Venha passar um dia no CIVI-CO?

No último dia 28 de abril, o CIVI-CO reabriu as portas para a imersão de empreendedores(as) de impacto externos à Comunidade. O CIVI-CO Day marcou a retomada das atividades para esse público que deseja conhecer e se aprofundar sobre o nosso ecossistema de impacto socioambiental.  Perguntas, dúvidas, novidades, trocas… foi uma experiência única! É inspirador observar a interação dos(as) nossos(as) visitantes, que toparam imergir nessa jornada de impacto durante uma manhã repleta de tudo aquilo que o CIVI-CO proporciona: transformação positiva.   Os olhares atentos a cada apresentação demonstravam o interesse dos(as) participantes, que se engajaram do começo ao fim da imersão. Das boas-vindas feita pelo nosso Gestor de Comunidade, Pedro Jangada, passando pela rodada de pitches de iniciativas da Comunidade, até o bate-papo no rooftop. A Comunidade por ela mesma O ponto alto da visita foi a apresentação de alguns dos nossos membros, que foram além de mostrar suas iniciativas. Eles também trouxeram suas perspectivas sobre a relação com a Comunidade CIVI-CO e como essa organização coletiva pode ajudar no impacto socioambiental.  E para representar a diversidade da nossa atuação, tivemos apresentações de membros da comunidade física (residentes) e digital, como:  Fervura no Clima (@fervuranoclima) Compre de uma Mãe Preta (@compredeumamaepreta) Herself (@herselfbrasil)  Positiv.a (@positiv.a) Como é trabalhar no CIVI-CO? Cada membro se apresentou mostrando sua atuação dentro do ecossistema de impacto, suas soluções e como utilizam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as métricas ESG para balizar e coordenar as ações no dia a dia.  Ao final, fizemos um passeio guiado por todos os andares do prédio do CIVI-CO e finalizamos a visita com a entrega de kits com “mimos” da Comunidade, que deram uma amostra do impacto positivo que ela produz.  E aí, ficou com vontade de conhecer mais sobre a Comunidade CIVI-CO? Então fique atento(a) às nossas redes sociais para saber quando será o próximo CIVI-CO Day.  Participe do “Meetup CIVI-CO: Comunicação com Propósito”

Educação e Cultura são aliadas do futuro

por Adriana Castro*  Durante seis meses, vivenciamos momentos incríveis no projeto cultural “Jovens Agentes Culturais em Ação”, com estudantes adolescentes da comunidade da Escola Estadual Eurípedes Simões de Paula, localizada no bairro do Grajaú (SP). Partimos do “eu” para chegar no “tu” e depois no “nós”, descobrindo e valorizando os saberes culturais da região. Iniciado em 2022, com término previsto para junho de 2023, o projeto desenvolvido pela Labor Educacional ofereceu formação para um grupo de 10 jovens como agentes culturais para a elaboração de planos relacionados à cultura. Os eixos que nortearam o projeto foram: estímulo à criação coletiva, descoberta e compartilhamento, promovendo o protagonismo e autonomia. Um olhar para o que está acontecendo em nossa realidade histórica cultural, social, econômica de forma sistêmica e integrada. Transformação pela Cultura Fotos: Labor Educacional A primeira etapa do projeto focou na sensibilização com o autoconhecimento e propósito. No entanto, ela não ficou restrita à primeira etapa, pois se repetiu em todos os encontros, com o intuito de manter o engajamento e desenvolvimento socioemocional dos estudantes. “Minha maior qualidade é a liderança, porém meu desafio é ser aceita pela minha cor preta”, declarou uma das alunas. Durante uma dinâmica de outra atividade, os jovens compartilharam seus sonhos, medos e frustrações. Conversaram sobre as suas vivências e compreenderam a importância de praticar o autoconhecimento. Desenvolver certas habilidades dentro do relacionamento intrapessoal pode ser benéfico dentro do ambiente de trabalho. Na segunda etapa, os jovens vivenciaram a aplicação de algumas ferramentas participativas e realizaram o mapeamento dos gostos culturais da comunidade escolar. O projeto tinha recursos para atender a 120 alunos em 4 modalidades culturais. Foram definidas as oficinas de maior interesse: teatro, capoeira,  música e dança. Para a terceira etapa, elaboramos o plano de ação do projeto cultural, com acompanhamento de todos os alunos. Dessa forma, toda a comunidade escolar poderá acessar o planejamento, a aplicação, o monitoramento, a avaliação e a sistematização do plano de ação semestral, com as atividades artísticas escolhidas. Houve muita aprendizagem nessa etapa, pois os alunos foram interlocutores entre os gestores da escola e os profissionais que atuariam nas oficinas oferecidas, atuando na comunicação do projeto na escola. Eles também foram responsáveis pelos relatos das participações e do desenvolvimento de cada um. Além das oficinas presenciais, marcamos alguns encontros online para tirar dúvidas, orientações e também para que se sentissem sempre apoiados no desenvolvimento de suas atividades, mesmo à distância. O apoio do professor Ricardo Graveto foi importante para o projeto em todos os momentos, bem como o da direção da escola. Na quarta etapa do projeto, os alunos criaram um site para apresentar a sua escola. A quinta e última etapa acontecerá no próximo mês de junho, com a presença dos 120 alunos participantes do projeto e a apresentação do plano cultural dos jovens agentes culturais, com a avaliação do processo e resultados obtidos. Alunos durante as atividades culturais do projeto | Fotos: Labor Educacional Dupla de sucesso A escola deve ser sempre um ambiente de valorização e disseminação da cultura, sendo um lócus fundamental para potencializar e irradiar essa visão para a comunidade. O conhecimento é amplo e vasto e necessita ser acessado por todos os meios. Educação e cultura contribuem igualmente na formação integral dos cidadãos. Quando educadores, pais e alunos entendem essa importância, os canais de compreensão da realidade se ampliam e o ser humano passa a sentir e perceber novos rumos possíveis em sua trajetória de cidadão: incorporando a prática do saber coletivo, praticando a livre expressão das ideias, compreendendo melhor o mundo e transformando o meio em que vive. Ao valorizar a arte dentro das escolas e da comunidade por meio de projetos como o “Jovens Agentes Culturais em Ação”, os estudantes pesquisam sobre a cultura local, orgulhando-se de suas raízes, respeitando as diferenças, realizando diálogos interculturais e, principalmente, fortalecendo sua comunidade. A arte incentiva a busca do conhecimento em diversas áreas, contribuindo para o ensino e o aprendizado enquanto melhora a condição do estudante como pessoa humana. Além disso, a arte é democrática: todos podem participar, sem diferença de idade, gênero, crença, etnia, etc. Assista ao vídeo do projeto: https://www.youtube.com/watch?v=vFNgAT2p6-w Leia o depoimento de alguns alunos: “Estou aprendendo muito com esse projeto, a ser mais responsável, aprendi novos conhecimentos sobre nossa cultura, ferramentas participativas, a dividir tarefas com meus colegas. Ainda vou ganhar certificado”. “Entendi que faço parte de uma equipe, que todos devemos ajudar, cada um com sua habilidade para que o projeto flua!” Fotos: Labor Educacional “Compreendi minha responsabilidade. Se eu não fizer o que combinei, atrapalho a equipe!” “Me senti importante em participar das reuniões com os gestores e estar a frente de um projeto tão importante que está sendo divulgado para toda a comunidade.” *Formadora da Associação Labor Educacional.

Além do escritório e do home office

Não importa se você está em casa ou no ambiente de trabalho. Ninguém merece ficar só na frente do computador o tempo todo. Às vezes, para a motivação das atividades laborais é necessário, literalmente, ampliar nossos horizontes e respirar outros ares. Para isso, existem atividades muito importantes que mantêm os colaboradores da empresa engajados e felizes: os eventos empresariais. E existem vários modelos: encontros, festas, treinamentos, happy hours e por aí vai! Os eventos corporativos são uma oportunidade para relaxar, se divertir e conhecer pessoas novas. Eles fazem toda a diferença para manter a criatividade, o bom humor e um clima saudável no ambiente de trabalho.. Novos modelos Segundo dados da Abrape, em 2021 o mercado de eventos apresentou um crescimento de 400% em relação a 2020, movimentando cerca de R$ 75,4 bilhões em consumo e gerando R$ 4,65 bilhões em impostos federais. Esse setor é responsável por cerca 4,32% do PIB nacional em 2022, gerando mais de 2 milhões de empregos durante o ano. O CIVI-CO, por exemplo, é  um espaço inovador que se adaptou nesse período pós-pandêmico para a realização de eventos. Com auditório, rooftop e salas com infraestrutura completa, equipamentos modernos e uma equipe treinada para dar o suporte durante a realização. Conheça o nosso espaço Pontos positivos  Sabe por que esses eventos são tão importantes? Porque eles ajudam a criar um ambiente de trabalho mais descontraído e colaborativo, onde a equipe pode se conhecer melhor, se divertir e aprender ao mesmo tempo. E isso não é só papo furado, não! Conheça alguns dos principais benefícios desses eventos: Proporcionam uma oportunidade para que os colaboradores se conheçam melhor e desenvolvam relações mais fortes. Em muitas empresas, as equipes trabalham em diferentes projetos e áreas, o que pode dificultar o relacionamento interpessoal. Eventos como happy hours, atividades de integração e jogos em equipe podem ajudar a quebrar as barreiras e promover um ambiente mais colaborativo. Reforçar a cultura da empresa. Através de palestras, workshops e outras atividades, os colaboradores podem aprender mais sobre os valores, missão e visão da empresa. Isso não apenas ajuda a alinhar a equipe em relação aos objetivos da empresa, mas também cria um senso de pertencimento e engajamento com a organização. Eventos empresariais podem ser usados como uma ferramenta para o desenvolvimento profissional dos colaboradores. Treinamentos, workshops e palestras ministrados por profissionais experientes podem ajudar a aprimorar as habilidades dos colaboradores e capacitá-los para novos desafios. Essas atividades também podem ajudar a manter a equipe atualizada sobre as tendências e novidades em sua área de atuação. Além disso, a realização de eventos empresariais também pode ter um impacto positivo na saúde mental dos colaboradores. O trabalho pode ser estressante e exaustivo, mas eventos como massagens, yoga e atividades físicas podem ajudar a reduzir o estresse e promover o bem-estar. Isso não apenas melhora a qualidade de vida dos colaboradores, mas também aumenta a sua produtividade e satisfação no trabalho. Acho que já deu para perceber que essas atividades são muito importantes para manter a equipe engajada e satisfeita. Então, se sua empresa ainda não participa desses eventos, sugiro que desenvolvam essa cultura junto com a equipe e tente incentivar a realização deles. Tenho certeza de que todo mundo vai adorar! Se você busca um espaço inovador para o seu evento, o CIVI-CO é a escolha ideal! Temos diversas opções de formatos para você personalizar do seu jeito. Invista no bem-estar da sua equipe e faça seu evento no CIVI-CO

ESG do jeito certo

Por Iara Vicente* Os últimos anos têm gerado intenso hype em torno do termo ESG. A sigla comprime o termo Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social & Governance, em inglês), e deveria ser um aceno do mundo corporativo às demais complexidades envolvidas no ambiente de negócios, além da dinâmica de lucro e investimento, ou perdas e ganhos financeiros, que o define. É saudável que executivos e CEOs a nível mundial estejam dispostos a se posicionar e a integrar temas sociais, ambientais e a boa governança em seus modelos de negócios. Por outro lado, o que não é saudável é que exista a banalização, ou ultra-simplificação, de toda a complexidade social, ambiental e do debate sobre transparência e combate à corrupção. Isto é o ESG do jeito errado. No jeito errado, vemos uma série de distorções acontecerem. A primeira delas é a consideração de que o estudo e análise de perspectivas ESG são um fim em si mesmo, ou ainda possíveis de serem dominadas em curtos períodos de tempo ao nível de especialista. Quando falamos da letra “E” (“ambiental”), falamos de temas complexos e profundos como compensação de carbono, logística reversa, crise climática, racismo ambiental, dinâmicas e conflitos fundiários, ocupação e uso do solo, acesso e gestão de patrimônio genético, redução do desmatamento, crimes ambientais e seu papel no modelo de negócio de algumas indústrias – para citar alguns dos ângulos possíveis. Quando falamos do “S” (“social”), estamos falando de políticas de remuneração, qualidade de vida no ambiente de trabalho, comércio justo, economia solidária, ações afirmativas, antirracismo, anticapacitismo, antissexismo, anti-LGBTQI+fobia, entre tantos outros temas. O “G” (“governança”) traz uma densa carga vinculada à discussão de combate à corrupção, transparência em gestão, melhores práticas de automatização processual, compreendendo uma gama de assuntos que vão desde o não-crime, a não-participação em corrupção, até assuntos da ordem do dia de negócios como, a necessidade de se haver políticas e diretrizes internas para assuntos corporativos, avançando até o uso de tecnologias em WEB3 e semelhantes para trazer à luz processos de cadeias produtivas complexas. Padrão ESG É, portanto, crível considerar que uma pessoa alheia aos ecossistemas onde se discutem estas questões poderia dominá-los todos em um curto período de tempo? Ou que cursos de pequena duração de fato formam especialistas em tudo isto – E, S e G?  O senso comum indica que não, mas não é o que se vê nas salas de negócios país afora. É preciso que haja um tipo de “padrão ESG” para o próprio profissional ESG. Nesta desmobilização, quem tende a ser mais afastado do debate são as populações, setores e iniciativas que não estão contempladas e/ou focadas no debate corporativo/financeiro. Para citar alguns: organizações e lideranças pertencentes ou conectados às causas de povos indígenas, população negra, movimento de mulheres, movimento LGBTQIAP+, trabalhadores do campo e da cidade, movimentos filantrópicos de base, a ciência engajada, dentre outros. E para que os debates ESG tenham relevância, coerência e proteção reputacional no mundo real, para além do marketing corporativo, é preciso que se esteja em debate constante justamente com estes atores. Existe ainda a questão da legitimidade. É necessário aferir se os valores, tecnologias, instituições e parâmetros são confiáveis, respeitados em seu campo de atuação, e se têm legitimidade (técnica, reputacional, política) para dialogar com os temas a que se propõem. Esta é a noção de especialidade que o campo ESG precisa construir: a compreensão de que especialidade ESG se constrói e se valida no ecossistema de impacto social, no front das causas e emergências socioambientais. Aposte no jeito certo Então,  como atuar no campo ESG do jeito certo? Seguindo a mesma lógica dos argumentos anteriores, o primeiro passo é a não-banalização das causas. Cada uma dessas letras (E,S e G) traz em si um compêndio de problemas complexos que precisam ser endereçados com a complexidade que merecem. Instituições, empresas, especialistas devem conhecer bem seu campo de ação, e melhor ainda seus limites. Assim, garantimos que as contribuições dadas sejam coerentes e protegemos nossos negócios de riscos reputacionais, jurídicos e ecossistêmicos. Alie-se a pessoas, organizações e empresas que possuam experiências profissionais, qualificações e vivências compatíveis com nível de robustez atrelada ao título de especialista. Cabe aos gerentes de setores ESG de empresas saber distinguir o tipo de expertise ESG necessária para sua indústria e buscar um olhar crítico para as qualificações necessárias para lidar com problemas de tal complexidade. Entre a ampla gama de temas e instrumentos existentes para se realizar um bom trabalho ESG estão hard e soft skills, incluindo um nível de senioridade que é construído em ambientes não convencionais (e ainda assim, insubstituíveis): beira de rios, dentro de matas, vielas de periferias, chão de ocupações, fóruns de movimentos diversos, laboratórios científicos engajados. Do ponto de vista social, mais do que construir estratégias ESG para beneficiar populações sub-representadas ou minorizadas, é importante construir estas estratégias com estas populações. Saber consultar, ouvir, perguntar, co-desenhar e co-liderar iniciativas é fundamental para garantir o empoderamento que o stakeholder capitalism promete. O olhar apurado de especialistas que trazem em sua história de vida a experiência nestes grupos sociais também é uma contribuição relevante. O ESG do jeito certo, da forma como acreditamos na Nossa Terra Firme Consultoria, é um ESG onde se constrói a legitimidade de agendas, propostas, coalizões e colaborações ao longo do tempo, na caminhada com quem também está a se esforçar ativamente na construção de um mundo melhor. É por sermos “mais um” somando nas causas, há anos, que a gente se destaca. É por construí-las no dia a dia que construímos a confiança seja em nossos parceiros da base, seja em nossos parceiros corporativos. E acreditamos que, do jeito certo, o ESG pode sim ser um vetor de transformação para a vida de brasileiros e brasileiras. *Iara Vicente é fundadora da Nossa Terra Firme

LGT Group lança seu Guia de Filantropia Estratégica no Brasil

A necessidade de engajamento filantrópico é maior hoje do que nunca. Com as ameaças ambientais, que atingem níveis sem precedentes, e o aumento da polarização social em muitas partes do mundo, a urgência de ação cresce. À medida que os governos lutam para enfrentar os desafios globais e a concentração de riqueza aumenta, as famílias afluentes têm uma responsabilidade crescente de se envolver e demonstrar liderança. E enquanto a principal motivação e propósito da filantropia deve ser contribuir para um desenvolvimento mais sustentável, o engajamento filantrópico também ajuda a entender melhor os desafios globais, facilita a autorreflexão e uma visão positiva da vida. Esta é uma parte do prefácio escrito pelo H.S.H. Príncipe Max von und zu Liechtenstein, presidente do LGT Group e fundador da LGT Venture Philanthropy, no “Guia de Filantropia Estratégica”, produzido pelo LGT Private Banking em co-autoria com Philanthropy Insight (Pi). De acordo com Príncipe Max, “alinhar as atividades filantrópicas com o contexto mais amplo do portfólio de negócios dos filantropos pode adicionar mais complexidade, mas também pode aumentar o impacto geral na sociedade”. Nina Hoas, chefe de Philanthropy Advisory no LGT Private Banking, explica que “a doação colaborativa, o apoio à mudança sistêmica, o investimento de impacto e as soluções baseadas no mercado são a linguagem dos filantropos de hoje que também adotam uma abordagem mais holística, alinhando suas doações de perto com suas atividades comerciais”. O Guia, traduzido para o português, é feito para quem quer impactar positivamente o mundo. O objetivo é ajudar a identificar as causas de interesse, agregar valor e gerar o maior impacto possível com os recursos que cada ou cada família tem para esse fim. Lançamento no Brasil Foto: Jane Monteiro No dia 11 de abril, o Instituto Humanitas360, na figura de sua presidente Patrícia Villela Marino e do conselheiro Ricardo Villela Marino, foi anfitrião do lançamento do Guia de Filantropia Estratégica. Realizado no espaço CIVI-CO, em São Paulo, o evento contou com a presença do Príncipe Max. Para Patrícia, fundadora do CIVI-CO, filantropa e ativista, é importante que todos se sintam incentivados e incomodados à fazer a filantropia: “A filantropia é para todos, é preciso mudar o paradigma, desburocratizar e incentivar a cultura de doação participativa e sistêmica, se possível com a incidência em políticas públicas, é preciso que sejamos solidários e nos coloquemos no papel que quem precisa de apoio”. Ao longo dos quatro capítulos, o Guia de Filantropia Estratégica incentiva a cultura de doação pelo mundo e reúne depoimentos de mais de 30 filantropos influentes, de diferentes países e áreas de atuação, incluindo o empresário brasileiro Elie Horn, o ator norte-americano Matt Damon e a empreendedora social zimbabueana Tsitsi Masiyiwa. Leia o Guia completo

Startups de cannabis devem dobrar em dois anos

por Sechat As oportunidades no segmento milionário de cannabis legal aumentam em progressão geométrica no mundo e incluem medicamentos à base da planta. Atualmente existem mais de 25 mil aplicações industriais de cânhamo e serviços que fazem parte do ecossistema da cadeia produtiva. Em 2024, o setor deve movimentar US$ 824 milhões na América Latina nas mais variadas necessidades patológicas. Essa é a perspectiva do relatório “Cannabis: Pesquisa, Inovação e Tendências de Mercado”, com dados da Prohibition Partners (2021). No Brasil, existem variados empreendimentos em relação à oferta de serviços para o mercado do uso da planta, muitos deles nasceram como startups e estarão presentes no Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal e na Medical Cannabis Fair, dentre elas, a aceleradora The Green Hub, que possui um portfólio com atualmente 19 das marcas, representando parte significativa das startups no país relacionadas ao setor canábico, e pretende dobrar de tamanho em pouco tempo. Quinze dessas marcas são oriundas do processo seletivo e quatro nasceram dentro da própria TGH. “Algumas estão em estágio inicial outras já faturam, nossa meta é subir para 44 nos próximos dois anos”, revela Alex Lucena, sócio e consultor em educação e inovação corporativa da companhia. Feira de Cannabis da América Latina Pelo menos sete delas vão se apresentar na segunda edição da Medical Cannabis Fair e do Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal. Organizados pela Sechat – plataforma de conhecimento e negócios voltada ao uso medicinal e mercadológico da planta – a feira e o congresso acontecerão no Expo Center Norte, São Paulo (SP), em 4 e 5 de maio de 2023, reunindo centenas de profissionais do setor e marcas de negócios voltados para a saúde e para a indústria. A aceleradora, inclusive, acaba de abrir uma nova rodada de captação de recursos com vistas a fomentar o setor de cannabis no Brasil e pretende levantar entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões ainda em 2023. “O evento da Sechat será fundamental para dar mais visibilidades a esses novos negócios”, afirma Lucena. Inscrições para a Feira Inscrições para o Congresso Lucena conta que ao longo de quatro anos mais de 260 startups se inscreveram (108 só em 2022). A maior parte do sudeste do Brasil, mas outras áreas com regiões nordeste e centro-oeste são contempladas. Há também no Uruguai, Canadá e EUA, criadas por brasileiros que foram forçados a operar fora do país devido aos entraves burocráticos existentes para operar em território nacional. Desse total, mais de 25% já recebeu rodada de investimentos. Um exemplo é a Scirama, com o envolvimento do neurocientista Stevens Rehen no empreendimento. Trata-se de uma startup de base biotecnológica para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com foco no estudo de substâncias psicodélicas e canabinoides para a saúde mental. Fundada em fevereiro de 2021, a empresa visa tornar realidade os estudos científicos que tragam qualidade de vida e abordagens terapêuticas mais eficientes. A companhia já contou com aportes de mais de R$ 4 milhões e pretende atingir em breve o montante de R$ 25 milhões. Clarice Pires, sócia e CEO da Scirama explica que a o congresso promovido pela Sechat “será fundamental para abrir a rede de investimentos, estabelecer parcerias e seguir novas frentes”. A Sensativa é também uma das startups que marcará presença no evento. A empresa de produtos de bem-estar íntimo estabeleceu-se em Nevada, estado da costa-oeste dos EUA, e lançará seu produto de entrada, um estimulante íntimo feito à base de cannabis e extratos da flora brasileira, ainda neste semestre. A empresa já recebeu investimento-anjo e está em busca de nova rodada de investimento. Pedro Freire, cofundador da empresa, afirma que, embora o mercado norte-americano tenha uma concorrência mais acirrada, ainda é vantajoso, por ser menos burocrático e mais aberto que o brasileiro. Freire, porém, não descarta aportar em território brasileiro. “É um sonho que pretendemos realizar o quanto antes, a depender do sucesso da marca lá fora”, finaliza. Como se sabe, o setor tem desafios regulatórios, mas está se movendo ano a ano, cada vez mais maduro, com empresas cada vez mais prontas, como Scirama e Sensativa, para brilhar tanto dentro quanto fora do país. SERVIÇO Evento: Medical Cannabis Fair 2023 e Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal 2023 Data: 4 e 5 de maio de 2023 – das 9h às 19h Local: Expo Center Norte (R. José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP – Brasil) Contato Imprensa: Carolina Rubinato (11) 99670-3507 | [email protected]

CIVI-CO Day: viva um dia de Impacto!

O CIVI-CO Day  é uma oportunidade para você ter uma experiência única em um espaço de inovação para empreendedores(as) e ativistas socioambientais, que geram transformações positivas na sociedade e no espaço público. O CIVI-CO é uma comunidade de impacto socioambiental formada por indivíduos que acreditam na importância de encontrar soluções para o meio ambiente e promover o bem-estar social. Algumas pessoas até conhecem o CIVI-CO, mas não sabem como geramos impacto no dia a dia. Este será um momento para imergir na nossa Comunidade, tirar dúvidas e fazer conexões com diversos atores do ecossistema de impacto. O que vai ter Durante o CIVI-CO Day você participará de diversas atividades que vão te ajudar a compreender melhor como funciona nosso ecossistema, nossos projetos e nossas iniciativas. Além disso, terá a oportunidade de conhecer e se conectar com pessoas inspiradoras. A programação inclui palestras com especialistas em questões socioambientais, debates, oficinas, mentorias e muito mais. Tudo isso em um ambiente descontraído e acolhedor, que favorece a troca de ideias e o compartilhamento de experiências. 10h00 – Boas-vindas 10h15 – Apresentação do CIVI-CO 10h30 – Pitches da Comunidade 10h45 – Passeio pelo espaço 11h30 – Fim da visita Se você se preocupa com questões socioambientais e deseja integrar uma comunidade que trabalha para promover mudanças positivas no mundo, não perca esta oportunidade! Participe do próximo CIVI-CO Day e faça parte da transformação! Eventos com propósito Nossos eventos são um forte braço para conectar pessoas e soluções, buscando gerar transformações inovadoras aos desafios da sociedade. Sempre abordamos temas relevantes para o ecossistema do empreendedorismo socioambiental. Ao longo desses 5 anos de história, o CIVI-CO foi palco para diversos encontros que fomentaram as discussões desses temas: Cannabis Thinking Vitrine Ubuntu 8M: Empreendedorismo Feminino Meetup CIVI-CO: Captação e Investimento  Neste dia de imersão, você terá a oportunidade de se conectar com pessoas que compartilham dos mesmos valores e propósito, além de aprender com especialistas em questões socioambientais. Por isso, convidamos você para uma experiência transformadora no dia 28/04! As vagas são limitadas. Então não deixe para se inscrever na última hora! Garanta sua participação no CIVI-CO Day com desconto especial no primeiro lote e venha curtir um dia na nossa Comunidade. INSCREVA-SE AGORA!

O metaverso da filantropia

por Marcelle Decothé* Você já deve ter ouvido falar ou lido algo sobre o fenômeno tecnológico do momento: o Metaverso. Isso nada mais é do que a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. Uma realidade moldada e controlada por um programador, que opera através de ferramentas outras possibilidades de mundos e sentidos distintos de bem-viver. A Rede Comuá (antiga Rede de Filantropia por Justiça Social) organizou um seminário internacional na cidade de São Paulo, que trouxe luz a debates relacionais entre democracia, filantropia comunitária, justiça social e direitos humanos. O encontro foi protagonizado por pessoas negras, mulheres cis e trans, por organizações sociais e fundos comunitários que operam da ponta transformações significativas. Naquela semana, nosso próprio metaverso da Filantropia Social foi criado, onde a realidade moldada através de nossa teoria de mudança que tem no centro a diversidade, o território e a forma de fazer desburocratizada. Em nosso Metaverso filantrópico, imaginamos um mundo onde os recursos mobilizados e a cultura de grantmaking no Brasil e na América Latina considerem estratégias de impacto social lideradas por pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e periféricas, em que o impulsionamento de movimentos, organizações sociais e coletivos seja orientado para a redução de desigualdades de forma coletiva, territorializada e menos burocrática. Através da reunião dos protagonistas da filantropia comunitária, a celebração dos 10 anos da Rede Comuá trouxe visibilidade para reflexões sobre práticas decoloniais e prioridades estratégicas que o investimento social privado e a filantropia precisam mergulhar no próximo ciclo. Acreditamos que para alcançar a equidade racial e de gênero nesta realidade metavérsica é necessário compartilhar recursos e poder com quem cotidianamente produz impacto nos territórios mais desiguais do país. Juntos, investidores de impacto social e coletivos, movimentos e organizações de favelas e periferias, aldeias  e quilombos podem recriar um mundo onde a base seja a justiça social e oportunidades iguais. Dando linha para diversidade Legenda: Gelson Henrique, Marcelle Decothe e Raull Santiago, fundadores da Iniciativa PIPA. Créditos: Leo Pinheiro/Valor A Iniciativa PIPA é uma organização criada por quatro ativistas periféricos do Brasil e que tem como principal missão contribuir para democratizar o acesso ao investimento social privado no Brasil. Em agosto deste ano, lançamos uma carta aberta à filantropia brasileira, com o propósito de ajudar a construir um mundo onde os recursos filantrópicos e privados sejam acessíveis às organizações, aos coletivos e aos movimentos de base favelada e periférica de maneira ampla e equitativa em termos de raça, gênero e classe. Nela, convidamos os colegas de fundações privadas e familiares, as empresas que impulsionam o impacto social e a comunidade de doadores individuais a repensarem suas políticas internas de construção. O objetivo é que eles priorizem a contratação de perfis negros, periféricos, LGBTQIA+ e de mulheres para gerirem seus portfólios e estarem em cargos de gestão e direção, para tomarem a decisão sobre quem e quanto se pode investir na mudança efetiva. Além de impulsionar um modelo de doação e repasse de recursos que priorizem o fomento a iniciativas negras, periféricas e com recortes de gênero. Não precisamos desenhar uma realidade paralela para entender que fomos nós, pessoas negras, indígenas e periféricas, que garantimos que as favelas e periferias pudessem comer e se proteger durante a pandemia. Imaginem a transformação política, econômica e social que conseguiremos construir se recebermos recursos sustentáveis, flexíveis e de longo prazo, para além do momento pandêmico. Transformar o metaverso da filantropia por justiça social e comunitária em realidade material e concreta depende de todo o ecossistema, principalmente de investidores sociais privados e suas múltiplas organizações e empresas. Que eles finalmente vejam as favelas e periferias, a população negra, indígena, quilombola, povos do campo e da cidade, mulheres, LGBTQIA+, não apenas como beneficiárias, mas como protagonistas da mudança. Somos os programadores do bem-viver, e para termos sucesso na redução das desigualdades, precisamos que nossa realidade de transformação concreta seja a regra, não a exceção. Conheça a Iniciativa PIPA *Pesquisadora de gênero, raça e violência e Cofundadora da Iniciativa PIPA. Texto publicado originalmente na revista Alliance Magazine e traduzido no blog da Rede Comuá.

Manifesto CIVI-CO pela Equidade de Gênero

O texto a seguir é baseado em discurso proferido por Patrícia Villela Marino durante evento, sediado no CIVI-CO, em celebração ao Dia Internacional da Mulher. “Neste Dia Internacional da Mulher, lembro que refletir sobre as nossas potências é uma imensidão, enquanto falar de nossos desafios por vezes configura uma crueldade. Mas esta imensidão e esta crueldade nos convocam a tomar posição. Mães foram, são e podem ser empreendedoras, empresárias e executivas sem jamais deixarem de ser cidadãs que, com grau variado de sucesso, acessam às políticas públicas. Por esse motivo, hoje peço que mulheres sigam empoderando mulheres. Apoiem aquelas excluídas do mercado de trabalho, atarefadas que estão no cuidado com os filhos e filhas e com a casa. Apoiem também as mulheres alijadas de direitos, que foram violadas nas suas garantias fundamentais ou que sofreram qualquer forma de abuso. O Estado as reconhece apenas na criminalidade, nunca na condição de cidadãs. É ao lado destas mulheres que trabalho, para mostrar que a privação de liberdade não deve impedir o espírito empreendedor que reside nelas. A liberdade que mulheres presas e egressas constroem dia após dia projeta mudanças de paradigma, assentando as bases de uma nova realidade. O preconceito existe e continuará existindo, o que nos obriga à luta para transformar a sociedade naquilo que ela tem de racista, classista e machista. A boa notícia é que temos as armas para isso: a toda hora e a todo minuto, usamos de nossa capacidade de superação para conquistar o nosso espaço. Não podemos, e nem queremos, regredir. Por se tratar de uma luta coletiva, é preciso que mulheres como nós, dotadas de privilégios, reconheçam a diversidade entre as que cerram fileiras conosco. Reconhecer as diferenças e trabalhar com complementaridade é o único caminho para sobrevivermos – juntas – na adversidade. Desigual, o sistema político, corporativo e jurídico coloca diante de nós obstáculos que só podem ser superados através da transformação social, que passa pela defesa da igualdade racial e dos direitos humanos. É nestes termos que exalto nossa feminilidade, construída num processo em que a empatia e a altivez cívica não cedem espaço para a complacência.” Patrícia Villela Marino é advogada, cofundadora do CIVI-CO e presidente do Instituto Humanitas360.

CIVI-CO Mag #4: A era do feminino

Uma era construída dos cacos, retalhos, trincheiras, silêncio e sangue. Forjada em uma luta que vem derrubando as barreiras como o “isso não é para você” e “mulher não nasceu pra isso”. Novos ventos sopram, as mãos se unem. Vozes antes abafadas agora ecoam dentro de lares, ruas, empresas, corpos e corações.  Chegou a hora de todos(as) saberem: o mundo é feminino! E este novo espaço que desconstrói o velho mundo é um lugar mais diverso, onde temos espaço para a empatia, liberdade, colaboração e construção. É dentro desse desejo que a CIVI-CO Mag #4 foi produzida, mostrando esta nova realidade construída por mulheres que não aceitam mais retrocessos e não se esquecem das outras que ainda seguem vulnerabilizadas e silenciadas pelo estado, pela justiça e sociedade.  Esta quarta edição mostra as iniciativas que estão criando soluções e se propondo a unir forças para construir um mundo melhor, não só para mulheres, mas para todes. Enquanto existir uma pessoa oprimida no planeta ninguém será completamente livre.  Equidade de gênero  Mesmo sabendo que existem motivos para celebrarmos, infelizmente não podemos esquecer de que o atual cenário ainda não é totalmente seguro e estabilizado. Nossa revista digital de impacto vai tocar nesse ponto ao escancarar a realidade dos ambientes corporativos, inclusive a do empreendedorismo.  Não é só mostrar a cura das cicatrizes, também é preciso lembrar das feridas para que elas nunca mais se repitam. E essa mensagem já vem estampada na capa da publicação pelas fotos impactantes da fotógrafa e artista visual, Márcia Charnizon. Sim, é necessário falarmos sobre as conquistas, mas também é preciso lembrar daquelas mulheres presas nesse ciclo de opressões – e esse movimento é uma onda que não pode recuar: deve ser progressista e abrangente, inclusive com a colaboração dos homens.    A CIVI-CO Mag #4 foi produzida de forma colaborativa e é composta exclusivamente com textos assinados por mulheres e organizações que possuem compromisso com a equidade de gênero. Esta edição é um manifesto de uma nova era, pensada e construída com a força e a voz de todas. Leia a CIVI-CO Mag #4 e celebre a força do Feminino!