Pesquisa lança base de dados para ampliar negócios liderados por pessoas LGBTI+

Por Helen Faquineti e Lucas Bulgarelli* O Brasil segue nos rankings internacionais como um dos países mais desiguais do mundo. E ainda não é claro para grande parte das pessoas que a desigualdade vai além do aspecto meramente econômico e que tem causas estruturais, fundadas em um legado de discriminação social, racial, de orientação sexual e de gênero.  É por isso que, quando falamos na necessidade de efetivar os direitos LGBTI+, não nos referimos apenas às leis e garantias conquistadas nos últimos anos. Estamos falando também sobre as condições de vida, de sustento e de geração de renda dessa população. Sabemos que a discriminação generalizada com base na orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero e características sexuais desempenha um papel central na falta de oportunidades para as pessoas LGBTI+. Muitas vezes exilados de suas famílias, os recortes mais vulneráveis dessa população têm oportunidades de educação e emprego negadas.  A exclusão de pessoas LGBTI+ do mercado de trabalho gera a busca por modos de sustento que se situam fora da lógica do emprego formal. Além disso, os efeitos econômicos da pandemia atingiram de forma mais intensa grupos minorizados da sociedade, o que gerou impactos significativos nos modelos de trabalho e geração de renda dessas camadas.    Empreender é um caminho Para grande parcela de nossa população, o empreendedorismo significa a única oportunidade de inclusão produtiva. Segundo dados da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), 43 milhões de brasileiros lideram seus próprios negócios e entre 80 a 90 milhões dependem diretamente dessas empresas.  Seja por necessidade ou oportunidade, empreender no Brasil é um desafio imenso e os obstáculos tendem a ser maiores para determinados recortes da população. Fomentar o empreendedorismo entre a população LGBTI+ demanda identificar as disparidades de oportunidades e desafios colocadas para essas pessoas e endereçá-las adequadamente.  É ainda preciso abrir espaço para adoção de abordagens interseccionais, reconhecendo que algumas sobreposições de identidade (por exemplo, pessoas LGBTI+ idosas) podem tornar o caminho do empreendedor ainda mais difícil. Liderança com diversidade Nessa jornada, temos ouvido a experiência de nossos beneficiários e parceiros e olhado para os poucos dados existentes, a fim de construir estratégias que ampliem o número de negócios liderados especificamente por pessoas LGBTI+.  Também estamos atuando para a geração de novos dados que ajudem as outras organizações na implementação de iniciativas que fomentem empreendimentos liderados por pessoas LGBTI+. É o caso da Pesquisa Empreendedorismo LGBTI+ e Geração, que é coordenada pelo Instituto Mais Diversidade, com execução técnica do Instituto Matizes e patrocínio do Itaú. Por meio dessa iniciativa pretendemos traçar um diagnóstico do estado do empreendedorismo desempenhado por pessoas LGBTI+ de diferentes faixas etárias, com foco especial às pessoas 50+, e levando em consideração outros fatores como renda, gênero, raça e região.  A pesquisa proporcionará bases para comparações estatísticas com outros levantamentos sobre empreendedorismo e seus resultados nos ajudarão a identificar as necessidades e elaborar recomendações para fomentar o empreendedorismo LGBTI+. Os resultados serão publicados agora em junho de 2022 e irão apoiar a produção de dados públicos sobre a população LGBTI+ brasileira, contribuindo para efetivação da diversidade e equidade em um dos maiores mecanismos de inclusão produtiva com o qual contamos. *Helen Faquinetti lidera o Instituto Mais Diversidade e Lucas Bulgarelli é diretor e fundador do Instituto Matizes.

O que tem no seu prato hoje?

Aproximadamente 33 milhões de brasileiros estão sem comida no prato. Se compararmos em números, a cidade mais populosa do país, São Paulo, tem cerca de 12 milhões de habitantes. Ou seja, hoje no Brasil uma população correspondente a quase 3 capitais paulistas não vai se alimentar corretamente.  Em 2020, cerca de 9% dos lares brasileiros passavam fome. Já agora, no início de 2022, esse número aumentou para 15,5%. Isso quer dizer que, em um período de dois anos, 14 milhões de pessoas passaram a conviver com a fome no nosso país.  Informação segura  Esses dados são da segunda edição do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (II VIGISAN), desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).  O Brasil foi referência internacional no combate à fome no início do século XXI. Hoje, com o desmonte de políticas públicas, a crise econômica e o aumento das desigualdades sociais, mais da metade (58,7%) da população está em situação de insegurança alimentar – quando uma pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos.  Ao olhar para a fome é importante lembrar que os números representam pessoas. As mudanças em percentuais de insegurança alimentar – ainda que pareçam pequenas – significam milhões de pessoas convivendo cotidianamente com a fome. Nada para comemorar  No último dia 07 de junho foi celebrado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. Criada em 2018 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), a data tem como objetivo chamar a atenção e inspirar ações que ajudem a prevenir, detectar e gerenciar os riscos de origem alimentar, contribuindo para a segurança alimentar. Porém, desta vez a data se tornou mais simbólica. Com a apresentação destes dados de insegurança alimentar no Brasil, a nossa atual situação é a mais preocupante desde 2004.  A insegurança alimentar ocorre quando uma pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos. Ela é classificada em três níveis: Leve Incerteza quanto ao acesso a alimentos em um futuro próximo e/ou quando a qualidade da alimentação já está comprometida. Moderada Quantidade insuficiente de alimentos. Grave Privação no consumo de alimentos e fome. Obviamente toda uma conjuntura estrutural acentuada pela pandemia do coronavírus, que causou o aumento do desemprego e da pobreza no mundo, contribuíram para estes resultados. Infelizmente, essa situação pode piorar, principalmente para as populações em vulnerabilidade.  Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e que diariamente faz distribuições de marmitas solidárias em Paraisópolis, lamentou nas redes sociais sobre a fome nas comunidades periféricas: “Eu gostaria tanto que isso realmente tivesse ficado no passado, mas, infelizmente, a história perdura e se repete todos os dias em nosso Pavilhão Social do G10 Favelas. A fila das marmitas solidárias só faz crescer embaixo dos nossos olhos e nos sentimos impotentes diante da situação porque, ao contrário da fila, as doações caíram e não conseguimos atender a todo mundo que chega até aqui com fome”. Influência global  Com a guerra entre a Ucrânia e a Rússia longe de ter um desfecho, ambos os países deixaram de exportar trigo, milho e cevada, itens básicos da cadeia global de suprimentos. E já estamos sofrendo o efeito disso no bolso: no Brasil, o preço de itens como o pão já subiu mais de  20%.  O custo dos alimentos no planeta teve um salto superior a 13% e chegou ao mais elevado patamar da história. A alimentação plant based tem se tornado uma possível solução para este cenário. Projetos de hortas comunitárias alimentam milhares de pessoas todos dias e substituem a proteína animal na mesa de muitos brasileiros com insegurança alimentar.   O AgroFavela, projeto de hortas comunitárias realizado no galpão do G10 Favelas, beneficia diretamente 1.009 pessoas com o recebimento de hortaliças colhidas na horta, sendo 5.045 beneficiadas indiretamente. O projeto cultiva 60 espécies de hortaliças e frutas, em um espaço de mais de 900 m², que conta com uma horta vertical, vasos de plantas em boxes e canteiro. Alimentação canábica  De acordo com Marcello Grecco, CMO do The Green Hub, o cânhamo é um superalimento para humanos. Isso sem contar com a possibilidade de milhares de aplicações em variados segmentos industriais, como têxtil, construção civil, de papel e celulose, entre outros. A produção de ração de aves e de gado seria mais nutritiva e eficiente do ponto de vista de rentabilidade se fosse enriquecida, por exemplo, com sementes ou farinha de cânhamo. O óleo de cânhamo é um excelente suplemento para rações. Ele é uma importante fonte de ácidos graxos essenciais. Já as sementes e bolos de semente de cânhamo contribuem, com larga vantagem, como fonte de gordura e proteína na dieta animal.

Terapia assistida por animais transforma vidas de crianças em vulnerabilidade

Por Natureza Conecta Um olhar sem julgamento, amor incondicional, acolhimento. Os animais têm a capacidade de acessar a mente e as emoções de crianças em situação de vulnerabilidade de uma forma que vai além da capacidade humana. Este amor potencializa as crianças que se sentem vítimas da sociedade e da família e tem um papel fundamental no processo de cura. Esta é a missão da ONG Conecta, criada em 2021 pela médica veterinária Daniela Gurgel, que vem desenvolvendo um trabalho único no Brasil: TAA – Terapia Assistida por Animais de Fazenda. Este modelo de intervenção tem critérios claros e bem definidos e é inspirado no modelo de uma entidade norte-americana, chamada Green Chemneys.  A Conecta está situada em Itu, cidade do interior de São Paulo, onde os animais são parte integrante do processo de tratamento realizado por equipes multidisciplinares. “Nosso questionamento era: qual o valor, tangível e intangível, de ressignificar uma vida, especialmente na infância? Em que este processo pode ser transformador?“, diz Daniela Gurgel.  A ONG surgiu a partir destas dúvidas e da busca de respostas para um recorte especial e significativo da infância no Brasil: crianças em situação de alta vulnerabilidade social, alvos de violência, abusos, negligência ou abandono e crianças com transtornos psicológicos que comprometem o cognitivo, como depressão, TOC ou autismo, entre outras deficiências. Busca e amor pelos animais Formada em Relações Internacionais, Daniela Gurgel começou sua vida profissional como assessora de eventos. O casamento com um cineasta a levou para os Estados Unidos.  Embora desejasse continuar a exercer sua profissão, ela não podia trabalhar naquele país, pois não tinha um visto de trabalho. A solução encontrada foi atuar com voluntariado.  O próximo passo foi entrar na faculdade de Medicina Veterinária. Num primeiro momento, Daniela pensava em ser cirurgiã ou atuar como clínica, mas, aos poucos, ampliou sua percepção do poder intrínseco dos animais. “Busquei alternativas diferentes e conheci o movimento Bem Estar Animal, que me levou a uma vivência de um mês na Unesp de Jaboticabal, onde fiz uma pesquisa com cabras e me apaixonei por estes animais, tanto que levei três comigo e foram morar no haras de um amigo”. Colocando em prática Daniela fez estágios em organizações internacionais de proteção animal, como a World Animal Protection, atuando na realização de campanhas ligadas ao tema. Todo esse envolvimento se transformou no propósito da ONG Conecta: qualquer mudança somente acontece a partir de uma experiência, de uma vivência.  A ONG Conecta atua de forma prática e efetiva contemplando três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU para 2030: ODS 3 – Saúde; ODS 4 – Educação de Qualidade e ODS 15 – Proteger a vida terrestre. Todas as atividades são realizadas por profissionais das áreas de Saúde e Educação, com o objetivo de desenvolver e melhorar aspectos sociais, físicos, emocionais e educacionais.  “Atendemos crianças, adolescentes e suas famílias, que não são absorvidos pelo sistema e vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza, sempre apoiados na Convenção dos Direitos das Crianças e Adolescentes, que prevê o direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. Seu trabalho já apresenta benefícios comprovados em diversas esferas, como melhoras no desempenho acadêmico e social das crianças. Em âmbito afetivo-relacional, a TAA contribui para a auto percepção e o respeito ao outro, enquanto o estímulo psicológico derivado do contato com os animais diminui sintomas de ansiedade e estresse.  “Neste pouco tempo de atividade, já colhemos resultados positivos em tratamento de doenças mentais e uma melhora significativa da funcionalidade em portadores de deficiências intelectuais, reinserindo crianças e adolescentes à sociedade de forma natural”, completa Daniela.   A importância do não-julgamento Os profissionais que trabalham com a Terapia Assistida por Animais acreditam que a eficácia do tratamento está ligada ao “olhar sem julgamento” dos bichos. Essa compaixão faz com que as crianças em situação de vulnerabilidade não se sintam inferiorizadas. “Ainda hoje fico surpresa em ver como os animais conseguem acessar áreas psicológicas e emocionais dessas crianças numa profundidade que às vezes os melhores profissionais não atingem”, comenta Daniela.  Segundo sua experiência, Daniela Gurgel acredita que o amor sem julgamentos e o acolhimento sem preconceitos oferecidos pelos animais ajudam na cura destas crianças e na descoberta de sua própria potência – e, assim, elas se desenvolvem.  Música também cura As crianças assistidas pela ONG Conecta acabaram de lançar um videoclipe intitulado “Amor Que Cura”. A música é um funk rap produzido com o apoio da compositora Claudia Amorim.  O material é mais uma experiência para o desenvolvimento das habilidades dessas crianças, que provam todos os dias que o céu não é o limite.  Assista ao videoclipe: CONECTA VIDEOCLIPE YOUTUBE 1 Associação Natureza Conecta  Fazenda Santa Lúcia – Itu (SP) [email protected]

Nosso lixo tem impacto

Sabemos que quase sempre estamos aqui puxando a orelha e cobrando mais engajamento nas causas socioambientais, porém dessa vez vai ser diferente, estou aqui para elogiar toda nossa comunidade.  Se você faz parte do nosso ecossistema de impacto está de parabéns! No mês de maio conseguimos reciclar 100% dos resíduos produzidos aqui! Ao todo, 227 sacos de lixo sólidos e orgânicos foram reaproveitados e se tornaram 81 kg de adubo orgânico, 98 kg de materiais reciclados e 98kwh de bioenergia.  Os últimos dados enviados pela Musa, nossa parceira de coleta e reciclagem, ganham um peso maior nesta época, onde celebramos a Semana do Meio Ambiente. “É sério que na semana do Meio Ambiente você quer falar sobre lixo?!”  Sim, seríssimo! Você já parou pra se perguntar para onde vai seu lixo? Ou você acredita que ele simplesmente some quando você coloca ele no cesto? Uma pena que ele não desapareça! E mesmo quando o lixo “evapora”, ele polui o nosso ar e a nossa água. E, assim, todos os dias vamos construindo diversas pirâmides gigantescas de lixo em todos os países do mundo. Responda rápido: qual a maior marca do homem deixada no Planeta? Você deve estar pensando “na roda, na agricultura, nos foguetes e satélites ou até mesmo nas gigantescas pirâmides no Egito ou México”. Sinto lhe dizer que você errou! Nosso maior legado aqui infelizmente é o lixo.  É preciso repensar nossa relação com o lixo urgentemente ou, logo mais, todo meio ambiente que conhecemos estará tomado pelos resíduos produzidos por nós!  Dando exemplo  Todos os dias estamos aqui falando de impacto socioambiental, impacto positivo e sustentabilidade. Porém, o que nossa comunidade está propondo de soluções para o meio ambiente? Com relação ao lixo, temos uma parceria com a Musa, uma iniciativa de gestão de resíduos que utiliza a tecnologia de uma forma inovadora para garantir a subsistência econômica, social e ambiental do nosso planeta. Cada um de nós produz em média 1kg de resíduo por dia, você já parou para pensar para onde vai tudo isso? Somente no último mês, o CIVI-CO evitou de ocupar 1m³ em aterros sanitários, espaço correspondente a quatro geladeiras, que demorariam anos para se decompor e poluir o ar, o solo e a água. Já pensou se todos fizessem isso em casa também?  #FICAADICA   Então é só jogar o lixo na lixeira?  Para que o lixo não seja um problema para a sociedade é necessário realizar o descarte correto. Atualmente a gestão de resíduos é feita através da reciclagem, compostagem, aterro sanitário ou incineração.  É importante que os resíduos não sejam descartados incorretamente, que sejam levados para aterros sanitários ou submetidos aos processos anteriormente citados.  Além disso, é necessário educar a sociedade sobre o lixo e seu impacto ambiental e a necessidade de reduzir o consumo de matérias primas e energia. Para a Musa, nossa parceira nessa luta,  a preservação é:  Uma questão de saúde A má tratativa do lixo gera contaminações invisíveis aos nossos olhos. Segundo a OMS, esses resíduos podem trazer a proliferação de vírus, bactérias e serem focos de vetores, como a dengue, entre outras doenças. Uma questão de futuro É preciso levar a sério a preservação de recursos naturais, o aquecimento global e as emissões de CO2 e metano decorrentes de um processo de gestão de resíduos sem reúso, onde o lixo acaba em aterros. Uma questão de economia Estima-se uma perda de mais de R$ 14 bilhões por ano em resíduos que poderiam retornar para o mercado a partir de processos de reciclagem, mas que acabam no meio ambiente ou em aterros e lixões. Uma questão legal Em 2010, o Brasil definiu uma política nacional focada em resíduos sólidos – Lei nº 12.305. Hoje já são mais de 15 leis que regulamentam e buscam garantir uma tratativa correta para o que chamamos de lixo. Uma musa inspiradora A Musa cria soluções para um dos maiores problemas do mundo: o lixo. É isso que nos conecta, um mundo sem desperdício onde tudo pode ser reutilizado. Juntos podemos transformar o mercado de gestão de resíduos a partir do uso inteligente da tecnologia e de uma nova forma de fazer negócio para que juntos possamos garantir a subsistência econômica, social e ambiental do nosso planeta.  Atenção! Pensou que hoje não ia ter puxão de orelha, né?! Pensou errado!  É importante lembrar que para conseguirmos esses números foi preciso todo um trabalho de preparação, educação e gestão em nossa comunidade. Por isso, vamos nos esforçar para repetir esses resultados positivos todos os meses. Colabore fazendo a sua parte e, em caso de dúvida, consulte nossa equipe.

Afeto é tudo que afeta

Por Janine Rodrigues* Num país extremamente desigual, vivemos agora o risco de nem a possibilidade de uma educação de qualidade estar nas perspectivas de nossas crianças. A escola não tem por função transmitir conteúdo. Escola é espaço de aprendizagem, de convivência, de diversidade.  No último dia 18 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto de lei que propõe o ensino domiciliar (homeschooling). Caso o texto seja aprovado, o projeto será oficializado com uma alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).   Em um cenário de educação diversa e inclusiva, o perigo de um projeto de lei como este está justamente na redução das possibilidades de socialização de nossos estudantes.  As famílias têm responsabilidade na educação das crianças, mas não podemos desconsiderar a importância do espaço de convivência que a escola proporciona, a responsabilidade do Estado, a oportunidade de ver, conviver, elaborar, aprender e reaprender com aquilo que é diferente de nós.   Além disso, é preciso pensar que, devido às desigualdades, muitas famílias não têm estrutura suficiente para, sozinhos, proporcionarem toda a aprendizagem a seus filhos e filhas. E será que isso vai afetar a preocupação com a qualidade da educação nas escolas? Em minha opinião, com certeza vai.   A escola tem função social. Uma educação com foco em diversidade emancipa o indivíduo. A transformação por meio da educação passa pela compreensão dos papéis e das dimensões econômicas, étnico-raciais, de gênero, territoriais e geracionais. Quanto maior e mais eficaz o diagnóstico dessas situações, maior será a possibilidade de alcançar o aperfeiçoamento das políticas educacionais.  Admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio) é um perigo para todos os avanços que conquistamos com a legislação, políticas públicas educacionais, investimentos e financiamentos.  Sem contar que os programas complementar e suplementar da educação vem de encontro a uma série de necessidades dos educandos espalhados por nosso país.  *Educadora, escritora, fundadora da Piraporiando e uma das principais referências em educação para a diversidade no Brasil.

Um futuro melhor precisa de memória

É possível afirmar que nossa história é dividida, hoje, em quem éramos antes e quem somos depois do início da pandemia da COVID-19. São poucos de nós que ficaram isentos de qualquer dor, abdicação e tristeza nesse período. Afinal, se o outro não está bem, como eu poderia estar? Olhar para esse momento é tão doloroso quanto vivê-lo, mas sabemos que é preciso conhecer para proteger. O Museu Brasileiro da Pandemia nasce com o objetivo de ser memória, fonte para o conhecimento e uma porta para garantir que os fatos narrados e discutidos nunca voltem a se repetir.  É um espaço de reflexão onde a premissa base é a defesa dos direitos humanos. Através de histórias, com dados, fatos e muito trabalho, o museu pretende construir portas para o conhecimento e caminhos para não repetirmos erros. Não podemos esquecer Superando a lamentável marca de 500 mil mortos por Covid-19 em 2021, o Brasil se tornou uma manifestação categórica de como a conjuntura política de um país é capaz de potencializar a pandemia ao invés de controlá-la.  O Projeto do Museu Brasileiro da Pandemia surge como uma resposta cívica à necessidade e urgência de fazer justiça aos brasileiros cujas vidas foram ceifadas pela disseminação da Covid-19. Só que mais do que isso, o projeto busca também tornar explícitas as diversas iniciativas de solidariedade e cooperação desenvolvidas pelo nosso povo ao longo da pandemia, como exercício de defesa da vida.  O museu busca também se constituir como um centro de referência, cumprindo um papel educador não apenas para os que testemunharam este período, mas também para as próximas gerações. Busca-se, com esse museu, a garantia da não repetição. Como o museu funcionará O Museu da Pandemia possui uma concepção diferenciada na medida em que é um museu virtual. Ele é concebido e estruturado digitalmente, combinando os esforços das ciências, do jornalismo e das artes em um espaço de formação e de referência.  A visitação do museu será através de computadores ou smartphones, pretendendo ser uma experiência sensorial, onde o visitante terá a oportunidade de assimilar as diversas perspectivas sobre a Pandemia interagindo com uma plataforma multimídia. O museu tem sua concepção estruturada em três eixos: memória, igualdade e saúde. Ele contará com um acervo de notícias, fatos e documentos que serão organizados dentro de experiências estéticas atravessadas pelos eixos propostos. Fonte: MBP/Divulgação Neste grande acervo de dados constarão não só os fatos históricos e científicos sobre a COVID-19 no Brasil e no Mundo, mas também um espaço de homenagem às vítimas da doença e seus combatentes, os médicos e cientistas da linha de frente. Colabore com esta causa! Assumindo esse papel de construção de memória coletiva, toda história é bem-vinda, inclusive a sua. Porém, nossa contribuição para um futuro melhor precisa vir agora. O Museu Brasileiro da Pandemia possui uma campanha de financiamento coletivo para a viabilização do projeto. Além de colaborar para manter o legado da nossa história, todos e todas que quiserem fazer parte da construção do museu terão uma série de recompensas. Saiba mais sobre a campanha e como fazer a sua doação clicando no link abaixo. Quero contribuir Os apoiadores Todo o projeto do museu é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar coordenada pela Associação de Amigos do Museu Brasileiro da Pandemia (em processo de constituição legal), que prima por representatividade dentro de seus conceitos mais amplos, territoriais e étnicos.  Conselho de Administração: Ana Lúcia Lopes Bernardo Bibancos Beto Vasconcellos Clara Ramírez-Barat Fábio Bibancos Francis Residorfer Kaue Lopes Leonardo Ganzarolli Marlon Weichert Micheline Alves Mônica Bouqvar Rodrigo Lopez Rodrigo Stabile Conselho Consultivo:  Carla Domingues Edu Carvalho Fábio José Feldmann Felipe Teobaldo Flávio Falcone Gonzalo Vecina Neto Helena Petta Humberto Campana James Green Kalyne PB Lilia Schwarcz Maite Schneider Márcia Lima Marilia Bonas Miguel Pinto Guimarães Patrícia Villela Marino Roberta Estrela D’Alva Rosangela Lyra Samantha Schmütz

A brincadeira de criança que resolve problema de gente grande

Por Marcelo De Vita Grecco* Imagine que você tem uma loja. Esse negócio possui produtos inovadores, atrativos e de valor reconhecido por suas funcionalidades. Além disso, o estabelecimento conta com o grande trunfo de ter um público entusiasmado por novidades e ávido por alternativas que proporcionam saúde e bem-estar.  Porém, todas suas vendas precisam ter como única forma de pagamento dinheiro vivo e toda a receita que você gera precisa ser guardada na loja ou em sua posse pessoal, pois você não pode recorrer ao sistema bancário.  O que era sonho virou pesadelo? Parece surreal? Saiba que essa situação é enfrentada por vários lojistas de produtos à base de cannabis em diversos países. Aprendendo com os norte-americanos  Nos Estados Unidos, por exemplo, a falta de regulamentação federal desestimula os bancos a prestar serviços para empreendimentos ligados à cannabis, mesmo com legislação estadual em vigor regulamentando o mercado. Difícil de acreditar, mas é verdade.  Entretanto, alguns caminhos estão surgindo e uma das soluções mais notáveis surgiu no Arizona. O estado norte-americano foi pioneiro na implementação de um sandbox regulatório para fintechs, em 2018, voltadas ao mercado da cannabis. Esse movimento deu resultados já em 2019, quando possibilitou à startup Alta propor uma solução de pagamentos orientada para a indústria da cannabis, com base no uso de uma stablecoin indexada em paridade com o valor do dólar. A criptomoeda explorava o blockchain para oferecer segurança e praticidade a esse mercado.  A fase de operação no sandbox permitiu o teste da plataforma de integração e de remessas dos membros. No final, o objetivo foi permitir que as pessoas paguem por bens e serviços usando o stablecoin no lugar da moeda corrente. Iniciativas de natureza inovadora como essa jamais seriam possíveis sem o sandbox. Mas, afinal, o que é sandbox? Sabe aquela caixa de areia que algumas escolas possuem para as crianças? Elas permitem que os pequenos brinquem, interajam e manifestem sua criatividade, sempre sob a supervisão de um adulto.  O conceito do sandbox no mundo corporativo é exatamente o mesmo, pois permite experimentação e inovação em processo de testagem da operação real, sob a devida observação de órgãos reguladores e de outros elos do mercado. O sistema de sandbox regulatório é muito bem-vindo em mercados inovadores e emergentes. Afinal, em alguns casos, o próprio mercado não possui dinâmica tão acelerada para se adaptar a novos modelos de negócios e esse acompanhamento é ainda mais difícil para os órgãos reguladores. Coloquei o exemplo real da Alta, mas ressalto que o sandbox não funciona somente no âmbito do sistema financeiro. No Canadá, há centro de pesquisas para a cannabis dentro do meio acadêmico que exploram o sandbox em pesquisas colaborativas multidisciplinares, revelando novos potenciais de aplicações e seus impactos econômicos e legais.  Essa estruturação envolve estudos em áreas como medicina, ciências agrárias e ambientais, marcos legais, educação e gestão, além de outras áreas da ciência. A dinâmica desse ciclo virtuoso flui no sentido planta-para-pessoas-para-sociedade. Já chegou no Brasil No Brasil, o mecanismo de sandbox é previsto no Marco Legal das Startups. Quem sabe não resida aí uma grande oportunidade para o País. Contudo, independente disso, o estado de São Paulo pode ser o protagonista de uma iniciativa inédita no Brasil. Há algumas semanas, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi palco do lançamento da primeira frente parlamentar do Brasil em defesa da cannabis medicinal, composta por 21 deputados de 12 partidos. Incentivo todos a acompanhar os trabalhos dessa frente parlamentar e também a participar, entrando nos diálogos. Uma das ações previstas é a aprovação de uma licença para testar o plantio da cannabis em pequena escala, voltada ao uso medicinal. A atividade seria desenvolvida em um modelo de sandbox regulatório, justamente para testagem de um projeto não contemplado em previsões legais.  Desta forma, teríamos uma experiência controlada de plantio da cannabis para produção de medicamentos, mensurando o impacto na arrecadação de impostos e na comunidade, bem como oferecendo maior segurança jurídica às atividades. Trata-se de uma iniciativa que pode oxigenar o mercado e dar fôlego ao Brasil para entrar de vez na corrida global em torno da nova indústria legal da cannabis. As oportunidades estão aí e o sandbox pode ter papel determinante em diversos projetos.  O conceito tem origem em uma brincadeira de criança, mas o setor é composto por gente grande e que não brinca em serviço para que o ecossistema da cadeia produtiva da cannabis possa decolar. *Marcelo De Vita Grecco é co-fundador e CMO da The Green Hub.

Eventos fomentam o debate sobre cannabis medicinal no Brasil

Se você acompanha as novidades do mundo da cannabis, com certeza ficou sabendo da Medical Cannabis Fair, a maior feira sobre o uso medicinal da cannabis no Brasil. Entre os dias 3 e 6 de maio, o evento reuniu especialistas, empresas e entusiastas do setor canábico brasileiro no  A programação da feira, realizada no Expo Center Norte (em São Paulo), contou também com o Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal. Ambos os eventos foram organizados pelo Sechat, portal de notícias e conteúdos sobre o uso medicinal da planta, incubada do The Green Hub, membro da Comunidade CIVI-CO. Mais de 11 mil pessoas visitaram o local em busca de novidades na área da saúde. Cerca de 250 expositores nacionais e internacionais – 208 da Medical Fair Brasil e 34 da Medical Cannabis Fair – apresentaram seus novos produtos e serviços, além  de compartilharem inovações e tendências do setor. Nós fomos até à Medical Cannabis Fair para acompanhar os debates sobre saúde, legislação e negócios dentro do ecossistema da cannabis. Além da nossa visita, o CIVI-CO também esteve presente com a participação dos membros da nossa comunidade, The Green Hub, Sechat, Instituto CEC e Humanitas360.  Veja o que rolou de mais interessante no evento:  Medicina Canábica para todes  O diretor do Instituto Humanitas360, Higor Cauê, participou de um painel sobre questões legais no Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal. Regulamentação inclusiva, atuação conjunta de quem atua na área e papel da guerra às drogas foram abordados no debate sobre as alternativas de acesso aos produtos derivados da cannabis.  “A forma de mudar a política pública dentro do SUS é através do registro. O registro da anamnese, o registro do médico, o acompanhamento multidisciplinar que o próprio sistema produz. São dados, valores, são fatos, histórias de vida, mas que tem uma completude de acompanhamento do sistema para se reverter em estatísticas, evidências. E o legislador e gestor podem usar da ferramenta pública para o manuseio e ampliação dessa política de acesso à cannabis”, disse Higor.   Informação e inovação   Conversamos também com Camila Evangelisti (@camilaevangelisti), consultora comercial do Sechat (@sechat_oficial), sobre a importância do evento para o cenário canábico brasileiro. E também sobre a importância da Feira para fomentar este ecossistema no país.   “Nós, do Sechat, ficamos muito satisfeitos com os feedbacks positivos que recebemos dos nossos expositores, palestrantes e congressistas, e lisonjeados em poder mostrar a potência desse mercado em um evento que une pessoas que já entendem sobre o uso medicinal da cannabis e outras muitas que não têm ideia de como funciona esse mercado. Cumprimos o objetivo desta feira: furar a bolha do preconceito, apresentar o mercado medicinal da cannabis no Brasil e levar informação de qualidade para todos, tirando a desinformação e o prejulgamento que ainda há sobre este tema”, afirmou Camila Assista à entrevista com a Camila   Acesse o link e baixe o seu gratuitamente agora! Lançado na Medical Cannabis Fair e no Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal, o Guia Sechat trata de saúde, legislação e negócios e chega para ampliar o conhecimento sobre a planta e reforçar a importância do tema para todos os interessados neste ecossistema. Normalização da Cannabis Durante a nossa visita, encontramos com Marcelo Grecco (@greccomarcelo), CMO do The Green HUB (@thegreen.hub) e coordenador do Hub Cannabis do CIVI-CO, que ressaltou a importância da criação de uma comunidade para defender a normalização da cannabis em todos os âmbitos: medicinal, industrial e jurídico.  Assista à entrevista com o Marcelo Salvem na agenda A 4ª edição do Cannabis Thinking está confirmada para acontecer no segundo semestre deste ano. O evento, organizado pelo The Green Hub com o apoio do CIVI-CO, é o maior da área de inovação e cannabis da América Latina. Já estamos ansiosos para ter todos os andares do nosso prédio ocupados por pessoas engajadas na causa da cannabis medicinal e do cânhamo industrial.  Em breve traremos mais novidades para vocês. Aguardem! Veja como foi a edição de 2021

AppJusto: impacto positivo no mercado de delivery

Por Rogério Nogueira* “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Essa conhecida frase de Gandhi relembra que é preciso que a sociedade civil cada vez mais se organize em iniciativas que desafiem o status quo e tenham o poder construtor de um verdadeiramente admirável mundo novo. Apesar de, às vezes, parecer o contrário, nós vivemos em um mundo com milhões de pessoas com consciência social e senso coletivo. Esses cidadãos têm um poder construtor e agem em prol de uma sociedade mais justa – seja através de grandes doações filantrópicas, da prática do voluntariado ou de hábitos de consumo consciente. Suas ações contribuem e inspiram, com alto potencial multiplicador. Em abril de 2020, o episódio “Delivery” do Greg News foi a centelha que motivou 6 amigos a fazerem a diferença. No programa, Gregório Duvivier convocava programadores e entregadores a se unirem para pensar em uma alternativa ao modelo dominante de plataforma de entregas.  A economia de plataforma (também conhecida como “economia dos bicos”) é o modelo de negócios que se vale de plataformas digitais que assumem o papel de intermediadores entre quem oferta um bem ou serviço e quem os consome. Esse modelo é uma realidade e gera renda para mais de 5 milhões de pessoas só em aplicativos de motoristas e entrega. Algumas plataformas têm transparência e autonomia, outras não. Para “motoristas de aplicativo” e “envolvidos delivery”, um cenário de monopólio impõe taxas abusivas e a precarização pela instrumentalização da mão de obra mal remunerada – além de serem coagidos por políticas de Score. E, se desde já não houver alternativas, este é o futuro do trabalho que veremos. Inspirados em princípios de modelos descentralizados e coletivos, junto com restaurantes, entregadores e voluntários, estes amigos conseguiram construir o modelo de gig-economy que desejam ver no mundo: o AppJusto, um negócio social cuja missão é oferecer equilíbrio ao setor através de um modelo baseado em relações mais justas e transparentes entre todos os envolvidos. Seguimos a lógica de que “só é bom se é bom para todos” e com o mantra de #JuntosDá. Depois de 20 meses dedicados a esta causa, com impacto de melhores ganhos comprovados, o AppJusto também se consolida como um hub que inspira coletividade e viabiliza que outras pessoas que querem construir um mundo melhor participem disso. Seguem alguns exemplos: A cada pedido no AppJusto, consumidores participam da construção de uma economia mais igualitária e sustentável; Investidores(as) e voluntários(as) que participam e contribuem com seu tempo, suas conexões e intelecto; Mais de 750 pessoas estão participando do investimento coletivo que está aberto. Você também pode investir no AppJusto clicando aqui. Além de estarem unidas por um objetivo em comum, essas pessoas vão ver a rentabilidade à medida que a plataforma cresce; Já há programadores contribuindo no código fonte do AppJusto que é aberto;  Entregadores conseguem se organizar enquanto categoria e definir as condições dos próprios serviços; Restaurantes repassam valores menores para os consumidores e têm se engajado em fortalecer essa alternativa; Influenciadores digitais e jornalistas têm ajudado a propagar essa alternativa por um delivery mais justo; Cada indicação para amigos ou restaurantes, curtida e compartilhamento na rede soma. Para aqueles consumidores que “dão gorjetas”, valorizando a pessoa que está ali empenhada por seu sustento, saibam que os nossos entregadores têm ganhado, em média, R$ 11,56 por corrida de delivery (sem contar a gorjeta). O AppJusto não fica com nada do valor do serviço. Também já se sabe que alguns restaurantes economizaram até 10 mil reais em taxas. Então, se for fazer um pedido de delivery, lembre-se de usar uma plataforma que é boa para todos.  *Cofundador do AppJusto.

CIVI-CO Mag #1: Sua revista digital de impacto

O que é impacto para você? Já leu alguma notícia hoje que te marcou positivamente e fez você acreditar em um mundo onde as pessoas estão lutando para construir um lugar mais justo, sustentável e inclusivo para todos e todas?    Pensando nisso, nós criamos a CIVI-CO Mag: uma revista digital que reúne as pautas e os assuntos mais relevantes do universo de impacto cívico socioambiental. Todo o conteúdo é produzido de forma colaborativa com a participação de membros e parceiros da Comunidade CIVI-CO. E o melhor: ela é gratuita e está a apenas um clique de você.  Nosso norte são as pessoas e a CIVI-CO Mag se propõe a ser como uma bússola, apontando para as soluções que estão acontecendo no mundo. O objetivo é trazer informação de qualidade para fomentar as transformações positivas na sociedade.  Como sabemos, o ESG é uma forte tendência no ambiente corporativo. Todos os dias são divulgadas diversas notícias, informações e estudos sobre o tema. Mas com esta enxurrada de conteúdo é difícil filtrar informações confiáveis. Na nossa primeira edição, você vai encontrar editorias de impacto: cannabis, cultura, direitos humanos, sustentabilidade, periferia, educação e diversidade. Os conteúdos nasceram da colaboração de Ad Junior (Trace Brasil), Adriana Barbosa (Feira Preta), B_arco, Gilson Rodrigues (G10 Favelas), Instituto Escolhas, Janine Rodrigues (Piraporiando), Patrícia Villela Marinho (Humanitas360), Positiv.a e The Green Hub. Convidamos você a embarcar nesta aventura com a gente. Baixe agora a CIVI-CO Mag #1!