa realidade, esses lugares também possuem o maior abismo social do Brasil, que historicamente invisibiliza suas narrativas. A solução sempre esteve aqui Frente a tantos desafios proporcionados, essas regiões precisaram se reinventar e encontraram um caminho próprio para o desenvolvimento, mais alinhado com a sustentabilidade e a regeneração do que o restante do país. Esta edição da revista servirá para te transportar para o novo mundo da inovação ESG, pautado na colaboração. O conhecimento ancestral aliados à tecnologia e noção de comunidade existente nessas regiões ajudaram a construir um ecossistema efervescente de tomada de decisões socioambientais que estão chamando a atenção das lideranças do mundo todo. A maior prova disso é a realização da COP 30 em Belém (Pará), no ano de 2025. A 5ª edição da CIVI-CO Mag conta as narrativas desses(as) agentes que fazem a transformação acontecer no Norte e Nordeste do Brasil. São mais de 20 textos de membros(a) e parceiros(a) da Comunidade CIVI-CO sobre soluções nas áreas de bioeconomia, educação, cultura, tecnologia, entre outras. Aponte sua bússola da inovação para o Norte e Nordeste do Brasil! Confira a CIVI-CO Mag #5!
OnePercent e Nossa Terra Firme apresentam a Plataforma Okan ao mercado

O lançamento ocorreu este mês, durante o evento Blockchain Rio. A novidade promete revolucionar a transparência ESG a partir da tecnologia de tokenização. Inovação e agenda ESG. A Plataforma Okan chega ao mercado reunindo dois pontos chaves para as empresas manterem-se relevantes. O lançamento da Nossa Terra Firme, em parceria com a OnePercent, foi apresentado durante o Blockchain Rio, um dos maiores eventos da área na América Latina. “A agenda ESG enfrenta desafios sem precedentes relacionados à credibilidade e governança, incluindo dados não padronizados, métricas subjetivas, processos manuais complicados e a ameaça iminente de greenwashing e tokenismo social. Por isso, combinamos o poder da tecnologia blockchain com a missão de tirar as metas ESG do papel”, conta a CEO da Nossa Terra Firme, Iara Vicente. O novo produto recebeu o nome de Okan, que significa “coração” em Iorubá, idioma ligado às raízes africanas do Brasil. A novidade marca ainda o primeiro projeto do mundo para proteção e transparência de dados em ESG por meio de tecnologia blockchain. “Tradicionalmente, as empresas publicam seus dados de ESG de maneira formatada, com bonitos PDFs, geralmente dando destaque para o que há de melhor, por vezes omitindo o que não está bom. Por isso é importante que o público tenha acesso aos dados em si, e seu histórico, para avaliar de forma mais crítica as marcas e produtos que consomem”, analisa Fausto Vanin, sócio da OnePercent. A colaboração entre a consultoria Nossa Terra Firme e a OnePercent tem como objetivo fornecer segurança e credibilidade aprimoradas para métricas ambientais, sociais e de governança por meio da Plataforma Okan. O objetivo central da solução é compartilhar, atualizar e tornar os dados relacionados ao ESG mais acessíveis. Assim, as empresas e os seus investidores obtêm maior visibilidade do que é realizado e fazem um acompanhamento mais preciso. “Juntos, podemos tornar a verdade no coração do ESG uma realidade e construir um banco de dados e práticas ESG mais consistente”, comemora Iara. Por que a Plataforma Okan é Importante: ● Transparência em Blockchain: A tecnologia blockchain oferece uma infinidade de soluções para aprimorar a transparência na gestão de dados e é reconhecida como a tecnologia mais avançada para segurança da informação e criação de sistemas descentralizados. ● Empoderando a Agenda ESG: A Plataforma Okan concentra-se na descentralização de acesso a dados ESG, garantindo a permanência das informações relevantes e melhorando a usabilidade dos dados além das narrativas corporativas. ● Segurança de Dados: A plataforma garante a segurança dos dados por meio de registros permanentes e acessíveis protegidos por contratos inteligentes. ● Comparabilidade Aprimorada: A Plataforma Okan chama atenção para os aspectos mais relevantes mensurados pelos padrões ESG e os desafios específicos de cada indústria, promovendo a tomada de decisões informadas. ● Foco no Impacto Socioambiental Positivo: A plataforma capacita maior responsabilidade, gestão interna e auditorias independentes por meio de aplicativos descentralizados (DAPPs). ● Construção de capacidades em ESG: A plataforma oferece conteúdos específicos para o avanço da pauta ESG nas empresas, através de trilhas de aprendizado e templates especializados.
Soluções para combater poluição nos mares

Por Voz dos Oceanos Do Brasil para o mundo liderada pela Família Schurmann, a Voz dos Oceanos está, literalmente, em águas internacionais. A expedição – que tem o apoio do Programa da ONU para o Meio Ambiente – navega pela costa leste dos Estados Unidos, onde começou sua jornada por Miami e Fort Lauderdale, na Flórida. No roteiro de cinco meses, passa ainda por Nova York, Hampton & Cape Cod, Boston, Maine, Nova Hampshire, Newport e Rhode Island. Paralelo à navegação da tripulação do veleiro Kat rumo à Big Apple, a equipe de terra cruza o Atlântico e, em Portugal, leva a Voz dos Oceanos para a Conferência dos Oceanos da ONU, realizada em Lisboa. Após percorrer praticamente toda a costa brasileira, de Santa Catarina ao Pará, a tripulação da Voz dos Oceanos ultrapassa fronteiras e ecoa a urgência dos mares do planeta na sociedade mundial. “Precisamos de uma conscientização e mobilização coletiva. Até 2040, estima-se que os mares devem receber entre 23 e 37 milhões de toneladas de plástico por ano, como aponta o relatório da ONU ‘Da Poluição à Solução: Uma Análise Global sobre Lixo Marinho e Poluição Plástica’. Verdadeiro pulmão do planeta, nossos oceanos estão sufocados e demandam por ações urgentes”, destaca David Schurmann, CEO da Voz dos Oceanos. “No mar, diante de uma tempestade no horizonte, por exemplo, nós, velejadores, não ficamos alardeando ‘olha a tempestade’. Com serenidade e segurança, a gente enfrenta e supera essa tempestade! Esse é o espírito que trazemos para a Voz dos Oceanos. Cientes do desafio, vamos juntos buscar por ações coletivas e por soluções capazes de reverter esse cenário”, acrescenta. Limpando oceanos Iniciada no Brasil, em agosto de 2021, a expedição Voz dos Oceanos passará por cerca de 65 destinos nacionais e internacionais até chegar na Nova Zelândia, em novembro de 2023. Durante pouco mais de dois anos de navegação, sua tripulação vem testemunhando e registrando a poluição nos mares, mas também as ações de pessoas tão diversas, comprometidas com o bem-estar e a saúde da população e do planeta. “De jovens que refletem uma geração que quer e acredita na transformação capaz de recuperar e preservar os oceanos a pessoas ‘mais experientes’ e que já vêm transformando o seu entorno, as suas comunidades, liderando ONGs, iniciativas e projetos, nossa Voz dos Oceanos vem ampliando o alcance de atitudes inspiradoras. O futuro é agora e a transformação é sim possível”, afirma David. A expedição está conectada a outros pilares importantes da Voz dos Oceanos: o primeiro, com uma vertente empreendedora, atua para fomentar empreendedores e startups que tenham como proposta encontrar soluções para diminuir ou eliminar o uso do plástico no âmbito industrial; o segundo, científico, é liderado pela Universidade de São Paulo (USP) e investiga os diferentes níveis de impacto nos oceanos, e o terceiro pilar aposta na educação, atuando junto de professores e estudantes. David acrescenta que, “na defesa dos nossos oceanos, a Voz dos Oceanos vem mobilizar diferentes setores da sociedade”. O CEO também lembra que a Nova Economia do Plástico vem aí! “Nesse contexto, convidamos a sociedade civil a repensar seus hábitos de consumo e a adoção de comportamentos que minimizem o impacto dos resíduos no ambiente marinho; as empresas e indústrias a reverem toda a cadeia produtiva, e os governos a olharem com mais atenção à urgência de políticas públicas de gestão de resíduos. A transformação depende de todos nós. E todos nós – e futuras gerações – seremos beneficiados por essa grande mobilização”, conclui David. Planeta CIVI-CO #14 Ouça o nosso podcast sobre o ODS 14 com a participação de Heloisa Schurmann, velejadora, escritora e defensora dos oceanos na Voz dos Oceanos.
Equilíbrio: saúde mental e trabalho híbrido

Nos últimos anos, o cenário profissional passou por mudanças significativas, impulsionadas em grande parte pela revolução tecnológica e pela pandemia de COVID-19. Uma das transformações mais notáveis foi a adoção do trabalho híbrido, que combina as atividades presenciais e remotas. Embora essa flexibilidade tenha trazido vantagens evidentes, também desencadeou uma série de desafios relacionados à saúde mental dos trabalhadores e que retornaram à pauta no Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental. O trabalho híbrido, em teoria, promete conciliar a vida profissional e pessoal de forma mais equilibrada, reduzir o estresse relacionado ao deslocamento e oferecer maior autonomia. No entanto, na prática, muitos trabalhadores relatam dificuldades em estabelecer limites entre suas responsabilidades profissionais e pessoais. Vantagens do Trabalho Híbrido Flexibilidade no horário: os funcionários têm a flexibilidade de definir parte de seu horário de trabalho, o que pode ser especialmente benéfico para aqueles com obrigações pessoais ou familiares. Redução de deslocamento: o trabalho remoto parte do tempo elimina a necessidade de longos deslocamentos diários, economizando tempo e reduzindo o estresse associado ao trânsito. Melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: a capacidade de trabalhar em casa permite um melhor equilíbrio entre as responsabilidades profissionais e pessoais, contribuindo para uma vida mais equilibrada. Acesso a talentos globais: as empresas podem recrutar talentos de todo o mundo, não se limitando a candidatos locais, o que pode resultar em uma equipe mais diversificada e qualificada. Redução de custos: para os funcionários, o trabalho remoto pode significar economias em termos de transporte, alimentação fora de casa e roupas de trabalho. Para as empresas, pode haver economias em espaço de escritório e utilitários. Sustentabilidade: menos deslocamentos e uso de espaço de escritório podem ter um impacto positivo no meio ambiente, reduzindo a pegada de carbono. Caminho solitário Um dos desafios cruciais é a solidão e o isolamento que podem surgir no trabalho remoto. A interação social limitada e a falta de conexões pessoais podem levar à depressão e ansiedade. A ausência de um ambiente de trabalho estruturado também pode fazer com que alguns se sintam perdidos ou desmotivados, prejudicando sua saúde mental. Além disso, a pressão para ser produtivo a todo custo é uma preocupação crescente no contexto do trabalho híbrido. A sensação de que sempre se deve estar disponível, responder a mensagens e e-mails imediatamente ou realizar tarefas fora do horário de trabalho designado pode levar ao estresse crônico. O equilíbrio Para enfrentar esses desafios, tanto os empregadores quanto os funcionários desempenham um papel fundamental. As empresas devem promover uma cultura de apoio à saúde mental, incentivando pausas regulares, o uso de dias de folga e a flexibilidade no planejamento do trabalho. Outras ações recomendadas são: treinamento sobre saúde mental, programas de apoio psicológico e até uma proposta de trabalho em espaços compartilhados como os coworkings. Os funcionários, por sua vez, devem estabelecer limites claros entre o trabalho e a vida pessoal, criar um espaço de trabalho adequado em casa e manter rotinas saudáveis, como fazer exercícios, praticar a meditação e manter contato social regularmente. O trabalho híbrido é uma realidade, mas não pode ser ignorada a sua influência na saúde mental dos trabalhadores. A busca por um equilíbrio saudável entre a flexibilidade oferecida pelo trabalho híbrido e a proteção da saúde mental é essencial. Empregadores e funcionários devem colaborar para criar um ambiente de trabalho que promova o bem-estar psicológico.
Dignidade menstrual para todas

por Herself Desde 2021, as temáticas da pobreza e da dignidade menstrual estão em alta no Brasil. Expressões como dignidade, saúde e educação menstrual têm alcançado um número maior de pessoas. Apesar do lado dos cuidados menstruais por parte da iniciativa pública ainda estar dando os seus primeiros passos ao redor do mundo, o universo do “menstrual care” já é um mercado robusto, com previsão de crescimento em 50 bilhões de dólares até 2025, segundo relatório da Frost & Sullivan. Diferente do que se pode imaginar, esse ramo é alimentado não só por empresas que desenvolvem protetores menstruais, mas também por Femtechs (startups que se dedicam a desenvolver produtos e serviços que utilizam tecnologia para ajudar em questões de saúde da mulher), por vezes, aliadas a visões de impacto social. É o caso da Herself Educacional, empresa criadora do “Revolucione Seu Ciclo”. O projeto, que busca levar educação menstrual e ensinar mulheres internas de unidades prisionais a produzirem bioabsorventes, teve início em 2019, no Rio Grande do Sul, e hoje já impactou mais de 2 mil mulheres no Ceará, Minas Gerais e Rondônia. A produção dos absorventes ecológicos já somam 3,8 toneladas de resíduos evitados. A iniciativa se tornou uma referência nacional em 2022, considerada um dos oito melhores projetos de trabalho prisional pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). De acordo com as fundadoras da Herself, os maiores propósitos deste trabalho estão na ressocialização das apenadas e na perspectiva futura de fonte de renda com o aprendizado de um novo ofício. “Entendemos que não há desenvolvimento sustentável sem a promoção da Dignidade Menstrual, considerando os diferentes desafios envolvidos”, explica Raíssa Kist, CEO e co-fundadora Herself Educacional. A empreendedora ainda afirma que o trabalho de ressignificar a menstruação também implica em potencializar as pessoas, melhorar a autoestima e a confiança em si. “Também queremos levar a possibilidade de oferecer para a sociedade uma importante solução fabricada dentro dos institutos penais, garantindo uma valorização das pessoas que atuam na confecção”, comenta Raíssa, que também é co criadora e CEO da Herself, empresa pioneira no Brasil na produção de calcinhas e moda praia absorventes. A marca também é parceira e atua no Revolucione Seu Ciclo ao fornecer sua tecnologia para produção dos bioabsorventes. Juntas, as femtechs, que são empresas irmãs, desenvolvem produtos e serviços de impacto social e já evitaram que 20,3 toneladas de lixo fossem gerados no planeta. Ressocialização além das grades Segundo dados do levantamento World Female Imprisonment List, hoje o Brasil tem a terceira maior população feminina em privação de liberdade do mundo. São cerca de 42.694 mulheres e meninas presas em regime provisório ou condenadas. Desse total, de acordo com Ministério da Justiça e Segurança Pública, 62% são de mulheres negras. Já uma pesquisa realizada pela Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas mostrou que 45% dos egressos do sistema prisional apresentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho. O estigma social dificulta as perspectivas de futuro dessas mulheres, tornando o empreendedorismo feminino uma alternativa para se criarem novas histórias. Para Raíssa Kist, a iniciativa promove impacto positivo na vida da mulher que está em situação de cárcere privado. “Através do ‘Revolucione Seu Ciclo’, compartilhamos uma nova perspectiva de saúde, promovendo acesso à tecnologia, à inovação e à informação do nosso próprio corpo. Isso para nós é dignidade menstrual. Além disso, levamos uma visão de futuro, de esperança por dias melhores, de trabalho e renda através desse produto para as internas. Nós acreditamos que os bioabsorventes possam ser uma forma de sustento para todas as pessoas que têm a oportunidade de participar do projeto”, conclui a empreendedora social. Conheça a Herself
Visita CIVI-CO: Protagonismo de Vozes Indígenas

“Nós pensamos nossa vida como um todo, não somente com etnia, como povo passageiro, nós acreditamos que a nossa existência deve permanecer para sempre até onde existir o planeta Terra.” Com a fala do Uraan Suruí, Vice-Cacique do povo indígena Paiter Suruí, vamos iniciar mais uma “Visita CIVI-CO”, mostrando como todos nós estamos conectados e dependentes uns dos outros. Por mais que pareça, não somos comunidades isoladas. Precisamos falar o mesmo idioma: o da preservação. A segunda temporada do podcast “Visita CIVI-CO” chegou à região do Território Indígena Sete de Setembro, em Cacoal (RO). Durante nossa jornada pela Amazônia, tivemos a oportunidade de conhecer e aprender com o impacto positivo gerado por essa comunidade que possui uma sólida presença na área da bioeconomia. Os Suruí de Rondônia se autodenominam Paiter, que significa “povo verdadeiro” na língua tupi-mondé. Atualmente, ocupam uma extensa área de 247 mil hectares. A liderança da comunidade, sob a orientação do Cacique Almir Suruí, teve que se adaptar e inovar ao longo dos anos para garantir sua sobrevivência, tornando-se uma referência em termos de inovação. Convidamos você a nos acompanhar nessa visita “Visita CIVI-CO” é uma série documental, originalmente produzida para o YouTube e adaptada para podcast, em uma parceria entre o CIVI-CO, Pod Space e Digitale, que se baseia em visitas a organizações e iniciativas que têm um impacto positivo nas esferas cívicas e socioambientais do Brasil invisível para muitos. Depois de uma primeira temporada gravada no G10 Favelas em Paraisópolis, a segunda temporada destaca as histórias da comunidade Paiter Suruí e sua conexão com a natureza e a bioeconomia. Nosso objetivo é desmistificar a ideia de que negócios de impacto são exclusivos e elitistas, demonstrando que os ecossistemas indígenas também podem gerar soluções inovadoras e transformadoras. Metareilá – O “local de reunião” Os Paiter Suruí tiveram seu primeiro contato oficial com não indígenas em 1969, o que trouxe profundas mudanças sociais para sua comunidade. Antes desse contato, havia mais de 5 mil Paiter Suruí, mas após o contato, esse número foi reduzido para cerca de 290 indivíduos, e a comunidade quase foi extinta. Preocupados com a sobrevivência de sua comunidade, as lideranças criaram a Organização Metareilá em 1989. Essa organização foi estabelecida para combater a atividade madeireira ilegal e escolher líderes comprometidos com a preservação do meio ambiente. O nome “Metareilá” significa “local de reunião”. A organização promove alternativas econômicas sustentáveis, estabelece parcerias com organizações nacionais e internacionais e busca apoiadores que compartilhem de suas causas socioambientais. Em 2007, os Paiter Suruí também implementaram um Projeto de Crédito de Carbono Florestal para proteger a floresta e elaboraram um Plano de Vida para os próximos 50 anos. Esse projeto financiará atividades de proteção e fiscalização por meio de pagamentos por serviços ambientais, como a comercialização de créditos de carbono. Ouça o podcast “Visita CIVI-CO” saiba mais em: www.paiter-surui.com.
Como cuidar do planeta com simples mudanças?

Por Positiv.a Você sabia que a primeira escova de dentes que você usou na vida ainda está pelo planeta? Sabia que na composição da sua pasta de dente tem derivados de petróleo? Ou que o óleo de amêndoas que você passa no corpo é repleto de conservantes, parabenos e essências artificiais? Pois é, esses são apenas alguns exemplos de produtos que estão no nosso dia a dia e que impactam, direta e indiretamente, a nossa saúde e o meio ambiente. E mesmo cientes disso, sabemos que nem sempre é fácil trocar os produtos convencionais, que já fazem parte da nossa rotina, por opções ecológicas e que respeitam o corpo e a natureza. Por isso, queremos mostrar que é, sim, possível cuidar do planeta com pequenas trocas positivas. Entretanto, antes de qualquer coisa, é importante reconhecer que está tudo bem a gente não saber de tudo e que a mudança para um estilo de vida mais ecológico acontece no tempo de cada pessoa. Comece a mudança pela sua casa Se queremos mudar nossos hábitos, faz sentido começarmos pelo nosso universo particular, ou seja, pela nossa casa. Por isso, acreditamos que fazer algumas trocas positivas, como se livrar dos produtos de limpeza convencionais que utilizamos na limpeza do lar – aqueles milhares de produtos que muitas vezes são nocivos para a saúde, sabe? – por opções ecológicas e sustentáveis, faz toda a diferença. Às vezes, uma única alternativa de multiuso, por exemplo, substitui pelo menos 8 produtos diferentes e você, além de ter um melhor custo-benefício, colabora com o meio ambiente usando menos – ou nenhum – plástico. Ou também podemos começar pela troca da esponja convencional da nossa cozinha, que é feita de plástico e demora milhares de anos para se decompor, pelas buchas vegetais – que são naturais, biodegradáveis e compostáveis. Que tal estender para o autocuidado? Da mesma forma, optar por produtos de autocuidado que cuidam do nosso corpo e do planeta pode parecer uma atitude pequena, mas a longo prazo, acredite, gera um grande impacto positivo. E talvez saber que a sua primeira escova de dente ainda está no planeta seja o empurrão que você precisa para trocar as escovas convencionais, de plástico, pelas de bambu – que por ser feita de planta se biodegrada rapidamente! Pequenas trocas, grandes impactos É claro que as trocas positivas não ficam somente no campo do consumo. Também é possível adotar atitudes nas demais áreas da vida. Reduzir a ingestão de carne, ler os rótulos dos produtos, optar por produtos com embalagens recicláveis ou reutilizáveis e dar preferência a produtos naturais são alguns dos milhares de exemplos que existem. Além disso, é preciso que as empresas assumam cada vez mais um compromisso com as questões socioambientais. Foi a partir desse questionamento e do repensar os nossos hábitos de consumo que nasceu a positiv.a: uma empresa que, por meio de produtos e serviços, dedica-se a restabelecer o equilíbrio entre meio ambiente e sociedade. Economia circular, agricultura familiar e reciclagem são algumas das nossas maiores responsabilidades, e acreditamos que elas precisam estar cada vez mais no vocabulário das empresas, no Brasil e no mundo. Por isso, fica o convite: que comecemos hoje mesmo as pequenas mudanças, as nossas trocas positivas – e que no final farão grande diferença. Quer conhecer mais sobre a gente e se surpreender com as trocas positiv.as que oferecemos? Então, visite as nossas redes sociais! positiva.eco.br | @positiv.a Sozinhos, somos gota, Juntos, somos oceano.
Lucro e sustentabilidade: aliados do futuro

A nossa sociedade é sustentada por três pilares essenciais: pessoas, meio ambiente e economia. Então, para continuar de pé é necessário encontrar o equilíbrio entre esses fenômenos e essa busca tem sido o principal desafio enfrentado no mundo. Enquanto o modelo econômico tradicional baseia-se em um sistema linear de produção, consumo e descarte, a economia circular defende maximizar o valor dos recursos ao longo de seu ciclo de vida, minimizando resíduos e impactos negativos no meio ambiente. A sustentabilidade tornou-se um imperativo global à medida que os efeitos das atividades humanas sobre o meio ambiente se tornam mais evidentes. No Mapa de Negócios de Impacto de 2021, produzido pela Pipe.Social, foi registrado que o tamanho do mercado de investimentos de impacto no mundo era de US$715 bilhões. Nesse contexto, a economia circular surge como uma alternativa promissora, visando não apenas reduzir a pressão sobre os recursos finitos, mas também criar oportunidades econômicas e sociais. O conceito de economia circular envolve três princípios interligados: reduzir, reutilizar e reciclar. Criando redes Uma das estratégias mais eficientes para otimizar resultados é a organização de hubs e comunidades. Criam-se e fomentam ambientes seguros onde as empresas de inovação podem conversar sobre seus desafios e trocar informações para encontrar soluções. Aqui no Brasil temos exemplos dessas comunidades: CIVI-CO – Organizações e negócios de impacto social Cubo Itaú – Startups e inovação Endeavor Brasil – Scale-ups Sebrae – Micro e pequenas empresas A Comunidade CIVI-CO é um hub onde negócios e organizações socioambientais compartilham conhecimento e colaboram entre si para potencializar soluções sustentáveis. Ela reúne diversas iniciativas e projetos do universo ESG, todos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Conheça alguns membros que são casos de sucesso na sigla ESG: Positiv.a (Ambiental) Empresa B, ecológica e socialmente responsável, que nasceu em 2016. Desde então, cria produtos e soluções para cuidar da casa, do corpo e do planeta. Todos os produtos são veganos, biodegradáveis, hipoalergênicos e livres de substâncias tóxicas. Atuam principalmente com o ODS 12 – Consumo e produção responsáveis. AppJusto (Social) Plataforma que busca relações mais justas e equilibradas para todos os componentes do ecossistema de delivery no Brasil. Ao propor um novo modelo de atuação, mais transparente, eficiente e participativo, busca impactar positivamente a vida de todos os integrantes. O projeto está em construção, orientado pelo ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico. Fundo Agbara (Governança) Organização de inovação social que potencializa iniciativas de mulheres negras periféricas através de aportes financeiros, educação (capacitações técnicas e de cidadania para as beneficiadas e formações sobre relações étnico-raciais para a rede de mais de 250 doadores) e assessorias. O trabalho do fundo colabora com o ODS 1 – Erradicação da pobreza e ODS 17 – Parcerias e meios de implementação. [Ebook] ESG na prática: o futuro do seu negócio está aqui Colaboração é o caminho A implementação eficaz da economia circular enfrenta desafios substanciais, pois requer a colaboração de múltiplos setores, incluindo governos, indústrias, academia e sociedade civil. Esta mudança de mentalidade, tanto por parte dos consumidores quanto das empresas, é fundamental para superar a cultura do descarte e adotar práticas de consumo mais responsáveis. A transição para uma economia circular exige esforços colaborativos e a adoção de políticas que incentivem práticas sustentáveis em todos os níveis da sociedade. Ao fazermos essa mudança, estamos pavimentando o caminho para um futuro onde a prosperidade humana é equilibrada com a saúde do planeta.
O protagonismo da mulher negra na educação antirracista

por Piraporiando É possível falar sobre empreendedorismo social em prol da construção das bases de um sistema educacional antirracista? Não só é possível, como é primordial para compreendermos o impacto da atuação protagonista de mulheres negras na transformação do ecossistema educacional brasileiro. Este é o caso da Piraporiando EdTech, organização de impacto social idealizada por uma mulher negra e construída por uma rede de colaboradores composta majoritariamente por mulheres negras, que há oito anos assumiu o compromisso de atuação ativa na construção dos pilares da educação antirracista no Brasil. Este compromisso se traduziu na criação de um programa educacional de formação continuada para gestores e educadores, o Trilhas da Diversidade, que tem por foco a educação antirracista, equidade de gênero e inclusão no contexto escolar por meio da cultura do afeto. E o que é, para nós, a cultura do afeto? Na Piraporiando, consideramos o afeto como uma ação política transformadora, que nos permite o acolhimento e a partilha de saberes e experiências, provocando os sujeitos a reflexão individual e coletiva sobre seus posicionamentos e práticas frente às questões estruturais enfrentadas pela sociedade. Quando olhamos para a realidade do chão de escola, observamos a nítida necessidade de avançarmos neste tema para que o poder público assuma compromisso efetivo com a luta antirracista, acolhendo e valorizando a diversidade das experiências educacionais nos diversos ‘Brasis’. Diversidade? Presente! Neste sentido, Janine Rodrigues, escritora, idealizadora e CEO da Piraporiando EdTech, consolidou as bases deste programa educacional no fazer cotidiano junto a gestores, professores, estudantes, famílias e comunidade escolar de diversos territórios do Brasil. Identificando os desafios e as potencialidades de todas essas experiências. Hoje, o Trilhas da Diversidade está presente em escolas de 4 regiões do Brasil, desde os territórios amazônicos até o Sul do país, acolhendo a comunidade escolar em seus enfrentamentos diários e promovendo a formação continuada dos educadores e gestores nos temas da diversidade. A atuação protagonista de Janine, enquanto mulher negra, escritora e ativista da educação, assim como a experiência consolidada da equipe de educadoras(es) da Piraporiando, atuante nos mais diversos contextos da educação formal e não formal, nos permitem hoje uma contribuição ativa para a construção das bases de uma educação antirracista no Brasil junto a sociedade e ao poder público. Conheça a Piraporiando
4 dicas de Captação para empreendedores sociais

A busca por investimentos é essencial para o crescimento – e impacto – das empresas socioambientais, que buscam equilibrar o sucesso financeiro com a promoção do bem-estar social e sustentabilidade ambiental. Essas empresas desempenham um papel crucial na abordagem de desafios contemporâneos, como a crise climática e a desigualdade social, e a captação de recursos é fundamental para impulsionar suas iniciativas. Por onde começar Neste texto, exploraremos quatro estratégias de captação de investimentos, acompanhadas por exemplos inspiradores. Confira: Investidores e Fundos de Impacto Social Investidores de impacto buscam gerar retornos financeiros, ao mesmo tempo em que promovem mudanças positivas na sociedade e no meio ambiente. Os fundos de impacto social, por exemplo, dedicam-se a investir em empresas cujas atividades alinhem lucro e propósito social. Um exemplo é a Sitawi, instituição financeira que financia projetos sustentáveis em diversas áreas, desde energia renovável até agricultura orgânica. Crowdfunding e Plataformas de Financiamento Coletivo As plataformas de crowdfunding permitem que as empresas socioambientais apresentem suas iniciativas diretamente ao público interessado, que pode investir pequenas quantias de dinheiro para apoiar projetos nos quais acredita. A empresa Amitis, por exemplo, arrecadou fundos através de um financiamento coletivo para desenvolver soluções contra a fome no Brasil. Parcerias com Fundações e ONGs Colaborações estratégicas com fundações e ONGs que compartilham valores semelhantes podem fornecer não apenas financiamento, mas também recursos e conhecimentos adicionais. A Patagonia, uma empresa de roupas e equipamentos ao ar livre, estabeleceu a “Patagonia Action Works“, uma plataforma que conecta organizações de base comunitária com recursos financeiros, humanos e técnicos. Investidores com Visão Sustentável À medida que a conscientização sobre a importância da sustentabilidade cresce, investidores convencionais estão cada vez mais interessados em apoiar empresas que integram práticas sustentáveis em suas operações. O The Green Hub, consultoria de negócios em cannabis medicinal e industrial, conseguiu atrair investidores convencionais ao demonstrar a viabilidade financeira de investir em cannabis no Brasil. Em síntese, a captação de investimentos para empresas socioambientais é uma jornada que requer estratégias adaptáveis e criativas. Investidores de impacto, crowdfunding, parcerias com ONGs e atração de investidores convencionais alinhados com a visão sustentável são apenas algumas das abordagens possíveis. Os exemplos mencionados neste artigo ilustram como as empresas estão utilizando essas estratégias para impulsionar suas iniciativas socioambientais, evidenciando que é possível equilibrar o sucesso financeiro com o impacto positivo na sociedade e no planeta.