Esporte e sustentabilidade sobem ao pódio de Paris 2024

As Olimpíadas de Paris 2024 não serão apenas o maior evento esportivo dos últimos anos, mas também um marco para a pauta de sustentabilidade e diversidade. Com um compromisso firme com o meio ambiente e o futuro do nosso planeta, Paris vem trabalhando para atingir suas metas ESG. Esta será a terceira edição dos Jogos Olímpicos na capital francesa, após as edições de 1900 e 1924. Desta vez, Paris está planejando realizar jogos que não apenas celebram o talento atlético, mas também deixarão um legado positivo para o planeta. Além de ser um mega evento esportivo, as Olimpíadas promovem a paz, a integração e a união entre os países, conforme estipulado pelo Estatuto Olímpico, com o objetivo de garantir o desenvolvimento harmonioso da humanidade por meio da prática esportiva. Um discurso que virou realidade Com uma estratégia de boas práticas ESG, os Jogos Olímpicos de Paris 2024 devem produzir apenas metade das emissões de Tóquio 2020, Londres 2012 ou Rio 2016. Diversas iniciativas estão sendo adotadas para alcançar esse objetivo, incluindo o cardápio com 60% das refeições à base de vegetais, o programa de despoluição do rio Sena, a instalação de painéis solares para substituir geradores a diesel, entre outras medidas. “É crucial que o maior evento esportivo do mundo promova iniciativas sustentáveis. Essas ações não apenas reduzem o impacto ambiental, mas também engajam os fãs, que consomem o evento com a consciência de uma preocupação ecológica por trás do espetáculo”, comenta Bruno Brum, CMO da End to End, hub de soluções e engajamento para o mercado esportivo para a revista Lance! A infraestrutura dos Jogos é um dos pontos destacados, com 95% dos locais sendo reutilizados ou construídos temporariamente, como o famoso Stade de France e o Vélodrome de Saint-Quentin. Elementos como pódios e mobiliário foram planejados desde a concepção até sua reutilização e reciclagem. A inovação no uso de materiais também é evidente nos móveis, como as camas dos atletas feitas com base de papel reciclável reforçado e colchões de polímero produzidos a partir de redes de pesca recuperadas e recicladas. Corrida pela inclusão As Olimpíadas de Paris 2024 já se tornaram históricas quando falamos de diversidade e inclusão social, com a presença de atletas LGBTQIAPN+ em várias modalidades. O número de atletas da comunidade LGBTQIAPN+ nos Jogos Olímpicos têm crescido significativamente nas últimas edições. Em Tóquio 2020, por exemplo, aproximadamente 186 atletas da comunidade participaram da competição, conforme levantamento do portal Outsports divulgado pela TNT Sports. “É maior do que eu. É o último dia do Mês do Orgulho. Queria correr pela minha comunidade. A todos os meus amigos LGBT, vocês me trouxeram pelos últimos metros. Eu pude sentir o amor e o apoio”, comentou Nikki Hiltz à NBC. A atleta é a primeira pessoa trans não-binária a representar os EUA nas Olimpíadas. Brasil também é destaque Em Paris 2024, o Brasil será representado majoritariamente pelas mulheres. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), dos 277 atletas da delegação brasileira, 153 deles são mulheres, o que representa 55% do total. A equidade de gênero é outra iniciativa de inclusão bem sucedida desta edição. O COB também está trabalhando no exemplo da França e investindo em ações para gerar impacto socioambiental positivo. Recentemente, a organização lançou o projeto Floresta Olímpica do Brasil, no estado do Amazonas. A ação vai proporcionar o reflorestamento de aproximadamente 6,3 hectares de floresta em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A iniciativa contou com o apoio de Rayssa Leal, skatista brasileira vice-campeã olímpica em Tóquio 2020. “O tema da preservação e recuperação do meio ambiente é muito importante para toda a sociedade, e para o esporte não é diferente. É verdade que toda empresa gera impacto social e ambiental e o Movimento Olímpico como um todo tem que assumir essa responsabilidade”, defende Paulo Wanderley, presidente do COB. E a medalha de ouro vai para… Esse movimento rumo à sustentabilidade nas Olimpíadas de Paris 2024 não é apenas crucial para o sucesso do evento, mas também serve para enviar uma mensagem poderosa ao mundo sobre a urgência de práticas socioambientais responsáveis. Ao priorizar a reutilização de estruturas, a redução de emissões e a promoção da inclusão social, Paris estabeleceu um novo padrão para eventos esportivos globais. No entanto, é essencial que essas promessas não sejam apenas retórica vazia. O sucesso de Paris 2024 não será medido apenas pelo desempenho dos atletas, mas pelo legado positivo deixado para as gerações futuras. Um legado que deve promover um planeta mais sustentável e uma sociedade mais diversa e inclusiva.
Mobilidade social através da Gastronomia

Uma mudança significativa está agitando o cenário do “Da Quebrada”, restaurante-escola fundado pelo chef Edson Leite e pela psicóloga Adélia Rodrigues, sua sócia na Gastronomia Periférica. Localizado no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, o Da Quebrada programa a sua reabertura no Coworking do CIVI-CO neste mês de agosto. Originalmente vegano, o menu do Da Quebrada passará a incorporar insumos agroecológicos adquiridos de pequenos produtores das extremidades da capital paulista, além de incluir opções com carnes e peixes. “Continuamos contando com o apoio da Unilever, que nos proporciona uma linha completa de nutrição, incluindo nossa antiga parceira, a Mãe Terra”, revela Edson Leite. Leia: “Da Quebrada muda de endereço e amplia o menu com peixes e carnes” Negócio periférico de impacto social A Gastronomia Periférica (GP) não é apenas um empreendimento gastronômico, mas uma plataforma de mobilidade social. Acreditando no poder da educação para transformar vidas e reduzir desigualdades, a empresa oferece cursos de culinária totalmente gratuitos, capacitando mais de mil alunos(as) desde sua fundação. Esta iniciativa social tem como missão central a formação culinária de mulheres das periferias, promovendo inclusão e oportunidades em um setor tradicionalmente elitizado. Além das aulas presenciais, a instituição expandiu suas atividades para o ensino a distância, permitindo que estudantes de todo o Brasil tenham acesso às oportunidades oferecidas. Da teoria à prática No curso de Gastronomia da GP, os alunos têm a oportunidade valiosa de estagiar no restaurante-escola Da Quebrada, uma iniciativa que surgiu em parceria com a Mãe Terra e que agora migra para o CIVI-CO. Esse estágio prático é essencial para aplicar os conhecimentos adquiridos e se tornar um profissional de cozinha competente. Além disso, a Gastronomia Periférica tem sido reconhecida como um ponto de transformação através da gastronomia, inspirando histórias de mudança, desde a sua consolidação como escola em 2018. Para além da formação gastronômica, a GP desenvolveu outras vertentes de atuação, incluindo conteúdo audiovisual, parcerias educacionais e o aplicativo que mapeia empreendedores das periferias de São Paulo. Colaborar para fortalecer Esta parceria com o Da Quebrada representa uma grande contribuição para a missão do CIVI-CO, que é ser uma Comunidade de impacto socioambiental agregadora, ultrapassando os limites do Coworking em Pinheiros. Ao unir forças com a Gastronomia Periférica, o CIVI-CO oferece um ambiente frutífero para o empreendedorismo social, onde a educação, o desenvolvimento econômico e o impacto social se entrelaçam de maneira sinérgica. A mudança do Da Quebrada para o CIVI-CO comprova que é possível multiplicar o impacto positivo coletivamente. Este novo espaço não só amplia as atividades do CIVI-CO enquanto negócio de impacto, mas também reafirma seu propósito de promover práticas sustentáveis e inclusivas.
Cannabis no Brasil: avanços, desafios e reflexões

Após nove anos de muito trabalho, no último dia 26 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que descriminaliza o porte de maconha para uso pessoal. Para diferenciar usuários de traficantes, o limite estabelecido é de 40 gramas da substância ou o cultivo de até seis plantas fêmeas de cannabis sativa. A decisão deverá ser aplicada em todo o país após a publicação da ata do julgamento. O julgamento não legalizou o porte de maconha. Segundo a justiça, o porte para uso pessoal ainda é considerado um comportamento ilícito, porém, as consequências agora são de natureza administrativa e não criminal. As minorias seguem lutando Estudiosos, empreendedores e ativistas da cannabis consideram a determinação do STF um avanço tardio. Desde 2006, a Lei de Drogas tem contribuído significativamente para o encarceramento em massa no Brasil. De acordo com o Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Instituto Humanitas360, a falta de critérios claros para distinguir entre usuário e traficante resultou em 300 mil pessoas presas em 2005. Atualmente, esse número subiu para 832 mil indivíduos atrás das grades. Os grupos mais afetados por essa política “sem regras” continuam sendo pessoas negras, jovens e moradoras de áreas periféricas. Novamente, vemos que as minorias seguem enfrentando problemas por preconceitos da sociedade. “É crucial continuar debatendo com a sociedade, fundamentado em pesquisas e um senso de justiça, especialmente diante do crescente punitivismo penal no Congresso”, defende Patrícia Villela Marino, presidente do Instituto Humanitas360. Entenda porquê a indústria da cannabis é tão criticada Soluções verdes No CIVI-CO, seguimos colaborando e entendemos a importância da cannabis e das suas possibilidades para um futuro mais sustentável. E para entender o potencial deste mercado verde, destacamos algumas iniciativas da nossa Comunidade que atuam diretamente com a planta: CANABINOTE A Canabinote é uma plataforma para a prescrição da cannabis medicinal. Eles têm um trabalho dedicado aos profissionais da saúde. São um convite para uma jornada científica, agregando confiança e segurança na terapia cannábica. CANNACARE A CannaCare é uma plataforma de Saúde e Bem-Estar que oferece e facilita acesso ao tratamento e a produtos de qualidade à base de cannabis. Vem atuando no mercado a anos e mudando a vida de milhares de pessoas. CULTIVE A Cultive é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão favorecer a produção de Cannabis por seus integrantes, com o objetivo de assegurar o direito inalienável ao acesso pleno à saúde através do autocultivo. HUMORA A Humora é uma marca brasileira que facilita o tratamento e acesso a produtos à base de cannabis medicinal. Combinando a planta com a mais alta tecnologia, seus produtos ajudam a equilibrar os humores e, consequentemente, melhorar a saúde das pessoas. INSTITUTO FICUS O Instituto Ficus fomenta o conhecimento da sociedade sobre o potencial medicinal e industrial da cannabis. A ONG trabalha pelo avanço das políticas de outros produtos naturais atualmente proibidos no país, com evidente valor terapêutico e econômico, como é o caso dos compostos psicodélicos. REDE REFORMA A Rede Reforma é uma associação que congrega advogados(as) e organizações sensíveis às injustiças provocadas pela atual política de drogas no Brasil. Uma de suas iniciativas é o apoio e consultoria a associações e pacientes que fazem uso terapêutico de cannabis sativa e outras drogas tornadas ilícitas. THE GREEN HUB A The Green Hub é uma plataforma brasileira de cannabis dedicada a desbloquear o potencial dessa indústria no país. Com seis anos de experiência, eles mapearam mais de 200 negócios, aceleraram 20 startups e colaboraram com mais de 30 clientes em setores variados. Fica a reflexão Diante desse panorama é necessário considerar não apenas aspectos legais e jurídicos, mas também os impactos sociais, ambientais, econômicos e de saúde pública de políticas que historicamente se mostraram ineficazes e prejudiciais para muitos segmentos da sociedade. Portanto, a decisão do STF deve ser vista como um convite à reflexão e ao aprofundamento do diálogo público sobre como avançar na construção de uma política de drogas mais justa, humana e eficiente no Brasil. Este é um momento crucial na história do Brasil em relação à sua política de drogas. Vamos seguir acompanhando e participando ativamente deste processo de transformação, pois o CIVI-CO é este espaço que promove debates e soluções inovadoras.
Brasil se destaca com empresas sustentáveis

Nos últimos anos, o Brasil testemunha um aumento significativo no número de empresas que vêm incorporando no seu dia a dia práticas sustentáveis e consumidores mais preocupados com as questões ambientais e sociais. Tal crescimento reflete um movimento global em direção a uma economia mais consciente e responsável, onde as empresas não apenas visam o lucro, mas também buscam minimizar seu impacto ambiental negativo, promover a igualdade social e garantir uma governança transparente e ética. Essas empresas não desenvolvem apenas produtos e serviços inovadores, mas também têm promovido explicitamente seu compromisso com a redução de emissões, gestão responsável de recursos naturais e inclusão social. Panorama promissor O Observatório Sebrae Startups divulgou um relatório que apresenta o cenário das startups de impacto no Brasil. Ao todo, o país conta com 408 startups de impacto, número que vem crescendo nos últimos anos, onde 79% delas estão focadas em resolver questões ambientais. Entre os principais segmentos da área ambiental, destacam-se a reciclagem e gestão de resíduos (18,7%), a redução de emissões de gases de efeito estufa (18,3%) e o uso sustentável dos recursos naturais (17,5%). Em outro estudo realizado pela Fundação Dom Cabral, constatou-se que a maior parte das startups da América Latina com foco em impacto social são brasileiras: 60% delas estão no Brasil e 100% das startups atuam em algum Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Saiba mais sobre a relação entre os Direitos Humanos e ODS Consumidores ditam as regras Analisando esses dados, é nítido que as empresas estão preocupadas em ampliar suas práticas sustentáveis e sociais. Porém, esse movimento só está acontecendo devido à mudança nos hábitos de consumo da sociedade. Nos últimos anos, podemos observar uma crescente conscientização ambiental e social entre os consumidores, que estão cada vez mais exigentes quanto à ética e responsabilidade das marcas. Esta mudança de comportamento está impulsionando as empresas a adotarem políticas ESG. Segundo pesquisa da Future Consumer Index, da EY, 73% dos brasileiros estão profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. Isto é maior do que a média global de 64%. Já 35% esperam que a mudança climática piore nos próximos seis meses, versus 43% globalmente. Falta incentivo financeiro Apesar dos avanços, ainda há desafios significativos a serem enfrentados. A falta de financiamento adequado para iniciativas (normalmente pequenas) sustentáveis e a conscientização real sobre práticas ESG são alguns dos obstáculos que as empresas brasileiras precisam superar para continuar avançando no caminho da sustentabilidade. “Hoje o capital está focado em regulamentação. Essa atenção vai causar um pouco de distração do que deveria ser o foco. Estamos focados em compliance e não em promover a mudança agora. Vejo esse sino tocar muito forte no mundo corporativo nos próximos anos”, alerta Ricardo Assumpção, especialista da EY para América Latina, para o portal Terra. Protagonismo brasileiro O Brasil está em uma fase crucial de transição para se tornar uma potência mais ambiental e socialmente responsável. Com um governo que declara a sustentabilidade e a preocupação com a diversidade como prioridades, saímos em vantagem para sermos uma referência global. Nosso país se posiciona para liderar nações emergentes em direção a um futuro sustentável para todos e todas, impulsionado pelo crescente número de empresas adotando práticas ESG e uma legislação cada vez mais alinhada com os padrões internacionais de sustentabilidade.
O impacto positivo da Diversidade e Inclusão nas empresas

Segundo o dicionário Michaelis, a palavra diversidade pode ser definida como “qualidade daquilo que é diverso, diferença, dessemelhança, variação, variedade.” Este termo nunca esteve tão em alta como atualmente. Seja na televisão, nas campanhas publicitárias ou no mundo corporativo, a inclusão tem se tornado pauta e meta a ser alcançada. CIVI-CO sempre declarou seu compromisso em ser “uma comunidade de ‘fazedores’ que buscam o exercício extenuante da integridade, da solidariedade, da cooperação, da generosidade e da diversidade, onde valores e virtudes sejam semeadura e adubação na elaboração de respostas inteligentes às dores da sociedade.” De acordo com o último relatório de impacto da Comunidade CIVI-CO, este empenho se reflete nos dados de diversidade. O perfil das lideranças do CIVI-CO é representado por 56% de mulheres, 28% de pessoas negras e 10% de pessoas LGBTQIA+. E seguimos trabalhando para melhorar esses índices a cada ano. “Quando falamos sobre diversidade, estamos nos referindo à pluralidade de perfis dentro de uma organização. É ir além da diversidade que pode ser vista, abraçando a bagagem de vida das pessoas, suas experiências diferentes e mindsets. O mais legal da diversidade é o recheio, não só a casca”, conta Isabel Pires, Gerente Sênior da Page PCD, divisão de recrutamento do PageGroup focada em Diversidade. Os dados não mentem Um levantamento da startup Blend Edu mostra que 72% das empresas participantes têm uma área dedicada à gestão de diversidade e inclusão. Entre pequenas e médias empresas, 85% informaram ter orçamento dedicado à temática. Em outro estudo feito pelo Instituto Identidades do Brasil (IDBR) evidenciou os impactos positivos da diversidade no mercado de trabalho. Para cada 10% de elevação da diversidade de gênero, verificou-se o acréscimo de aproximadamente 5% na produtividade destas organizações. De fato, não faltam dados que provem o aumento dos benefícios gerados para as empresas que investem em inclusão. No entanto, o desafio é que a maioria das pequenas e grandes empresas ainda não sabem como implementar efetivamente a diversidade em sua rotina de trabalho. Do discurso à ação Existem inúmeras abordagens para adotar a diversidade no mundo corporativo. Cada empresa deve compreender qual estratégia é mais adequada e qual caminho seguir para implementar essas práticas. Aqui estão 5 ações essenciais para colocar a diversidade e inclusão como prioridade na sua empresa: Recrutamento equitativo: Um dos primeiros passos para promover a diversidade é garantir que as práticas de recrutamento sejam equitativas e livres de preconceitos. Isso inclui garantir igualdade de oportunidades para candidatos de todos os grupos. Lideranças diversas e representativas: Oferecer programas de desenvolvimento de liderança que identifiquem e desenvolvam talentos diversos para cargos de liderança é essencial para garantir que a empresa tenha uma liderança que reflita a diversidade de sua força de trabalho. Políticas antidiscriminação: É fundamental ter políticas claras e rigorosas de antidiscriminação e um processo transparente para relatar e investigar incidentes de discriminação ou assédio. Transparência e Prestação de Contas: Manter a transparência sobre os esforços de diversidade e inclusão da empresa é imprescindível. A gestão deve definir metas mensuráveis, fazer relatórios honestos e reelaborar aquelas práticas que não estão sendo efetivas. Coerência: Manter a coerência entre o que é falado e o que é praticado, é o alicerce sobre o qual a confiança e a credibilidade de uma empresa são construídas. É vital que os valores de diversidade e inclusão sejam mais do que apenas declarações de missão ou slogans. O futuro é Diverso Ao abraçar a pluralidade de perfis e experiências, as empresas não apenas refletem a sociedade em que estão inseridas, mas também promovem ambientes de trabalho mais inovadores, produtivos e inclusivos. A diversidade empresarial não é apenas uma tendência passageira, mas uma necessidade vital para o sucesso a longo prazo das organizações. Os dados demonstram claramente os benefícios tangíveis da diversidade, desde o aumento da produtividade até a melhoria da reputação da marca. Sua empresa possui alguma iniciativa para fomentar a Diversidade e Inclusão? Conta para a gente aqui nos comentários!
O mercúrio ilegal dos garimpos brasileiros

Por Instituto Escolhas Referência no levantamento de dados sobre a produção e o comércio de ouro ilegal no Brasil, o Instituto Escolhas acaba de divulgar um novo estudo no tema. Desta vez, a organização aborda o comércio de mercúrio, metal altamente tóxico, mas ainda largamente usado na extração de ouro nos garimpos. O estudo “De onde vem tanto mercúrio?” revela que nada menos que 185 toneladas de mercúrio de origem desconhecida podem ter sido utilizadas para a produção de ouro em garimpos brasileiros entre 2018 e 2022. Segundo o estudo, é possível estimar que foram utilizadas entre 165 e 254 toneladas de mercúrio para produzir as 127 toneladas de ouro registradas em áreas com permissão de lavra garimpeira no Brasil naqueles cinco anos. No entanto, de acordo com os dados oficiais, o país – que não é produtor de mercúrio importou apenas 68,7 toneladas do metal. Isso indica que entre 96 e 185 toneladas de mercúrio podem ter origem ilegal. “Esse dado preocupa porque revela uma enorme falha do controle oficial sobre o comércio de algo que representa um grave perigo à saúde humana e ao equilíbrio ambiental. O Brasil precisa se comprometer com o fim do uso do mercúrio e, até que isso ocorra, o mínimo que se espera é um controle rígido sobre o mercúrio que ainda circula no país”, alerta Larissa Rodrigues, pesquisadora do Escolhas e responsável pelo estudo. Rodrigues pontua que, entre 2002 e 2022, as exportações de ouro brasileiro saíram de 35 toneladas para 96 toneladas por ano e as áreas de garimpos saíram de 68 mil hectares para 224 mil hectares. “Os garimpos não deixaram de usar mercúrio na extração de ouro nessas duas décadas, mas as importações oficiais de mercúrio no país caíram de 67 toneladas para 15 toneladas por ano naquele mesmo período. A conta não fecha e tudo aponta para uma ampliação do comércio ilegal de mercúrio no país”, destaca a pesquisadora. Leia o estudo na íntegra.
Meio Ambiente e Negócios: uma parceria necessária

Nos últimos anos, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência no mundo dos negócios. As empresas que ignoram as boas práticas socioambientais não estão só apenas colocando em risco o futuro do planeta e de toda vida terrestre, mas também comprometendo sua relevância e competitividade no mercado. Segundo levantamento produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e divulgado pela Agência Brasil em 2022, seis em cada dez empresas têm uma área ou departamento de sustentabilidade. O número quase dobrou em relação ao ano de 2021, quando 34% das indústrias no país relataram ter essa preocupação. No CIVI-CO, atuamos como um hub de impacto socioambiental, impulsionamos iniciativas transformadoras e fomentamos de maneira colaborativa a inovação. Somos um ecossistema com mais de 130 empresas unidas pelo propósito de tornar o mundo um lugar melhor. A seguir, destacamos alguns dos membros da nossa Comunidade que desenvolvem soluções sustentáveis. Impacto Ambiental positivo ▪️ Positiv.a Fundada em 2016, a Positiv.a é uma empresa brasileira que desenvolve produtos de limpeza e autocuidado. Eles acreditam que é possível cuidar da casa, dos nossos pertences e do corpo de forma saudável e sustentável. Todos os produtos da empresa são biodegradáveis e embalados em materiais compostáveis e recicláveis. Em 2023, a marca compensou 120% das embalagens que colocou no mercado. Seus produtos, além de eficazes na limpeza, são formulados para minimizar o impacto ambiental, sem ingredientes nocivos que poluem rios e oceanos ou prejudicam a fauna marinha. ▪️ Sea Shepherd Brasil A Sea Shepherd foi fundada pelo Capitão Paul Watson em 1977, para combater crimes ambientais nos oceanos. Com a expansão da ONG, a iniciativa chegou ao Brasil, onde sua missão é proteger a vida marinha e combater a destruição de habitats. Utilizando táticas inovadoras e ações diretas, a Sea Shepherd Brasil defende a biodiversidade de nossos rios e mares, aplicando leis de conservação. Suas campanhas visam proteger os animais marinhos e as aves aquáticas da pesca ilegal, da destruição de habitats e da exploração em cativeiro. ▪️ The Natural Conservancy Brasil (TNC) Com 35 anos de atuação no Brasil, a TNC trabalha na conservação e restauração ambiental. Atuando na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, a organização incorpora boas práticas de negócios e políticas governamentais, inspirando outros a agir. Entre seus resultados expressivos estão a criação de uma política pioneira de rastreabilidade da pecuária bovina na Amazônia e um estudo inédito sobre o potencial de absorção de carbono em florestas restauradas no Cerrado. ▪️ Rare Líder global na aceleração da mudança social, a Rare atua há mais de 50 anos em 60 países, apoiando milhões de pessoas e comunidades ao redor do mundo. Comprometida com o bem-estar e a prosperidade de toda a vida na Terra, a organização combate as alterações climáticas, promove a biodiversidade e a equidade na conservação, e direciona fundos públicos e capital privado para melhores resultados ambientais. No Brasil, a Rare já atuou em sete estados costeiros desde 2015, e atualmente foca seus esforços no Pará. A transformação é coletiva Além desses projetos, o CIVI-CO abriga diversas iniciativas que atuam direta ou indiretamente com soluções de impacto socioambientais, como The Question Mark, Wildlife Works, Fervura no Clima, Horta da Terra e muitas outras. O trabalho feito diariamente por todas essas startups, organizações e institutos nos dão esperança para acreditar em um futuro onde o progresso e a sustentabilidade sejam equalizados. É crucial que as empresas não apenas implementem práticas sustentáveis internamente, mas também desenvolvam produtos e serviços que reflitam esse compromisso. A sustentabilidade não é uma tendência passageira, mas uma necessidade urgente e contínua para garantir a nossa sobrevivência no planeta.
Fomentando a sociobioeconomia da Amazônia

A Azul Linhas Aéreas trouxe para São Paulo dezenas de empreendedores da região Norte e suas produções locais para um encontro de dois dias com empreendedores da metrópole interessados em investir e promover a sociobioeconomia da floresta Amazônica. Os eventos foram realizados pela companhia aérea em parceria com o CIVI-CO e Coletivo Pinheiros, com o apoio da ASSOBIO – Associação dos Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia, e aconteceram na sede do CIVI-CO, Hub de Impacto Socioambiental. Os negócios e empreendedores(as) do bairro de Pinheiros tiveram a oportunidade de conhecer pessoas, histórias, sabores, aromas, cores e visuais diferentes de tudo aquilo que estão acostumados na capital paulista. Todos sob o mesmo céu No primeiro dia, a feira “Conexão Amazônia Azul” contou com a exposição de 20 marcas de empreendedores(as) da Amazônia, cujos produtos foram degustados e adquiridos por visitantes e representantes do empresariado paulistano. Entre os itens expostos estavam: bolsas, colares, sabonetes, bebidas, geleias exóticas, farinhas, chocolates, sorvetes, etc. “Aproximar a nossa produção, o nosso propósito e nossos saberes ancestrais e inovadores da Comunidade CIVI-CO e do público de Pinheiros é um privilégio para todos nós, empreendedores da floresta”, celebra Paulo Monteiro dos Reis, presidente da ASSOBIO e cofundador da Manioca. A feira possibilitou diversas conexões e trocas de experiências entre os empreendedores paulistanos e nortistas, resultado do esforço coletivo orquestrado pelo Hub ESG do CIVI-CO e Coletivo Pinheiros, associação dos comerciantes locais do bairro de Pinheiros. “Eu tenho como missão uma frase de uma liderança indígena que diz : ‘ninguém respeita aquilo que não conhece’. Por isso, dar visibilidade a esse conhecimento ancestral é fundamental para valorizar o Brasil que poucos conhecem”, afirma Vanêssa Rochha, presidente do Coletivo Pinheiros. O segundo dia foi marcado pelo painel “Desafios e Oportunidades da Sociobioeconomia”, que contou com a presença de mais de 80 participantes no Auditório do CIVI-CO. O debate reuniu empreendedores paulistanos e nortistas e lideranças do mundo corporativo para discutir e encontrar soluções coletivas para promover a sociobioeconomia na região amazônica. Para a Diretora Executiva do CIVI-CO, Ana Luiza Prudente, jornalista e mediadora do painel, iniciativas que promovem as comunidades do Brasil profundo são essenciais e urgentes: “Acreditamos em um capitalismo consciente e regenerativo, com um modelo que prioriza o lucro com propósito. Fomentar a sociobioeconomia da Floresta Amazônica também é apoiar esta economia inclusiva e circular que irá impactar positivamente os negócios de todas as regiões do Brasil”. Novos voos Esses encontros com empreendedores fazem parte das ações promovidas pelo “Movimento ARA” – Todas as Amazônias sob o Mesmo Céu Azul. O projeto criado pela Azul faz parte do seu plano estratégico de ESG para incentivar e manter iniciativas que estimulem os negócios de microempresários. De acordo com Filipe Alvarez, Gerente de Sustentabilidade da Azul, “a meta agora é expandir a missão da Azul através do Movimento ARA, conectando pessoas e promovendo o desenvolvimento do país”. Segundo ele, os planos de ESG na companhia começam pelo S (de Social) da sigla. Por isso, iniciativas como esse encontro de empreendedores da Amazônia e São Paulo são valiosas. “Queremos continuar pensando e promovendo iniciativas que estimulem o conhecimento sobre a diversidade e riqueza de todas as regiões do país e que, assim, fomentem os contatos e as relações de negócios com todos os perfis de empreendedores”, conclui Alvarez.
Produção local de alimentos pode garantir vida mais saudável nas grandes cidades

Por Instituto Escolhas O que têm em comum as cidades de São Paulo, Recife e Curitiba? A resposta é alarmante: mais da metade dos seus habitantes vive com pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias. Essas capitais também registram baixo índice de consumo diário de alimentos saudáveis, enquanto os alimentos ultraprocessados estão cada vez mais presentes na rotina dos seus habitantes. Considerando esses fatos, o policy brief ”Promoção da saúde e a produção de alimentos nas cidades”, lançado em abril de 2024, defende que a produção de alimentos nas cidades deve compor o rol de estratégias públicas para frear a atual tendência de adoecimento por DCNT e promover a saúde da população. Fruto de uma parceria entre o Instituto Escolhas e a Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis – vinculada a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), a publicação traça um panorama da saúde e do consumo alimentar das populações de seis capitais – Rio de Janeiro, Belém, Distrito Federal, além das outras citadas acima. Os dados do policy brief mostram que entre 63% e 68% da população das capitais brasileiras não consome frutas, legumes e verduras regularmente – isto é, cinco ou mais dias da semana. O percentual de pessoas vivendo nas capitais que não atingem o consumo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – 400g/dia/pessoa – é ainda mais alto: de 78%, segundo a Vigitel. “Esse baixo consumo está, muitas vezes, vinculado ao preço dos alimentos in natura, especialmente nos segmentos sociais em situação de vulnerabilidade econômica. A produção de alimentos nas áreas urbanas tem um enorme potencial para atacar essa questão, colaborando para a redução dos custos de transporte e comercialização”, explica Jaqueline Ferreira, gerente de portfólio do Escolhas. Para além do preço, moradores de áreas periféricas também enfrentam a baixa presença de estabelecimentos que vendem produtos in natura, enquanto predominam aqueles que vendem produtos ultraprocessados nesses territórios. O impacto disso na saúde é inevitável. ”Para podermos reverter esse cenário, além de estratégias de educação alimentar e nutricional, que podem ajudar as pessoas a fazer melhores escolhas alimentares, é fundamental que os alimentos in natura sejam produzidos e disponibilidades nas cidades, perto das pessoas, melhorando as possibilidades de acesso físico e financeiro a esses alimentos”, destaca Nadine Marques, pesquisadora da Cátedra Josué de Castro. Recomendações O policy brief chama a atenção para a responsabilidade da gestão pública, a quem cabe não apenas fomentar a produção de alimentos nas cidades, mas também implementar ações para que tais alimentos cheguem aos consumidores, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Um exemplo é a cessão de áreas ociosas, como lotes vazios e áreas sob linhas de transmissão, para coletivos de agricultores e associações. Outra recomendação trazida pela publicação é a aquisição de alimentos da agricultura urbana via compras públicas institucionais, em especial para equipamentos de segurança alimentar, como restaurantes populares e cozinhas solidárias. “A produção de alimentos pode transformar as cidades de forma radical, melhorando a qualidade de vida nos espaços urbanos. Mas, para isso acontecer, a gestão pública, em seus diferentes níveis, precisa se comprometer com essa agenda e reconhecer sua importância dentre as estratégias de promoção da saúde e combate à fome”, completa a gerente do Escolhas. Leia o policy brief na íntegra
Clima em Colapso: tempo de ajudar e refletir

Das reportagens de telejornais e portais de notícias online, dos podcasts aos stories dos(das) influenciadores(as) digitais, a tragédia climática do Rio Grande do Sul tem mobilizado a mídia e o povo brasileiro nas últimas semanas. O que começou como uma tragédia local rapidamente se tornou uma preocupação global, despertando solidariedade e ações efetivas de todo o mundo. Enquanto a mídia nacional se empenha em transmitir todos os detalhes, os olhos do planeta se voltam para o Brasil. Veículos da imprensa internacional, como o The New York Times e o The Guardian, também vêm relatando os acontecimentos. A importância de políticas ambientais A situação do Rio Grande do Sul não foi provocada apenas pela chuva, mas também pela crise climática e pelo negacionismo. Não podemos analisá-la como um acontecimento isolado, devemos entender como uma consequência do descaso ambiental. Como lembrado pelo Intercept Brasil, há menos de 10 anos, a gestão de Dilma Rousseff fez um amplo estudo que indicava que as mudanças climáticas causariam chuvas acentuadas no sul do Brasil. Em entrevista à CNN Brasil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse: “Muitos diziam que aquilo era ecoterrorismo, que aquilo não ia acontecer, e infelizmente está acontecendo.” Leia: Como cuidar do planeta com simples mudanças? Desafios dobrados Além da batalha para salvar as vítimas das chuvas, ainda precisamos lutar contra um antigo adversário: as fake news. Como uma praga persistente, a desinformação encontra terreno fértil em tempos de incerteza e medo. Normalmente, esse conteúdo era disseminado por pessoas anônimas. Porém, cada vez mais “formadores(as) de opinião” estão compartilhando notícias falsas para os seus milhares de seguidores. Um total desserviço! Veja o estudo: Fake News: A força da (des)informação na rede É hora de ajudar Para combater as fake news e destacar maneiras seguras de ajudar o povo gaúcho, separamos ações de parceiros e membros da nossa Comunidade que estão atuando diretamente com as vítimas da tragédia. Campanhas apoiadas por membros da Comunidade CIVI-CO: Parceiros Voluntários A missão da ONG é integrar doadores, voluntários, ONGs e autoridades governamentais, captar e direcionar recursos para enfrentar as consequências das chuvas. A Parceiros Voluntários orienta sobre as melhores práticas para voluntários e empresas, com processos de auditoria rigorosos e alinhados com a Defesa Civil do Estado. Saiba como contribuir na página da campanha. Arquitetos Voluntários Neste momento, os Arquitetos Voluntários estão mobilizando uma rede de profissionais para atuar nos Núcleos AVs das cidades de Porto Alegre e Serra. Além disso, eles estão arrecadando materiais de construção civil, mobiliário, utensílios domésticos e eletrodomésticos. Você pode se cadastrar como voluntário pelo link na bio do Instagram deles e/ou fazer doações pelo Pix: 41.488.235/0001-51 (CNPJ). Herself Além da doação de mais de 2 mil produtos, a Herself está arrecadando fundos com foco em higiene básica e saúde menstrual para vítimas das inundações no RS. Você pode colaborar com qualquer valor pelo link da campanha ou levar doações para a loja da Herself em São Paulo: Av. São Luís, 187 – loja 21, 1º andar – República, São Paulo – SP. Campanhas de doações para grupos vulneráveis: CUFA RS Para: população periférica Pix: [email protected] MMM Marcha Mundial das Mulheres Para: mulheres periféricas Pix: [email protected] Afrika Sulista Para: povos quilombolas Pix: 53 99131-6780 Comissão Guarani Yvyrupa Para: povos indígenas Pix: 21.860.239/0001-01 Rodando Pela Vida Para: pessoas com deficiência Pix: [email protected] Instituto Colo de Mãe Para: mães atípicas (autismo) Pix: [email protected] Movimento sem Terra Para: Marmitas MST Pix: 09.352.141/0001-48 Deise Falci de Castro Para: resgate de animais Pix: [email protected] Essas são algumas opções de iniciativas confiáveis para você contribuir para com a população gaúcha. Lembrando que as agências dos CORREIOS de todo o Brasil também estão recebendo doações. Ainda que pouco, se cada um de nós fizermos a nossa parte, juntos e juntas podemos ajudar a reconstruir um futuro digno para o Rio Grande do Sul.