A importância do Título Eleitoral na voz da juventude

Em 2022, o Censo do IBGE apontou que o Brasil possui mais de 5,7 milhões de jovens entre 16 e 17 anos. Entretanto, segundo o TSE, somente 24% de todos os possíveis eleitores nessa faixa etária possuem o Título de Eleitor. Mesmo com essa baixa adesão, nas últimas eleições, a juventude fez a sua parte e deixou o seu legado: mais de 2 milhões de jovens se tornaram aptos a votar pela primeira vez! Em um país que luta pela reconstrução da sua democracia, essa prática eleitoral deve ser constantemente incentivada. Com tudo isso, é interessante notar que não faz nem quatro décadas que esse direito foi conquistado judicialmente. Os precursores Três anos após o fim da ditadura militar no Brasil, as entidades estudantis estavam trabalhando a todo vapor. Liderado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), nascia e se desenvolvia o movimento “Se liga 16”. Em outubro de 1988, a Assembleia Constituinte aprovou o voto facultativo aos 16 anos. Nas galerias do Congresso, cerca de 600 jovens comemoraram a decisão: “Chegou a nossa vez, voto aos 16!”. A proposta obteve o voto favorável de 355 constituintes. Desde então, essas entidades acadêmicas, artistas politicamente engajados e órgãos públicos vêm trabalhando na conscientização da juventude. Em 2024, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, fez um registro sobre a relevância de toda essa mobilização: “É muito importante essa divulgação, para que os jovens saibam que ainda há tempo de se dirigirem até o cartório eleitoral, tirarem seu título com biometria, para que possam votar nas eleições deste ano, decidindo o seu prefeito, a sua prefeita, seus vereadores, suas vereadoras.” Leia mais sobre a importância da educação política Uma geração consciente Para garantir o seu direito civil à democracia é fundamental emitir e/ou regularizar o Título Eleitoral até o dia 8 de maio. Spoiler: é muito fácil, rápido e sem complicações! A primeira forma de emitir seu Título é via internet, sem precisar sair de casa. Basta entrar no site do TSE, escolher a opção “Serviços Eleitorais”, em seguida clicar em “Autoatendimento” e preencher o cadastro. Quando o seu Título estiver pronto, ele estará disponível no aplicativo e-Título (IOS ou Android). Para quem prefere tirar o Título pessoalmente, os cartórios eleitorais irão atender o público das 9h às 17h. É só pesquisar o mais próximo de você e levar um documento com foto e comprovante de residência. Informação é tudo Com o Título em mãos, é chegado o momento de conhecer não apenas os(as) candidatos(as), mas também suas propostas. Para isso, busque fontes confiáveis e compreenda a responsabilidade do seu voto para a democracia do Brasil. Lembre-se de que a sua escolha moldará o futuro da nossa sociedade e de que o prazo para emitir e/ou regularizar o seu Título Eleitoral é até 8 de maio. O primeiro turno das Eleições 2024 está marcado para acontecer no dia 6 de outubro.
Capital Empático: transformação socioambiental com retorno real

Por Sitawi Finanças do Bem Ao nos depararmos com a missão de criar mecanismos financeiros que priorizem o impacto socioambiental positivo antes do retorno financeiro, é natural surgirem questionamentos. Será possível alcançar resultados tangíveis ao investir em impacto? Será que essa abordagem é realmente eficaz ou apenas uma utopia? Com mais de 15 anos de experiência, a Sitawi Finanças do Bem apresenta o estudo “Transformação socioambiental com retorno real”, que não apenas responde essas perguntas, mas também nos faz refletir sobre o verdadeiro potencial de transformação por trás do capital empático. O estudo apresenta uma visão transparente dessa jornada, incluindo casos de sucesso tanto do ponto de vista do impacto quanto do retorno financeiro, bem como desafios enfrentados por cooperativas e empresas, especialmente durante a pandemia. Essa transparência reflete o compromisso da Sitawi em reconhecer que gerar transformação não é uma tarefa simples e requer resiliência e adaptabilidade. Um dos termos abordados é o do Capital Empático feito através de uma combinação de tipos de capitais – com distintos objetivos, restrições e expectativas – e uma lógica de escuta ativa das organizações, para além do aporte de capital. Em relação ao aporte financeiro, ele acontece através de investimentos Impact First, que priorizam o impacto antes do rendimento. Investimentos em mudanças positivas Para chegar no Capital Empático, alavancam os conceitos de Blended Finance, adequando o capital ao negócio de impacto e reduzindo o risco ao investidor, e de Venture Philanthropy, com acompanhamento próximo da organização, impulsionando seus resultados, tanto econômicos quanto de impacto. Os casos apresentados ao longo do estudo refletem a convicção e a prática da Sitawi de que os investidores podem ser catalisadores de mudanças positivas. Ao trazer impacto socioeconômico e ambiental para a balança do investimento, contribuímos para um futuro mais sustentável e equitativo, ao mesmo tempo que preservamos o poder de compra do capital. Em resumo, o estudo “Transformação socioambiental com retorno real” oferece uma visão profunda de como o capital empático, combinado com uma abordagem ‘Impact First’ e o conceito de finanças híbridas, pode gerar resultados tangíveis ao longo do tempo. Ele não apenas desafia as noções convencionais de investimento, mas também oferece um modelo a ser seguido para aqueles que desejam promover uma mudança positiva no mundo por meio de seus investimentos. Quer mergulhar ainda mais nesse universo de investimento de impacto e transformação socioambiental? Baixe o estudo completo da Sitawi e descubra como você pode fazer a diferença enquanto investe. Clique aqui para acessar o material
Entre a ética e o lucro: Social Washing

O mundo corporativo finalmente entendeu que as pautas de diversidade e inclusão social não são apenas uma opção, mas sim uma questão de sobrevivência. Seja adotando algum ODS ou implementando as práticas ESG, as empresas reconhecem sua importância como agentes de transformação positiva. No entanto, por trás das impactantes campanhas publicitárias e das grandes declarações sobre responsabilidade socioambiental, algumas vezes se esconde uma realidade menos admirável, o fenômeno conhecido como “Social Washing”. Seguindo os princípios do “Greenwashing”, ele é uma forma de maquiagem corporativa. As empresas buscam capitalizar as preocupações da sociedade para promover seus interesses comerciais, sem o compromisso genuíno de implementar mudanças significativas. Em essência, essa prática é uma tentativa de projetar uma imagem socialmente responsável e comprometida com causas nobres, enquanto, na realidade, suas ações e políticas internas não contam a mesma história. Leia mais sobre outras práticas negativas das empresas De boas intenções… Um exemplo de Social Washing são empresas que lançam campanhas de conscientização sobre questões sociais, como saúde mental ou igualdade de gênero, mas não implementam medidas tangíveis para apoiar funcionários ou comunidades afetadas por essas questões após o término da campanha. Normalmente, essas mentiras acabam sendo motivadas por uma combinação de pressões externas, competições mercadológicas e incentivos econômicos. Muitos dos quais estão enraizados nas dinâmicas complexas do mundo empresarial contemporâneo. Seja pelas expectativas dos consumidores, diferenciação de marcas, benefícios financeiros ou até por relações públicas, essas práticas têm que ser legítimas! Em pleno 2024, não podemos aceitar mais que esse tipo de conduta aconteça. Honestidade é um pilar fundamental Para evitar que esse tipo de comportamento continue perpetuando as ações estratégicas do mundo corporativo, elencamos os principais pontos de combate ao social washing: 1) Transparência Total: As empresas devem ser transparentes sobre suas iniciativas de responsabilidade social, fornecendo informações claras sobre suas políticas, práticas e impactos sociais e ambientais. 2) Consulta às Partes Interessadas: As empresas devem envolver as partes interessadas, incluindo funcionários, clientes, comunidades locais e grupos de defesa, na elaboração de suas iniciativas de responsabilidade social. 3) Mensuração e Avaliação: As empresas devem estabelecer métricas claras para avaliar o seu impacto e estar dispostas a prestar contas pelos resultados alcançados. 4) Educação e Conscientização Interna: As empresas devem investir em programas de educação e conscientização interna para seus funcionários, capacitando-os a entender e apoiar suas iniciativas. 5) Consistência e Continuidade: As empresas devem manter um compromisso consistente e contínuo com a responsabilidade social, evitando iniciativas esporádicas ou oportunistas que possam ser percebidas como “lavagem”. Responsabilidade social autêntica Ao adotar essas abordagens baseadas em ações efetivas, as organizações evitam cair em armadilha e promovem um impacto positivo real na sociedade e no meio ambiente. Somente assim poderemos construir um cenário empresarial onde a responsabilidade social seja mais do que apenas uma fachada, mas sim uma parte fundamental da cultura e prática das organizações no mundo inteiro.
O atraso da economia do Cânhamo no Brasil

O Cânhamo ainda é uma planta proibida no Brasil, mas ganhou notoriedade nos últimos dias após matéria veiculada no “Jornal Nacional” (Rede Globo). Da mesma espécie da maconha, a cannabis sativa tem uma composição química diferente e não possui efeitos entorpecentes, segundo especialistas. Toda essa curiosidade sobre a “prima da maconha” se deu após a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) buscar permissão para estudar o plantio e o comportamento da planta no Brasil. O interesse justifica-se pelo potencial de aproveitamento do cânhamo, o que pode gerar um impacto positivo em várias áreas da economia do nosso país. Entretanto, essa não foi a primeira vez que um grupo tentou uma autorização para estudar e trabalhar com a mesma. Em 2019, alguns produtores de São Paulo e Minas Gerais conseguiram uma autorização judicial para produzir o cânhamo industrial, mas a Anvisa derrubou a liminar pouco tempo depois. Leia o nosso “Dicionário da Cannabis” Lucro e sustentabilidade A espécie, além de ser super sustentável, atrai os olhos de empresários que querem lucrar cada vez mais. Depois que os Estados Unidos regulamentaram o cultivo de cânhamo, outros 60 países começaram a se mobilizar para a prática. Atualmente, na América Latina, apenas Brasil, Bolívia e Venezuela não permitem o cultivo da planta. O agrônomo Lorenzo Rolim, que coordenou todo o processo de regulamentação no Paraguai, que é o maior produtor latino-americano, conta que existe um sistema rígido de controle, por parte do governo, que vai desde a importação da semente até a lavoura. “Nós colocávamos uma geolocalização do terreno. Eles aprovavam esse plano, a gente plantava, os técnicos do Ministério da Agricultura iam lá, olhavam, colocavam plaquinhas lá, esse campo já foi inspecionado pelo Ministério da Agricultura.” O cânhamo é 100% aproveitável. Do caule, se retira a fibra, já as flores se transformam em extratos para cosméticos e óleos medicinais. As sementes são aproveitadas na indústria de alimentos e de ração animal. A planta ainda ajuda na regeneração do solo, o que é super valorizado pela indústria do agronegócio. Nas etiquetas das roupas Que a sustentabilidade está em alta e veio para ficar, isso não é novidade para ninguém. Ditando tendências, a indústria da moda não perdeu tempo e já inseriu as roupas de cânhamo na passarela. O número de empresas da indústria têxtil que informam e certificam a origem e as práticas sustentáveis de fabricação está crescendo a cada dia. Segundo Everton Dechen, coordenador de Desenvolvimento de Produtos da Capricórnio Têxtil, a menos de três meses a produção incorporou as fibras de cânhamo em sua confecção. Com um fio super resistente, combinado ao algodão, hoje os jeans produzidos pela tecelagem no interior de São Paulo têm 23% de cânhamo na sua composição. O jeans produzido com essa composição ainda representa uma parcela bem pequena da produção, isso porque o mercado ainda é novo e o acesso à matéria-prima é restrito. Porém, como afirma o presidente do Instituto Ficus, Bruno Pegoraro, o futuro do cânhamo é muito promissor. “A gente tem a expectativa que até 2027 esse mercado seja de US$ 18,6 bilhões no mundo todo. É um país com vocação agrícola, e eu acho que a gente não pode ficar de fora do mercado em expansão com grande potencial.” Futuro brasileiro incerto No Brasil, atualmente só é possível fabricar peças com esse tecido se a empresa importar o fio. Esta dificuldade existe, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lista a cannabis sativa como uma planta que pode originar substâncias entorpecentes e não distingue o que é o cânhamo. A Anvisa informou, em nota, que esse estudo e a regulamentação da planta não se encontram nos temas que compõem a agenda regulatória da Agência para 2024 e 2025. Com tantos desafios em um país onde esse tema ainda é um tabu, fica difícil acreditar em um futuro promissor. Porém, a Embrapa e outros tantos aliados estão lutando por um futuro mais sustentável no Brasil através da regulamentação da indústria do cânhamo. Fonte: G1
O Futuro da Água Hoje: desafios e soluções

O Brasil, com sua vasta extensão territorial e rica diversidade ambiental, enfrenta desafios significativos em relação ao futuro da água. A disponibilidade hídrica desigual, a degradação ambiental e as mudanças climáticas são fatores que impactam diretamente a gestão sustentável dos recursos hídricos. Este artigo é uma prévia dos temas do evento “O Futuro da Água Hoje”, que acontecerá no CIVI-CO, no dia 13 de março. Na ocasião, conversaremos com especialistas sobre os desafios enfrentados pelo país em relação à água e apresentaremos soluções para reparar e garantir o acesso universal a esse recurso vital. Desafios atuais Algumas regiões do Brasil já enfrentam problemas crônicos de escassez de água, agravados por eventos climáticos extremos e má gestão dos recursos hídricos. A contaminação de corpos d’água por poluentes industriais, resíduos agrícolas e urbanos compromete a qualidade da água, afetando diretamente a saúde da população e dos ecossistemas aquáticos. A distribuição desigual dos recursos hídricos no país resulta em disparidades no acesso à água potável, com comunidades vulneráveis muitas vezes privadas desse direito básico. Soluções propostas Gestão Sustentável – É essencial implementar práticas de gestão sustentável dos recursos hídricos, promovendo o uso eficiente da água na agricultura, indústria e consumo doméstico. A adoção de tecnologias sustentáveis e a conscientização da população são fundamentais nesse processo. Investimento em Infraestrutura – O investimento em infraestrutura hídrica, como sistemas de tratamento de água e esgoto, é crucial para garantir água de qualidade para todos. Isso inclui a expansão de redes de abastecimento e o tratamento eficaz de efluentes. Preservação Ambiental – A proteção de ecossistemas aquáticos e áreas de recarga hídrica é vital para assegurar a disponibilidade de água a longo prazo. A implementação e fortalecimento de políticas de preservação ambiental são estratégias essenciais. Educação Ambiental – A conscientização da população sobre a importância da água e práticas sustentáveis é um pilar fundamental. Programas de educação ambiental podem promover a mudança de comportamento e a valorização desse recurso vital. Acesso universal à água Políticas Inclusivas: a formulação e implementação de políticas públicas inclusivas são cruciais para garantir que todas as camadas da sociedade tenham acesso equitativo à água. Isso inclui a atenção especial a comunidades marginalizadas e rurais. Parcerias Público-Privadas: a colaboração entre setores público e privado pode ser uma estratégia eficaz para garantir investimentos e expertise na gestão eficiente dos recursos hídricos, promovendo a inovação e a sustentabilidade. Monitoramento e Transparência: estabelecer sistemas de monitoramento eficazes e garantir a transparência na gestão dos recursos hídricos são medidas essenciais para assegurar que o acesso à água seja equitativo e sustentável. O futuro da água no Brasil exige ações urgentes e coordenadas para superar os desafios atuais. A implementação de práticas sustentáveis, investimentos em infraestrutura, preservação ambiental e políticas inclusivas são passos essenciais para garantir não apenas a disponibilidade, mas o acesso universal a esse recurso vital. A colaboração entre governo, setor privado e sociedade civil é crucial para construir um futuro onde a água seja um bem acessível a todos e todas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país. Por isso, venha acompanhar nosso evento e seja parte da transformação, pois aqui O Futuro da Água é Possível.
Tendências ESG para 2024: trilhando o futuro

No cenário global atual, as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) têm se tornado cada vez mais centrais para empresas, governos e investidores. À medida que entramos em 2024, diversas tendências emergem como catalisadores essenciais para impulsionar o desenvolvimento sustentável. Neste artigo, exploramos cinco aspectos-chave que devem moldar o panorama ESG neste ano: a Transição Energética, a realização da COP 30 no Brasil, o papel da Inteligência Artificial, o Encontro do G20 no Brasil e a luta contra o greenwashing. 1. Transição Energética A Transição Energética continuará a ser uma das principais tendências em 2024, com empresas e países buscando ativamente reduzir sua pegada de carbono. Inovações tecnológicas e a crescente conscientização ambiental irão impulsionar o investimento em energias renováveis, como solar e eólica. A transição para fontes mais limpas não apenas contribuirá para a mitigação das mudanças climáticas, mas também oferecerá oportunidades significativas para inovações e investimentos sustentáveis. Segundo relatórios recentes, os investimentos globais em energia renovável atingiram um recorde em 2023, indicando uma crescente conscientização sobre a necessidade de abraçar fontes mais limpas e sustentáveis. 2. COP 30 no Brasil A realização da 30ª Conferência das Partes (COP 30) no Brasil será um marco crucial para as discussões e compromissos relacionados às mudanças climáticas. O país, rico em biodiversidade e enfrentando desafios ambientais, terá a oportunidade de liderar esforços globais para a sustentabilidade. A COP 30 que será realizada em Belém, no estado do Pará, servirá como plataforma para acordos e ações concretas, estabelecendo metas ambiciosas para a redução de emissões e impulsionando o desenvolvimento de políticas ESG mais robustas. 3. Inteligência Artificial (IA) A integração da Inteligência Artificial nas estratégias ESG ganhará destaque em 2024. A IA pode desempenhar um papel fundamental na análise de dados para avaliação de riscos ambientais, sociais e de governança. Algoritmos avançados podem ser utilizados para otimizar processos industriais, reduzir o desperdício e melhorar a eficiência, contribuindo assim para práticas mais sustentáveis e responsáveis. 4. Encontro G20 no Brasil O Encontro do G20 no Brasil surge como uma plataforma para alinhar políticas econômicas globais com princípios ESG. Dados econômicos indicam que empresas com práticas sustentáveis têm melhor desempenho financeiro a longo prazo, impulsionando a argumentação para políticas que incentivem práticas comerciais socialmente responsáveis. Este encontro pode representar um marco decisivo na promoção de uma economia global mais equitativa, resiliente e comprometida com as metas ESG. 5. Combate ao Greenwashing A crescente preocupação com o greenwashing, ou seja, a prática de empresas apresentarem uma imagem ambientalmente amigável sem implementar ações concretas, levará a um reforço nas regulamentações e na transparência. Em 2024, espera-se uma vigilância mais rigorosa por parte de investidores, consumidores e autoridades, incentivando as empresas a adotarem práticas genuinamente sustentáveis e a comunicarem suas iniciativas de forma transparente. Trilhando o Futuro Em resumo, as tendências ESG para 2024 apontam para um futuro no qual a sustentabilidade não é apenas uma escolha, mas uma necessidade imperativa. Os dados e informações apresentados indicam uma crescente convergência de esforços globais em direção a práticas mais responsáveis, resilientes e socialmente conscientes. À medida que enfrentamos os desafios do presente, estas tendências representam faróis de esperança, guiando-nos em direção a um mundo mais equitativo e sustentável.
O garimpo ilegal ainda ameaça os Yanomamis; e o Brasil

Por Larissa Rodrigues Imagens de Yanomamis com saúde profundamente debilitada chocaram o mundo numa sexta-feira, 20 de janeiro de 2023. O governo logo anunciou medidas para reverter o desastre humanitário e enfrentar suas causas ligadas à extração ilegal de minérios. Hoje, longe de estar encerrada, essa tragédia continua. Infelizmente, nos últimos anos, esse negócio de bilhões, que invade Terras Indígenas e Unidades de Conservação, financia grupos criminosos, derruba florestas e polui rios, apenas cresceu e se consolidou com apoio e influência política. É verdade, contudo, que muitos dos efeitos dessa influência política, que beneficia a ilegalidade, começaram a ser corrigidos ainda no primeiro semestre de 2023. O Supremo Tribunal Federal, em uma ação relatada pelo Ministro Gilmar Mendes, decidiu ser inconstitucional a “presunção da boa-fé” nas negociações do ouro, e agora seus efeitos estão suspensos, não mais protegendo as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs), compradoras do ouro, pela eventual origem ilícita do metal. Após a suspensão pelo STF, o Banco Central editou regras de controle sobre as operações das DTVMs. A Receita Federal também deu um passo importante e definiu notas fiscais eletrônicas para o comércio de ouro, que antes era feito com notas em papel. Agora, é preciso fiscalizar a utilização das novas notas eletrônicas, com ações principalmente no Pará e no Mato Grosso. Já no Congresso Nacional, desde 2021 tramita no Senado o projeto de lei 836, do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Ele estabelece o fim definitivo da presunção de “boa-fé” no comércio de ouro, também exige notas fiscais eletrônicas e controles na venda do ouro às DTVMs. O projeto foi recentemente aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, com um texto substitutivo, apresentado pelo Senador Jorge Kajuru (PSB-GO), trazendo avanços importantes, pois incorporou elementos de outros dois projetos de lei, hoje em tramitação na Câmara dos Deputados: o projeto 2159/2022, da então deputada e hoje presidente da Funai, Joênia Wapichana, e o projeto 3025/2023, apresentado pelo presidente Lula, em junho de 2023. Ambos estabelecem um sistema de rastreabilidade de origem para o ouro. No último ano o país avançou no combate à extração ilegal de minérios muito mais que nos últimos dez anos. Mas ainda estamos apenas começando. Precisamos aprovar as iniciativas de controle do mercado que estão hoje no legislativo. É preciso, ainda, retirar das atividades ilícitas a mão de obra local cooptada pelos criminosos, que usam a miséria da população como biombo para seus negócios milionários, gerando empregos e renda na Amazônia. Todas essas peças precisam estar encaixadas para que se tenha sucesso nesse jogo. Hoje, quem ainda continua ganhando são os senhores do crime. *Larissa Rodrigues é pesquisadora e gerente de Portfólio do Instituto Escolhas. Texto publicado originalmente no site da CNN Brasil
Conexão Amazônia: o sabor da COP 30 no CIVI-CO

O CIVI-CO, espaço dedicado à inovação e empreendedorismo socioambiental, foi palco de um evento marcante: a “Conexão Amazônia”. No encontro, empreendedores(as) da região norte do Brasil trouxeram produtos únicos e representativos da Amazônia, compartilhando sua rica cultura com uma rede de comerciantes da cidade de São Paulo. A experiência foi uma iniciativa pioneira realizada em colaboração entre CIVI-CO e Azul Linhas Aéreas Brasileiras, com a parceria da Associação de Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia – ASSOBIO, da Nossa Terra Firme e do Coletivo Pinheiros. O evento teve como objetivo estreitar os laços entre empreendedores(as) amazônicos(as) e potenciais clientes do comércio local do bairro Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A diversidade de produtos refletiu a biodiversidade única da Amazônia e reforçou a importância de valorizar e preservar a riqueza dessa região. Durante o encontro, os(as) participantes conversaram sobre suas experiências e desafios na produção e comercialização de produtos amazônicos. Focados em empreendedores(as) do ramo alimentício, cada expositor(a) trouxe consigo um pedaço da Amazônia, uma oportunidade para mergulhar na cultura e nos sabores deste Brasil pouco conhecido. Sociobioeconomia A programação incluiu palestras inspiradoras, visitas a empreendimentos parceiros do Coletivo Pinheiros e demonstrações ao vivo, proporcionando um ambiente de troca de conhecimentos e networking. Os(as) empreendedores(as) paulistanos(as) ressaltaram também a importância de apoiar iniciativas regionais, sustentáveis e da sociobioeconomia. A “Conexão Amazônia” também proporcionou uma experiência sensorial com degustação de bebidas e comidas naturais da região amazônica. A presença dos(as) “donos(as) dos negócios” na feira trouxe uma conexão humana que ultrapassou as barreiras geográficas, permitindo que todos(as) conhecessem as pessoas – e histórias – por trás dos produtos. “Foi incrível a recepção dos empreendedores locais, proporcionar novas possibilidades de negócios e ampliar esse networking entre fornecedores e comerciantes”, celebrou a iniciativa, Vanêssa Roccha, presidente do Coletivo Pinheiros. COP 30 O impacto desse evento vai além do aspecto comercial. A “Conexão Amazônia” não só abriu portas para negócios promissores, mas também conscientizou os(as) participantes sobre a importância da preservação ambiental e do apoio às comunidades locais. Esses(as) empreendedores(as) amazônicos(as) da ASSOBIO, que passam por desafios logísticos e econômicos, encontraram em São Paulo um público receptivo e interessado em contribuir para a sustentabilidade da região. Além de criar conexões comerciais, o encontro pode ser uma ponte para iniciativas que querem participar de forma ativa na COP 30, conferência climática da ONU que acontecerá em Belém, capital do Pará, em 2025. Todas as empresas envolvidas na “Conexão Amazônia” fortalecem a sociobioeconomia e utilizam técnicas sustentáveis de produção. Conheça alguma delas: AMZ Tropical (@amztropical) Horta da Terra (@hortadaterra) Manioca Brasil (@maniocabrasil) Deveras Amazônia (@deveras_amazonia) Na’kau Chocolates Amazônicos (@nakauchocolates) Em resumo, a “Conexão Amazônia” no CIVI-CO foi um evento marcante que uniu culturas, impulsionou negóciose sensibilizou os(as) participantes para a necessidade de preservar a Amazônia. A iniciativa também reforçou a importância de apoiar empreendedores(as) locais, valorizar a diversidade cultural e promover práticas sustentáveis. Este evento é o primeiro de muitos da parceria entre CIVI-CO, Azul Linhas Aéreas e Coletivo Pinheiros. Essa colaboração renderá muitos frutos e continuará inspirando outras iniciativas que fortaleçam os laços entre diferentes regiões do Brasil e promovam o desenvolvimento sustentável.
O impacto positivo do CIVI-CO rumo ao futuro

Nas entranhas da metrópole pulsante de São Paulo, reside uma comunidade singular, um oásis de comprometimento socioambiental e inovação: CIVI-CO. Esta Comunidade reúne pessoas engajadas e vai além de ser apenas um coworking de empreendedores(as) sociais. O CIVI-CO é uma incubadora para ideias e soluções transformadoras. A grandiosidade do CIVI-CO ultrapassa os limites físicos do seu prédio, que recebeu mais de 65 mil visitantes em 2023. Esse dado reflete a relevância quantificável que o hub exerce no ecossistema de impacto brasileiro. O recente infográfico da Comunidade CIVI-CO, elaborado a partir de informações cedidas pelos seus membros, revela números impressionantes, que são a prova viva de seu comprometimento. Um exemplo disso é a potência coletiva de alcance nas redes sociais, que soma mais de 1,5 milhão de seguidores. VEJA O INFOGRÁFICO COMPLETO Há três áreas fundamentais de atuação que são os pilares desse impacto avassalador: Ambiental, Social e Governança (ASG ou ESG). Em seu compromisso inabalável com a Sustentabilidade, o CIVI-CO é um farol na busca por práticas responsáveis. Os dados impressionantes evidenciam não apenas a redução de resíduos, mas também a implementação de soluções inovadoras que reverberam além de seus limites geográficos. A Inovação Social é a essência pulsante do CIVI-CO. Aqui, mentes criativas se unem para conceber soluções únicas e impactantes para desafios contemporâneos. O infográfico, em sua riqueza de detalhes, destaca as iniciativas que germinaram aqui, florescendo para mudar vidas. Governança, cultura e engajamento comunitário são pilares que sustentam a essência vibrante do CIVI-CO. O infográfico reluz com os eventos culturais, programas de integração e a participação ativa na construção de uma comunidade coesa e colaborativa. Mais que números O espírito empreendedor encontra solo fértil na Comunidade CIVI-CO. Nela, o empreendedorismo é incentivado e nutrido, resultando em startups que não só prosperam, mas também carregam consigo o propósito de criar um mundo melhor. Somente nos últimos dois anos, a Comunidade movimentou cerca de 50 milhões de reais em captações, investimentos e receitas. Em suma, o infográfico do impacto positivo fomentado pelo CIVI-CO representa mais que números e estatísticas. É um testemunho do compromisso dessa Comunidade que é um agente da mudança. CIVI-CO não é apenas um espaço; é um movimento, uma força que nos impulsiona rumo a uma sociedade mais justa, sustentável e promissora. CIVI-CO: lugar de futuros possíveis. INFOGRÁFICO DA COMUNIDADE CIVI-CO
10 eventos ESG para participar em 2024

Certamente, o consenso é de que o ESG veio para se estabelecer. Além de ser uma temática urgente e imprescindível no contexto corporativo, abrangendo empresas de pequeno a grande porte – e até multinacionais, observa-se uma crescente consolidação do assunto com setores dedicados nas organizações e profissionais cada vez mais habilitados para atuarem de maneira focalizada nos elementos representados pela sigla. O ecossistema ESG também incentiva a realização de eventos e ocasiões propícias para a troca de experiênciase a criação de redes de contatos entre aqueles que já estão ativos nessa área. Tais eventos se destacam como oportunidades significativas para essa interconexão. Diante disso, fizemos uma seleção de dez eventos que são indispensáveis para os profissionais envolvidos com ESG acompanharem em 2024. Confira! Expo Favela A Expo Favela Innovation é uma feira de negócios, cujos expositores são empreendedores e startups da favela. O objetivo é dar visibilidade para iniciativas e, assim, promover um palco para este encontro com investidores que possam acelerar estes empreendimentos e gerar negócios, a partir das oportunidades que nascerão nos eventos. Quando: a definir. ESG Land O evento contará com imersões, experiências, ativações de empresas e parceiros sobre a evolução da agenda ESG de cada participante. Quando: 26 e 27 de março Líderes Sustentáveis O evento promove uma imersão no tema Sustentabilidade e ESG, propondo o desenvolvimento integrado e sustentável de negócios e comunidades. No LS você encontra conteúdo, inovação e vai se conectar com outras cidades e Startups que tenham como propósito desenvolver soluções de impacto socioambiental. Uma oportunidade para debater temas atuais, fazer negócios e novas conexões. Evento com certificado. Quando: 23 e 24 de abril Feira Preta A Feira Preta é um evento brasileiro, o maior de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. O festival anual reúne empreendedores negros das áreas de moda, música, gastronomia, audiovisual, design, tecnologia, entre outras. Quando: 03 a 05 de maio Summit ESG O congresso online, com transmissão via YouTube, no dia 19 de junho, promoverá uma série de painéis sobre a importância das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) nos setores público e privado. O Summit ESG é realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Quando: 19 de junho Rio Innovation Week O megaevento tem o compromisso de incentivar a inovação e a tecnologia como impulsionadores de negócios, contribuindo para o crescimento de todo o mercado. Em suas edições anteriores, o Rio Innovation Week já recebeu grandes nomes como Spike Lee, Richard Branson, Steve Wozniak, Camila Farani, Monique Evelle, Nathalia Arcuri e até Anitta. Em 2024, não deve ser diferente: a conferência deve trazer as mentes mais brilhantes dos setores de tecnologia e inovação para quatro dias de insights, conexões e negócios. Quando: 13 a 16 de agosto Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia O evento que será realizado em Manaus-AM, o Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia vai apresentar, durante dois dias, uma série de palestras abordando a importância, as vantagens e oportunidades das energias limpas, do Polo Industrial de Manaus, da mitigação e compensação de gases do efeito estufa e outros. Quando: 11 e 12 de setembro Brasil ESG Summit Com o tema: “Sustentabilidade Integrada: Rumo a um Futuro Responsável”, o encontro será realizado no Hotel Novotel Jaraguá Conventions, em São Paulo, no dia 20 de setembro, e contará com um corpo de palestrantes composto por verdadeiros especialistas nas diferentes causas abordadas pela agenda ESG dentro do mercado, seja por meio da sustentabilidade dentro das corporações ou ações sociais que impactam a vida das pessoas. Quando: 20 de setembro FIFE O Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE) foi idealizado e é realizado pela Rede Filantropia desde 2014. Seu objetivo é abordar, em quatro dias, os principais e mais atuais temas da gestão do Terceiro Setor, incluindo aspectos da legislação, contabilidade, comunicação e marketing, tecnologia, voluntariado, captação de recursos, administração, entre outros. Quando: 23 a 26 de outubro Encontro G20 Brasil O objetivo principal do G20 é reunir regularmente as mais importantes economias industrializadas e emergentes para discutir questões-chave da economia global e promover políticas compatíveis com o comunicado aprovado pelo Grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta. Quando: 18 e 19 de novembro