A piscicultura da Amazônia está afogando

Por Instituto Escolhas O cultivo de peixes nativos na Amazônia não tem recebido a merecida atenção dos governos federal e estaduais, considerando seu potencial econômico e baixo impacto ambiental. É o que mostra o novo estudo do Instituto Escolhas, “Solução debaixo d’água: o potencial esquecido da piscicultura amazônica”, que traz um levantamento inédito sobre o atual panorama da piscicultura de espécies nativas nos nove estados da Amazônia Legal. O mapeamento geoespacial identificou 76.942 hectares de lâmina d’água naquela região e 61.334 empreendimentos de piscicultura – um número 39% maior do que mostra o Censo Agropecuário. “A ausência de dados robustos e atualizados do setor foi um dos grandes desafios da pesquisa e já é um sinal, por si só, da pouca atenção recebida pela piscicultura por parte do poder público”, pontua Sergio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas. Segundo o estudo, o cultivo de peixes nativos da Amazônia é viável economicamente, tem a vantagem de usar até 10 vezes menos espaço para produzir a mesma quantidade de carne que a pecuária extensiva e pode gerar uma renda significativa – especialmente para os pequenos produtores, que respondem por 95,8% das propriedades mapeadas. Para isso, no entanto, a atividade precisa alcançar novos mercados para se manter relevante regionalmente e ganhar competitividade no cenário nacional. “Um avanço consistente no mercado nacional depende da resolução de dois gargalos: solucionar os problemas responsáveis pela baixa produtividade, como a falta de acesso à assistência técnica adequada, e aumentar a produção, que oscila entre 160 mil e 175 mil toneladas anuais desde 2015. Para efeito de comparação, somente o estado do Paraná, maior produtor de peixes do país, produziu 150 mil toneladas em 2022”, afirma Sergio Leitão. De acordo com a pesquisa, os empreendimentos de piscicultura na Amazônia têm, em média, 19% de área inativa. Esse percentual chega a 20% nas pequenas propriedades. Isso acontece porque, no atual contexto de pequena produção e baixa produtividade, o investimento necessário para manter os tanques ativos não compensa. Os estados do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima foram diagnosticados com baixa produtividade. Isso significa que eles poderiam aumentar a produção local sem expandir a lâmina d’água, apenas combinando a reativação das áreas não usadas com estratégias de aumento da produtividade, como assistência técnica e o uso de ração e alevinos de melhor procedência. O acesso ao crédito, que poderia mudar essa realidade, emerge como mais um gargalo, principalmente devido à necessidade de regularizar o empreendimento para acessar o recurso. Em 2022, pouco mais de R$ 189 milhões (28,4% do total nacional) foram efetuados em operações de crédito para custeio de piscicultura na Amazônia Legal. Em termos de investimento, os estados da Amazônia Legal participaram apenas com R$ 5,3 milhões ou 10,5% em relação ao total nacional. Além da falta de dados, da saturação do mercado regional e da baixa produtividade decorrente da ausência de assistência técnica e infraestrutura, outros dois fatores ajudam a explicar a situação atual da piscicultura amazônica: o desinteresse dos governos estaduais e federal em reconhecer o potencial da piscicultura e investir no setor e o marco regulatório defasado de alguns estados. Combinando as tendências atuais verificadas em cada estado, o estudo prevê um crescimento de 175 mil toneladas para 183 mil toneladas nos próximos dez anos, ao fim dos quais, o setor terá crescido apenas 4,6%. “Temos milhares de pequenos piscicultores na Amazônia que se mantêm atuantes apesar da falta de acesso à assistência técnica e infraestrutura e da ausência de visão dos governos locais sobre o potencial dessa cadeia produtiva e sua importância no contexto regional”, finaliza Leitão. Leia o estudo na íntegra
Saúde mental é assunto para o ano todo

Setembro é o mês dedicado à prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo. Essa campanha foi criada no Brasil em 2015, inspirada em ações internacionais que visam aumentar a conscientização sobre a saúde mental e a importância de falar abertamente sobre o tema. A cor amarela foi escolhida em homenagem a uma história de superação: um jovem que se suicidou, mas deixou uma carta onde expressava o desejo de ajudar outras pessoas a evitar o mesmo destino. Desde então, o Setembro Amarelo se tornou um chamado à ação, convidando todos a refletirem sobre suas emoções e a buscarem apoio quando necessário. Nas empresas A pressão por resultados, longas jornadas de trabalho e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional contribuem para o aumento de casos de ansiedade, depressão e burnout. Por isso, a saúde mental nas empresas é um assunto cada vez mais relevante, impulsionando a criação de políticas internas nos últimos anos. Um estudo divulgado pela revista Exame, destaca que 33% dos colaboradores avaliados apresentam algum tipo de transtorno mental em nível. Além disso, empresas que não investem na saúde mental de seus colaboradores enfrentam um impacto negativo na produtividade e um aumento nas taxas de absenteísmo. Fomentar um ambiente de trabalho saudável e acolhedor é essencial para garantir o bem-estar dos funcionários e a eficácia das organizações. “A saúde mental há algum tempo tem mostrado os maiores índices de afastamento do trabalho, no Brasil, inclusive, é o principal motivo de afastamento do trabalho”, afirma Susana Borges, supervisora de benefícios e qualidade de vida do CIEE. Trate bem suas emoções Cuidar da saúde mental é tão crucial quanto cuidar da saúde física. A mente saudável influencia diretamente nossas relações, nosso desempenho no trabalho e nossa qualidade de vida.Assim como procuramos um médico quando estamos doentes, é fundamental buscar apoio psicológico quando sentimos que não estamos bem. Práticas como terapia, meditação, exercícios físicos e ter uma alimentação saudável são ferramentas eficazes que podem ajudar a manter um estado mental equilibrado. Além disso, cultivar relacionamentos saudáveis e conversar abertamente sobre sentimentos pode ser um grande alívio e um passo importante para a recuperação. Onde procurar ajuda Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, saiba que não está sozinho. Existem diversas formas de obter apoio gratuito. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento 24 horas, todos os dias, através do número 188. O serviço é confidencial e anônimo, proporcionando um espaço seguro para falar sobre suas emoções e desafios.Além do CVV, muitos hospitais e clínicas oferecem serviços de apoio psicológico gratuito ou a baixo custo. Também é possível encontrar grupos de apoio e redes de suporte em comunidades locais que visam promover a saúde mental.
Menos discursos vazios e mais ação!

Nos últimos anos, a sustentabilidade vem sendo um tema central nas agendas corporativas e nas preocupações dos consumidores. No entanto, uma nova pesquisa da consultoria Bain & Company, intitulada “Guia do CEO Visionário para Sustentabilidade 2024”, revela uma mudança significativa no foco das lideranças empresariais. Questões como inteligência artificial (IA), crescimento econômico, inflação e incertezas geopolíticas estão agora no topo da lista de prioridades, enquanto a sustentabilidade e as práticas ESG têm sido colocadas em segundo plano. Essa mudança traz à tona uma série de desafios Enquanto algumas empresas trilham um caminho de negação ou superficialidade, os consumidores podem se tornar cada vez mais exigentes. É o que indica o estudo encomendado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS): 95% dos brasileiros dão preferência para produtos e serviços de empresas que investem em práticas sustentáveis. Ainda nesta pesquisa, conseguimos ver também que 64% das pessoas já deixaram de comprar de uma marca ao entender que a empresa ou seus funcionários não tiveram um comportamento ético e sustentável. Já a pesquisa ”Raio-X do ESG nas empresas brasileiras: desafios e oportunidades”, mostra que 80% dos executivos declaram que as medidas de impacto estão presentes na sua empresa, mas apenas 22% realizam gestão e acompanhamento dos seus temas ESG relevantes. “Há um certo descompasso entre intenção e ação e outro entre ações dispersas e estratégia estruturada. Tenho visto muitas empresas que possuem iniciativas, mas não uma estratégia que integre essas práticas. O que falta no mercado é esse direcionamento”, declara Danilo Maeda, Head da Beon O planeta depende de todos e todas nós A desconexão entre o que as empresas pregam e o que realmente praticam pode ter consequências graves. Quando as ações não respondem às promessas de sustentabilidade, a resposta da empresa é diretamente afetada. Para que uma mudança real ocorra é necessário que tanto as empresas quanto os consumidores adotem uma abordagem mais integrada e comprometida com a sustentabilidade. As empresas precisam ir além da retórica e implementar estratégias de ESG robustas, que não sejam apenas discursos, mas práticas concretas e monitoradas. É agora ou nunca A verdadeira mudança começa com a combinação de esforços coletivos: um compromisso autêntico das empresas e uma demanda contínua dos consumidores pela responsabilidade ambiental. Assim, podemos construir um futuro onde a sustentabilidade não é apenas uma meta, mas um indicador de sucesso. “Devemos ter consciência de que nosso tempo para agir está se esgotando e assumirmos definitivamente o que a ciência nos diz: ou respeitamos a natureza, e fazemos dela uma aliada, ou inviabilizaremos nosso futuro”, alertou Marina Silva, Ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil.
Por que o Brasil está em chamas?

Na última quinta-feira (05), comemoramos o Dia Nacional da Amazônia, um momento de reflexão sobre a importância vital da maior floresta tropical do planeta. No entanto, a data chega em um contexto de crise ambiental severa que ofusca parte da celebração. Nos últimos meses, o Brasil tem sido palco de uma catástrofe climática: a Amazônia enfrenta um aumento dramático das queimadas e uma grave seca dos rios, revelando a urgência da preservação da região. Com mais de 135 mil focos de incêndio registrados até o início de setembro deste ano, um aumento de 101% em relação ao mesmo período do ano passado, é urgente entender as causas e buscar soluções eficazes e emergenciais. Triste realidade O agravamento dos incêndios florestais é impulsionado pela combinação de mudanças climáticas e ações humanas. A intensificação da seca e o aumento das temperaturas contribuem para a elevação da frequência e da severidade desses incêndios, criando condições ideais para sua propagação descontrolada. No entanto, as atividades humanas desempenham um papel significativo nesse cenário. Diversos incêndios são provocados intencionalmente por indivíduos que buscam degradar áreas para futuros usos, como forma de protesto ou mesmo vandalismo. O problema se torna ainda mais grave com o aumento das queimadas na Amazônia e no Cerrado, onde a prática de usar o fogo para limpar áreas desmatadas é comum. Apesar dos esforços para intensificar a fiscalização e reduzir o desmatamento, o número de queimadas tem aumentado, principalmente devido à degradação das áreas que já foram desmatadas. Amazônia viva Além das políticas do governo, o trabalho dos movimentos sociais e das organizações do terceiro setor faz a diferença. Na semana em que celebramos a importância da biodiversidade da Amazônia, mais de 300 atividades culturais já começaram em todo o Brasil. Na sua terceira edição, a Virada Cultural Amazônia de Pé mobiliza uma aliança composta por mais de 350 organizações e coletivos, que promovem e divulgam a mensagem “O que acontece na Amazônia não fica na Amazônia” para engajar diferentes segmentos da população brasileira em discussões sobre o tema. Durante a Cúpula Social do G20 será entregue uma carta aos ministros Marina Silva e Paulo Teixeira, que apresentará propostas para fortalecer a proteção das florestas públicas da Amazônia contra a grilagem, o desmatamento e as queimadas. “É tempo de ação coletiva: brasileiros e brasileiras de todos os cantos precisam somar forças com a luta dos povos ancestrais e levar o debate sobre Amazônia e clima para redes, praças, ruas e rios de todo o país. E a cultura é fundamental para esse tipo de mobilização”, afirma Daniela Orofino, diretora da Amazônia de Pé. Precisamos dar o exemplo Com a chegada da COP 30 e do G20 em nosso país, essa crise pode ser vista como uma oportunidade de discutir globalmente as soluções para a Amazônia, reafirmando a importância do bioma que é habitado por mais de 30 milhões de pessoas, que ainda enfrenta desafios sérios e urgentes. Pela primeira vez, os povos amazônicos têm chances mais concretas de pautar a justiça climática dentro do seu próprio território, a partir da sua perspectiva. Enquanto os líderes mundiais estiverem reunidos em Belém, provavelmente na época da seca, as queimadas, o desmatamento ilegal e a fumaça serão questões inevitáveis. Neste momento, o nosso país tem a obrigação de se unir e garantir a proteção de nossas florestas e povos originários. Deste modo, nos colocamos como líderes e referências globais da preservação ambiental e do combate às mudanças climáticas.
G20 no Brasil: oportunidades e desafios

Em uma conquista histórica, o Brasil será o país-sede do G20 em 2024. Pela primeira vez, a nação brasileira assume a presidência do grupo que reúne as 19 maiores economias do planeta, além dos blocos da União Europeia e da União Africana. O G20, cujo mandato é rotativo entre os seus membros, vêem a presidência brasileira como uma oportunidade ímpar para destacar questões cruciais no cenário global. O nosso país definiu como eixos principais a luta contra a fome, a pobreza e a desigualdade; as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) e a reforma da governança global. Estas pautas não foram escolhidas ao acaso: o país já é reconhecido internacionalmente por sua autoridade nessas áreas e busca utilizar essa visibilidade para promover mudanças significativas. “São pautas escolhidas a dedo, pois o Brasil já tem uma liderança reconhecida nessas áreas, o que garante respaldo para tratar desses temas durante sua presidência. É uma oportunidade de o país se colocar como um player internacional liderando essas discussões, que também são urgentes no mundo”, afirma o professor Vladimir Feijó, doutor em Direito Internacional pela PUC de Minas Gerais A voz da sociedade civil Uma das inovações marcantes da presidência brasileira é o lançamento do G20 Social, anunciado pelo presidente Lula na 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do G20, em Nova Délhi (Índia). Com o lema “Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável”, o projeto promete garantir espaço para diferentes vozes e reivindicações das populações e dos agentes não-governamentais dos países membros. O G20 Social inclui 13 grupos de engajamento, que abrangem uma ampla gama de setores e interesses das nações. Esses grupos têm a missão de encaminhar as demandas e aspirações das sociedades dos países do G20 aos seus líderes. Vantagens e mais vantagens A liderança brasileira, além de poder inspirar outras nações a adotar práticas semelhantes, promove uma abordagem mais inclusiva e equitativa nas políticas globais, cria impactos significativos em termos sociais e ambientais. No âmbito social, o país poderá direcionar a atenção internacional para questões críticas como a fome, a pobreza e a desigualdade. Essa visibilidade pode gerar apoio adicional e recursos para programas voltados à redução destes problemas, além de fortalecer as políticas públicas nacionais. Já do ponto de vista ambiental, permite uma ênfase na agenda de desenvolvimento sustentável. O Brasil, com sua vasta biodiversidade e rica experiência em questões ambientais, está bem posicionado para liderar discussões sobre mudanças climáticas, conservação dos recursos naturais e práticas sustentáveis. A visibilidade internacional pode catalisar investimentos em projetos ambientais, impulsionar a cooperação internacional para a proteção de ecossistemas e estimular a implementação de iniciativas verdes. O momento é nosso! A presidência do G20 pelo Brasil é uma oportunidade única para o país se afirmar como um player global, liderando debates cruciais para a construção de um mundo mais justo e sustentável. Como já estamos percebendo, o ano de 2024 promete ser um período de grandes eventos, discussões e avanços, e a comunidade internacional estará atenta às propostas e iniciativas que emergirem neste período.
A maioria do ouro brasileiro importado pela Europa vem de áreas de risco

Por Instituto Escolhas Os esforços feitos pelo Brasil para coibir a extração ilegal de ouro precisam encontrar eco também nos seus consumidores internacionais, especialmente na União Europeia. O alerta é dado pelo novo estudo do Instituto Escolhas, segundo o qual, em 2023, Alemanha, Itália e República Tcheca importaram 1,5 tonelada de ouro de áreas no Brasil expostas a um alto risco de ilegalidade. O Brasil é o 14º maior produtor de ouro do mundo e tem a União Europeia entre seus principais compradores. O estudo Europe’s Risky Gold, direcionado ao público internacional, revela que o ouro comprado pela União Europeia tem origem nos estados do Pará e do Amazonas, onde predomina a produção de ouro a partir de lavras garimpeiras, e do estado de São Paulo, que não produz ouro, mas escoa o metal retirado das áreas de garimpo. Nessas regiões, há graves indícios de ilegalidade na extração e no comércio de ouro e é difícil atestar a origem lícita do metal. “No último ano, celebramos avanços no combate ao ouro ilegal aqui no Brasil, como a adoção de notas fiscais eletrônicas e o fim do pressuposto da boa-fé no comércio do ouro dos garimpos, mas isso é só o início. Enquanto os países importadores continuarem comprando ouro de áreas sensíveis e sem ter certeza de onde ele vem, continuarão estimulando um mercado ilegal. Por isso, a responsabilidade ultrapassa as nossas fronteiras”, afirma Larissa Rodrigues, diretora de pesquisa do Escolhas e responsável pelo estudo. Exemplos dados pelo estudo mostram que todo o ouro importado pela Alemanha – 1.289 quilos, avaliados em 78 milhões de dólares – está exposto ao risco de ilegalidade. No caso da Itália, 71% do ouro importado está exposto ao risco – 254 quilos, avaliados em 15 milhões de dólares. “Hoje há muito ouro ilegal no Brasil e em zonas de garimpos ainda é muito difícil saber a origem exata do metal, porque não existe um sistema de rastreabilidade de origem. E, para piorar, o ouro, quando sai da área de extração, ainda circula de mão em mão, passando por muitos intermediários, antes de chegar no mercado externo. Se a União Europeia continua comprando de áreas de risco nesse contexto, como ela garante que não está comprando ouro ilegal? E mais: a União Europeia se importa com isso de verdade?”, questiona Rodrigues. De acordo com o estudo, as respostas passam pela ação. Todos os importadores deveriam, por exemplo, disponibilizar publicamente informações sobre as minas de origem de suas compras e os nomes e as localidades de seus fornecedores. E os países precisariam adotar processos robustos de devida diligência, independentemente do país de origem do ouro e do volume importado. Para saber mais, acesse a versão original em inglês, disponível aqui.
Empresas pela inclusão de pessoas com deficiência

A inclusão de pessoas com deficiência está se tornando uma prioridade para muitas empresas, que buscam não apenas diversificar seu portfólio, mas também refletir seus compromissos com as boas práticas ESG (ambiental, social e governança). Seja na contratação ou nas políticas internas, o mundo corporativo já está atento ao potencial financeiro e intelectual das pessoas com deficiência. Embora os avanços sejam significativos, ainda há desafios a serem superados. Dados do IBGE indicam que o Brasil possui cerca de 18,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, evidenciando uma grande demanda por produtos acessíveis. No entanto, a falta de dados detalhados e a percepção limitada sobre o potencial desse mercado podem estar impedindo muitas empresas de investir mais nessa área. A luta é contínua Segundo um levantamento elaborado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base em informações do eSocial, revelou que o Brasil conta com 545.940 pessoas com deficiência e reabilitados do INSS inseridos no mercado formal de trabalho. Tudo isso é resultado de muito trabalho e dedicação por parte dos responsáveis pela elaboração e implementação das nossas leis. Conforme a Lei nº 8.213/91, conhecida como Lei de Cotas, empresas com 100 a 200 funcionários devem garantir que 2% de seu quadro seja composto por pessoas com deficiência, assegurando oportunidades de emprego para esse público e promovendo a inclusão no mercado de trabalho. No entanto, ainda estamos longe de alcançar uma verdadeira inclusão. Segundo o IBGE, e divulgado pelo jornal G1, sete em cada dez pessoas com deficiência no Brasil estão fora do mercado de trabalho, com apenas 29,2% dessas pessoas empregadas, em comparação com 66,4% da população em geral. Tecnologias inclusivas Enquanto a inclusão social avança a passos lentos, grandes empresas estão adotando tecnologias avançadas para criar um ambiente mais acessível para todos e todas que necessitam. Confira três bons exemplos desta transformação: Batom Inteligente O Grupo Boticário lançou uma inovação que pode revolucionar a forma como pessoas com deficiência visual ou dificuldades motoras se maquiam. Desenvolvido em parceria com 3 grandes parceiros, o batom inteligente é um exemplo brilhante de como a tecnologia pode ser aliada da inclusão. O batom é projetado para ser aplicado sem a necessidade de uso das mãos do consumidor, utilizando uma combinação de informações em braille e inteligência artificial. Talheres Assistivos Em 2023, a Tramontina lançou uma linha de talheres assistivos, incluindo garfo, faca e colher, especialmente projetados para pessoas com condições como Parkinson. Os talheres possuem texturas nos cabos para melhorar a aderência e facilitar o uso. Além disso, a empresa também introduziu um conjunto de mesa e cadeira voltado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), destacando seu compromisso com a inclusão social. Zoom Soldier 8 Flyease Desenvolvido para pessoas com deficiência física, este tênis facilita o calçar diário. Ele possui um zíper que contorna os pés do usuário, eliminando a necessidade de cadarços e permitindo que o tênis seja colocado ou retirado com uma só mão.A tecnologia foi criada por Tobie Hatfield após ele conhecer Matthew Walzer, um jovem com paralisia cerebral que temia a dificuldade de amarrar os cadarços ao ingressar na universidade e buscou a ajuda da Nike.
Espaço inovador para eventos corporativos em São Paulo

Os eventos corporativos desempenham um papel crucial na construção de marcas, celebração de conquistas e criação de memórias duradouras. Seja para um workshop ou uma confraternização, a qualidade da experiência oferecida deve ser excepcional. Por isso, escolher o espaço e os serviços certos é fundamental para o sucesso do seu evento. Se você busca um local que ofereça mais do que somente a estrutura para o evento da sua empresa, o CIVI-CO é a opção perfeita! A seguir, apresentamos cinco razões pelas quais o nosso espaço se destaca como a melhor opção para tornar seus eventos verdadeiramente inesquecíveis. 5 motivos para fazer seu evento no CIVI-CO 1) Estrutura Completa Nosso espaço conta com uma infraestrutura moderna e bem equipada. Desde a recepção, passando pelo Auditório e chegando ao Rooftop, nossas instalações incluem sistemas de som e iluminação de alta qualidade. 2) Localização Estratégica A localização é crucial na escolha de um espaço para eventos. O CIVI-CO está situado no coração do bairro de Pinheiros, a apenas 6 minutos da estação de metrô Fradique Coutinho (Linha Amarela), oferecendo fácil acesso para os seus convidados. 3) Flexibilidade e Personalização Cada evento é único, e o CIVI-CO entende isso perfeitamente. Nosso espaço é altamente flexível e pode ser personalizado para atender às suas necessidades específicas. Temos opções de configuração que se adaptam a diferentes tipos de eventos com até 80 participantes. 4) Equipe de Suporte Uma outra vantagem que oferecemos é o suporte durante os eventos. Nossa equipe formada por profissionais experientes estará disponível para te auxiliar em cada etapa, do planejamento à execução do evento, garantindo que tudo ocorra sem problemas. 5) Responsabilidade Socioambiental O CIVI-CO é comprometido com a sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. Nosso espaço é projetado para minimizar impactos ecológicos e incorporar práticas sustentáveis em todos os aspectos do serviço. Optar pelo CIVI-CO também significa contribuir para um futuro mais sustentável para o planeta. Lugar de futuros possíveis Somos mais do que um espaço para eventos, somos uma Comunidade formada por iniciativas de impacto social e ambiental que buscam criar soluções inovadoras para gerar transformações positivas no mundo. Nosso ecossistema conecta mais de 130 negócios, organizações, institutos, startups e lideranças de impacto em todas as regiões do Brasil. Aqui, o networking e as oportunidades acontecem a todo momento. Além das iniciativas da Comunidade CIVI-CO, grandes marcas já atestaram a qualidade do nosso espaço para eventos: “Todo o prédio do CIVI-CO é encantador. Realizamos um evento da empresa no auditório, e o espaço tinha tudo o que precisávamos, facilitando a nossa organização. A equipe é muito simpática e solícita, o que também contribuiu para o sucesso do nosso evento.” – Roberta Cunha, Analista de Gente e Gestão da Suzano. Escolher o espaço certo é essencial para garantir o sucesso do seu evento. Além da sua proposta inovadora e sustentável, o CIVI-CO oferece uma combinação incomparável de infraestrutura moderna, localização estratégica, flexibilidade e suporte profissional. Para mais informações sobre nossos espaços para eventos, acesse: civi-co.com/eventos
Esporte também é ferramenta de impacto social

Quando pensamos em esportes, a imagem que geralmente vem à nossa mente é a de competições emocionantes, recordes batidos, medalhas e grandes troféus. No entanto, o esporte é muito mais do que isso. Ele é uma ferramenta poderosa para inclusão e transformação social, através da sua capacidade de unir pessoas de diferentes origens, culturas e habilidades. Ao redor do mundo, organizações e projetos usam o esporte como uma forma de inclusão social, proporcionando oportunidades para pessoas com deficiência, jovens em situação de vulnerabilidade e comunidades marginalizadas. “E principalmente porque o esporte fala uma língua que é entendida por todos, e em todas as partes do mundo”, disse Nelson Mandela durante a Copa do Mundo de rugby em 1995. Para transformar vidas Em uma pesquisa realizada pelo Censo Escolar da Educação Básica, em 2020, entre as escolas de ensino básico, somente 40,6% têm local de prática e materiais de esporte, e 47% não possui nenhuma instalação para a prática desportiva. Dados como esses são desanimadores e reforçam como o Brasil sofre com a desigualdade. Para tentar mitigar essa triste realidade do nosso país, diversas organizações sem fins lucrativos criam e mantêm projetos sociais, principalmente em regiões periféricas. Essas organizações, além de promover o esporte, trabalham temas sociais como violência, desemprego e falta de educação, oferecendo aos jovens uma alternativa saudável e positiva. Devolvendo o bem Muitos dos atuais atletas de elite brasileiros possuem trajetórias difíceis e só conseguiram se manter no esporte graças a iniciativas que apoiam sua jornada. Além de se beneficiarem desses programas, esses atletas frequentemente se envolvem e lutam por causas importantes. No Brasil, há vários exemplos de atletas que, ao alcançar o sucesso, retribuem e apoiam projetos e causas sociais, ajudando a fazer a diferença em suas comunidades. Um muito conhecido, é o Instituto Reação. Criado pelo judoca e medalhista olímpico Flávio Canto, junto com seu técnico Geraldo Bernardes, eles usam o judô e a educação como pontos de partida, com o objetivo de promover a integração social e o desenvolvimento humano. Com mais de 2 mil alunos assistidos, o Instituto foi responsável pela formação de nomes importantes do judô nacional, como a da campeã olímpica Rafaela Silva. Para todas as pessoas e idades Dentro da nossa Comunidade, temos o orgulho de contar com o Walking Football Brasil, uma organização que nasce para co-criar soluções e experiências para uma longevidade ativa e plena, garantindo qualidade de vida principalmente para as pessoas com 60+ de todos os gêneros. O “walking football” (ou “futebol andando”) é uma modalidade de futebol onde se joga caminhando e não correndo, permitindo com isso uma prática mais inclusiva para todas as pessoas, além de melhorar significativamente os índices de saúde e bem-estar físico e emocional dos(as) praticantes. Para saber mais desse projeto, acesse: www.wfb.org.br Impacto positivo que vale ouro O esporte vai além de ser uma disputa de atletas e equipes por medalhas e recordes. Ele é uma força transformadora que promove a inclusão, a mudança social e a conexão humana. Quando valorizamos o seu papel de ferramenta para construir um futuro mais equânime e justo, estamos abraçando seu verdadeiro potencial e reconhecendo seu impacto positivo em nossas vidas e na sociedade como um todo. Na próxima vez que você assistir a um jogo das Olimpíadas, lembre-se de que está presenciando muito mais do que uma competição. Está testemunhando o poder do esporte de unir, transformar e inspirar.
Botamos fé nesta nova geração

Nos últimos anos, a sustentabilidade deixou de ser uma tendência passageira para se tornar uma necessidade urgente. Todos os dias somos impactados com notícias sobre as mudanças climáticas e junto com as recomendações de ativistas e estudiosos. No entanto, os discursos de líderes e governos frequentemente parecem ser apenas palavras vazias, sem ações concretas para enfrentar esses desafios. Embora estejamos fazendo alguns avanços, a um ritmo tão lento, nosso planeta não irá suportar por muito mais tempo. Em meio a um cenário global desafiador e preocupante, os jovens têm se destacado como protagonistas dos movimentos em prol de um futuro mais justo e sustentável. A nova geração se mostra mais engajada e propositiva do que muitas lideranças mundiais. “Os jovens têm sido alguns dos maiores heróis na condução de ações para enfrentar o impacto das mudanças climáticas. Eles têm pedido uma ação climática nas ruas ou em salas de reuniões”, afirma Catherine Russell, diretora executiva do UNICEF. Mais consciência São numerosos os dados que comprovam a mudança de consciência entre as gerações. Os jovens, além de se preocuparem com questões ambientais e sociais, estão demonstrando para marcas e grandes líderes que seus comportamentos de compra e estilos de vida são mais responsáveis. De acordo com o estudo do instituto de pesquisa Locomotiva e da consultoria global PwC, divulgado pela Veja São Paulo, sete a cada dez jovens brasileiros demonstram disposição em pagar mais por marcas que apoiam causas sociais e ambientais, assim como a diversidade. Outro estudo, produzido pela Tracking Sintonia com a Sociedade e divulgado pelo Grupo Globo, aponta que 70% dos jovens de 18 a 24 anos compreendem a gravidade das mudanças climáticas e o aquecimento global, assim como todo o país. ESG: o que a Geração Z quer? Ouça a voz da juventude Entre tantos jovens engajados, conseguimos destacar o trabalho de Greta Thunberg, ativista sueca conhecida por seu papel proeminente na luta contra as mudanças climáticas. Aos 16 anos, ela foi escolhida como “Pessoa do Ano” pela revista Time, tornando-se a mais jovem a receber essa distinção individualmente. Greta ganhou destaque em 2018 ao iniciar um protesto solitário, faltando às aulas nas sextas-feiras para manifestar em frente ao parlamento sueco. Esse ato desencadeou o movimento global “Fridays For Future”, que mobiliza jovens ao redor do mundo para exigir ações mais rigorosas contra o aquecimento global. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Greta cobrou os líderes mundiais por ações que evitem o aquecimento global: “Os adultos ficam dizendo: ‘devemos dar esperança aos jovens’. Mas eu não quero a sua esperança. Eu não quero que vocês estejam esperançosos. Eu quero que vocês estejam em pânico. Quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. E eu quero que vocês ajam. Quero que ajam como agiriam em uma crise. Quero que vocês ajam como se a casa estivesse pegando fogo, porque está.” Preparados para agir A nova geração tem demonstrado um comprometimento inegável com a sustentabilidade, destacando-se como uma força motriz em movimentos globais por um futuro mais verde e justo. A coragem e a determinação desses jovens ativistas contrastam fortemente com a inércia de muitos líderes estabelecidos, mostrando que a juventude não está disposta a aceitar respostas vagas e promessas não cumpridas. Eles não apenas compreendem a urgência da crise ambiental, mas estão dispostos a agir e exigir ações reais. Para garantir um futuro sustentável, é crucial que suas vozes sejam ouvidas e que suas demandas sejam atendidas.