Os aprendizados da pandemia para o futuro da Educação

Por Ricardo Henriques* Os prejuízos trazidos pela pandemia à educação são de extrema gravidade e não devem ser minimizados. Mas, como em toda situação que gera uma ruptura radical, é preciso também estar atento a oportunidades para mudar. Cometeremos um erro grave se não utilizarmos aprendizados do período para alcançarmos um novo patamar, mais inovador. O avanço da vacinação nos dá esperança de iniciar a transição segura para as aulas presenciais, mas a educação não pode voltar a ser como era antes. Nossos desafios serão ainda maiores, a começar pelo fato de o Brasil estar entre os países com maior tempo de suspensão das aulas presenciais. E, pelo diagnóstico, sabemos que o ensino remoto ficou muito aquém do esperado devido a sua baixa efetividade, quando comparado ao ensino presencial, à falta de acesso à internet ou aos equipamentos necessários para que os estudantes pudessem acompanhar as atividades escolares e ao baixo engajamento nas atividades escolares, conforme captado pela Pnad COVID19. Uma parte do desafio deve ser equacionada com a liberação de recursos para garantia da conectividade para estudantes e professores de escola pública, com a votação na Câmara dos Deputados que derrubou o veto do governo federal para o PL da conectividade, que prevê repasse de 3,5 bilhões de reais para que estados e o Distrito Federal possam comprar planos de internet móvel e equipamentos para garantir o acesso ao ensino remoto a professores da rede pública e estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único. Por outro lado, com a retomada das aulas presenciais no segundo semestre, teremos um cenário mais favorável para solucionar o desafio de recuperar as perdas de aprendizagem. Para isso, precisamos olhar para o que funcionou no ensino remoto e inovar, considerando o melhor uso da tecnologia para a educação. O que tivemos até hoje, devido à forma emergencial como foi estabelecido, não aproveitou todas as possibilidades da tecnologia para ampliar a aprendizagem dos estudantes. Quando pensamos no ensino híbrido, a ideia é que a modalidade seja mais participativa, sem substituir, de forma alguma, o professor e valorizando ainda mais sua capacidade de produzir vínculos com os estudantes e sentido ao processo de ensino-aprendizagem. O modelo tem enorme potencial para trazer inovação, permitir experimentação e para tornar o estudante mais protagonista e preparado para atuar em um mundo cada vez mais complexo. Mas é fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de oferecer formações aos educadores para que a tecnologia trabalhe a favor do projeto pedagógico. O modelo híbrido requer adaptações no currículo, dedicação para analisar, refletir e testar as possibilidades, mas o processo deve ganhar agilidade, além de se tratar de um modelo com potencial de ser escalável por meio da construção coletiva do conhecimento. Nesse contexto, secretarias e equipes gestoras precisam atuar no apoio aos educadores, com a criação de espaços de troca de experiências entre pares. A construção do novo modelo de ensino deve ser amplamente discutida nas redes, com compartilhamento de dúvidas, desafios e experiências de sucesso. É esse processo contínuo que pode levar a educação pública a um novo patamar, com apropriação da tecnologia para a construção de uma escola mais contemporânea, eficiente, com altas expectativas para todos e com atenção aos estudantes mais individualizada de modo a colocar em marcha uma estratégia intencional de redução das desigualdades. Ainda não temos as respostas de como serão as configurações do modelo híbrido, quais serão as práticas adotadas, mas dificilmente vamos voltar a ensinar apenas no modelo tradicional. A travessia do período da crise derivada da pandemia deve nos levar a, simultaneamente, encarar nossos desafios históricos e projetar um futuro com aceleração das necessárias transformações estruturais das práticas educacionais. Ainda temos muito o que aprender, porém não podemos mais dizer que não conseguimos fazer diferente. *Ricardo Henriques, economista, é superintendente-executivo do Instituto Unibanco.
A importância dos negócios de impacto no combate à crise gerada pela COVID-19
O ano de 2020 expôs várias feridas da sociedade brasileira: a desigualdade social que se agravou ainda mais; o aumento do número de pessoas abaixo da linha da pobreza; a fragilidade do sistema de saúde, causada por má gestão e falta de estratégia do Governo em âmbito federal, que deixou faltar insumos e oxigênio até em capitais brasileiras. Vimos também os profissionais de educação (setor que sofrerá os impactos da crise por décadas) improvisar e se adaptar a metodologias tecnológicas às pressas, buscando tentar atender aos estudantes que, em sua maioria, principalmente na rede pública, ainda não são assistidos. No entanto, diante desse cenário pandêmico, pudemos também observar iniciativas que revelam um ecossistema resiliente, integrado por pessoas comprometidas com as causas socioambientais, dispostas a usar conhecimentos, capitais, tecnologias inovadoras, criatividade, escala e solidariedade em benefício das pessoas que mais sofrem as consequências da crise. De acordo com o Monitor das Doações COVID 19, iniciativa da Associação Brasileira de Captação de Recursos (ABCR), cujo objetivo é consolidar e conhecer os números das doações realizadas em razão do coronavírus, até o dia 31 de março foram doados R$ 6.733.025.219. Essas doações foram feitas de diversas regiões do Brasil por 630.708 doadores. Já o valor mobilizado em 551 campanhas espalhadas pelo país chegou a R$ 3.632.917.753. O Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19, do qual somos apoiadores, também reconheceu o protagonismo dos projetos, iniciativas, ações e negócios que para minimizar os impactos da crise. Ao todo, foram 30 projetos finalistas, 10 em cada uma das categorias: Ajuda Humanitária, Mitigação da Covid-19 e Legado Pós-pandemia. A seguir, destacamos alguns exemplos de empreendedores sociais que, ao longo deste último ano, “arregaçaram as mangas” para transformar a vida de milhares de pessoas e também ajudar pequenos negócios de impacto a se manterem: Fundo Emergencial para Saúde Lançado para fortalecer o SUS durante a pandemia, o Fundo Emergencial para a Saúde, iniciativa da nossa residente Movimento Bem Maior, do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis) e da BSocial, organizações dedicadas à promoção da cultura de doação, direcionou recursos para hospitais e Santas Casas de 25 estados. Para escolher quais hospitais receberiam as doações, o projeto contou com a parceria e trabalho pro bono da Sitawi Finanças do Bem, também residente CIVI-CO, e da PLKC Advogados, que cuidaram da parte jurídica e financeira do fundo. Como resultado deste trabalho multidisciplinar, 10.632 doadores, juntos, doaram R$ 40.500.000. Este valor beneficiou 58 hospitais, um centro de pesquisa, um organização social Gerando Falcões Com estratégias de mobilização em rede, a ONG Gerando Falcões, vencedora do Prêmio Empreendedor Social citado, já conseguiu arrecadar R$ 25,6 milhões em doações, distribuiu mais de 83 mil cestas básicas digitais, articulou 157 organizações e atingiu 451 comunidades com 512 mil pessoas impactadas. Atualmente, a ONG está com a campanha Corona no Paredão, que pretende arrecadar fundos para enviar uma cesta básica a cada quinze dias para as famílias cadastradas nas instituições da rede Gerando Falcões. Colabore, clicando aqui. União BR Fruto de um grupo de WhatsApp criado pelo empreendedores sociais Marcella Monteiro de Barros Coelho, Tatiana Thomaz Monteiro de Barros, Daniel Serra, Bel Motta e Nelinho Chagas, o União BR nasceu para fortalecer o combate aos efeitos da pandemia. Ao todo, a iniciativa já arrecadou mais de R$ 150 milhões, mobilizou mais de 3.000 voluntários e impactou 8,5 milhões de pessoas. Além de colaborar com o ecossistema compartilhando boas práticas e ferramentas de mobilização, o UniãoBR busca conectar os participantes da rede com entidades que possam fortalecer os movimentos sociais estaduais. G10 Favelas As favelas do Brasil estão dando um grande exemplo de ações organizadas para conter os danos sociais causados pela crise. O G10 Favelas , bloco de líderes e empreendedores de impacto social das favelas brasileiras, desde o início da pandemia mantém sistemas de distribuição de marmitas, cestas básicas, kits de higiene e acompanhamento comunitário de saúde para os moradores das 10 comunidades que compõem o bloco. Ao todo, já foram realizadas doações de 444.010 cestas básicas, 1.445.190 máscaras, 443.394 kits de higiene e 1.466.910 marmitas. Qualquer pessoa pode contribuir com as ações de arrecadação. Basta clicar aqui. CoVida O CoVida20, fundo apoiado pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), foi um programa de financiamento para negócios de impacto comprometidos com a manutenção de emprego e renda durante a Covid-19. O programa reuniu diferentes perfis de investidores e doadores para oferecer aos negócios empréstimos em condições acessíveis e coerentes com o momento atual. A ideia do programa, que investiu R$6.74 milhões, distribuídos em 47 negócios, impactando 772 pessoas, foi principalmente destinar recursos à remuneração de colaboradores e sócios, mantendo suas famílias e o negócio com um fluxo financeiro saudável durante o período de incertezas. Em nossas redes sociais damos apoio e visibilidades a essas e outras iniciativas de impacto social que estão ajudando a sociedade brasileira a passar por este momento tão difícil. E você também pode ser uma agente social transformados para essas mobilizações. Seja doando, compartilhando as ações e conteúdos das instituições ou engajando-se nas atividades promovidas por seus projetos. Para ficar por dentro do que acontece neste ecossistema, siga o nosso perfil!
10 formas de violência contra a mulher e como identificá-las
O canal online Projeto Carta de Mulheres, criado pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo em 2020, ano em que muitas mulheres se viram vivendo 24 horas com seus agressores, mais de 1.500 relatos de violência doméstica. As mulheres, ou pessoas próximas a elas, que contam as histórias de violência, são orientadas por uma equipe especializada a buscarem a Justiça. Em fevereiro deste ano, a equipe que fez esse atendimento virtual identificou que, em vários casos, havia mais de um tipo de violência envolvida: a psicológica apareceu com mais frequência: 1.319 vezes; depois vêm a violência moral, que é calúnia, injúria ou difamação, com 1.047 registros; agressões físicas: 785 casos; a violência patrimonial, que envolve a destruição de bens materiais: 389 vezes; e a violência sexual: 109 casos. Os agressores citados com mais frequência são maridos ou companheiros das vítimas – com 498 casos; ex-maridos foram citados em 476 casos. A lista de agressões tem ainda ex-namorados e namorados. Filhos também são citados. Observe que a agressão física não é o único tipo de violência sofrido pelas mulheres. Isso porque a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica. Muitas vezes, a violência acontece de forma velada e demora a ser identificada pela vítima ou pelas pessoas que vivem próximas a ela. Por isso, vamos falar expor 10 formas de agressão que são caracterizadas essencialmente como violência contra a mulher e como você pode identificá-las: 1- Humilhar, xingar e diminuir a autoestima Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional. 2- Tirar a liberdade de crença Ninguém pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica. 3 – Fazer a mulher achar que está ficando louca Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade. 4 – Controlar e oprimir a mulher Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail. 5 – Expor a vida íntima Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo, vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança, o que, inclusive, é crime. 6 – Atirar objetos, sacudir e apertar os braços Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher. 7 – Forçar atos sexuais Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência sexual. 8 – Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso. 9 – Controlar o dinheiro ou reter documentos Se o homem tenta controlar, guardar ou retirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial. 10 – Quebrar objetos da mulher Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste. Se você identificou algumas dessas ações em seu relacionamento ou no relacionamento de uma mulher próxima a você, busque ajuda. A denúncia é uma ferramenta poderosa e pode salvar a vida de uma mulher. Como Pedir Ajuda? Ligue 190 – Polícia Militar Emergência – Viatura vai ao local. Disponível 24h/todos os dias Ligue 180 – Central de atendimento à mulher – 24h todos os dias Compartilhe este texto com todas as mulheres que você conhece. A violência pode acontecer silenciosamente, em segredo. Muitas vezes, quem você menos imagina, pode ser uma vítima.
Cannabis é Saúde: pesquisa sobre o uso medicinal da cannabis

Quando o assunto é descriminalização da cannabis, a polêmica é certa. Muito disso deriva da confusão com a “maconha”, como é popularmente conhecida a cannabis sativa em seu uso recreativo. A descriminalização, no entanto, contempla de maneira mais específica os canabinóides, princípios ativos da planta utilizados na manipulação de medicamentos, roupas, cosméticos, alimentos e muitos outros produtos. No Brasil, temos com a urgência de proporcionar uma compreensão mais ampla sobre a cultura cannábica. E foi pensando nessa questão, visando principalmente o uso medicinal da cannabis, que o CIVI-CO idealizou a pesquisa “Cannabis é Saúde”. Os resultados confirmam que 70% da população brasileira apoia a medicina canábica. Além disso, 76% já sabe das possíveis aplicações médicas e terapêuticas da planta, contra enfermidades como epilepsia, ansiedade, insônia, depressão, câncer e dores em geral. Este estudo inédito, que ouviu mil pessoas em todas as regiões do Brasil, foi realizado de forma colaborativa com o Centro de Excelência Canabinóide, IPSEC Brasil, The Green Hub e Instituto Humanitas360, todas iniciativas que fazem parte do Hub Cannabis do CIVI-CO. Clique na imagem e veja a pesquisa na íntegra!
Cannabis Medicinal: cuidar da saúde não pode ser considerado um crime
Conversamos com Cida Carvalho, presidente da Associação Cultive, sobre os impactos de uma decisão judicial inédita, que reconhece o direito da associação ao plantio da cannabis para fins terapêuticos. Em 2013, Cida Carvalho, ou Cidinha, como é conhecida, se viu em um dilema no qual nenhuma mãe gostaria de estar: encontrou o medicamento que poderia dar à sua filha, portadora de Síndrome de Dravet, melhor qualidade de vida, mas pelo fato deste medicamento ser à base de cannabis, se optasse por importá-lo, estaria agindo na ilegalidade de acordo com as leis brasileiras. Com o propósito de compartilhar o que havia descoberto com outras famílias que também estavam na busca por cura e alívio para os seus filhos, Cidinha criou a página Síndrome de Dravet Brasil, no Facebook. Foi daí que surgiu a Cultive, associação que hoje é residente CIVI-CO e que nasceu com a missão disseminar os benefícios terapêuticos da Cannabis e ampliar o acesso para aqueles que podem se beneficiar da planta para o tratamento de doenças. Da dir. para a esq. Cida, a filha Clárian e Fábio, seu marido. O casal cultiva cannabis em sua casa, na Zona Leste, de São Paulo. Devido à falta de informação acessível por causa do tabu social em abordar o tema, o trabalho educativo e informativo da Cultive ajuda pacientes a garantirem o direito ao tratamento com a planta ou de seus produtos derivados. Este trabalho é fundamental para romper com preconceitos e também apoiar aqueles que ainda estão em busca de autorização para o tratamento. Após a descoberta da planta como remédio, a família normalmente se vê em uma longa e morosa saga para conseguir autorização legal para cuidar de sua saúde. No Brasil, a cada ano, o número de pacientes com este tipo de demanda só cresce. De acordo com a Anvisa, desde 2015 até o 1º semestre de 2020, 18.358 pacientes já acumulam um total de 24.941 autorizações para importação de produtos à base da cannabis. No último mês, sete anos depois do primeiro contato de Cidinha com o tema, a Cultive obteve uma conquista fundamental para a causa: a primeira ordem de Habeas Corpus coletivo do país. A decisão inédita na justiça criminal de São Paulo reconheceu o direito da Cultive de plantar cannabis para seus associados. Conversamos com Cidinha sobre a importância dessa conquista para os milhares de pacientes que buscam tratamento para doenças de difícil controle, como as epilepsias e síndromes epilépticas, doenças do sistema nervoso, mas tratáveis com derivados de cannabis. CIVI-CO: Qual é a importância desta decisão jurídica para as demais associações e iniciativas que lutam pelo direito do plantio da cannabis para fins medicinais? Cidinha: O poder Judiciário manda um recado muito direto para as autoridades (executivo e legislativo): Cuidar da saúde não pode ser considerado crime! Serve como precedente Jurídico, ágil e que impede a má vontade do Estado, por meio de recursos abusivos, a cumprir sua função. Anteriormente, existiam apenas Habeas Corpus (HC) individuais. Agora, de forma organizada, os pacientes associados poderão cuidar da saúde sem serem criminalizados e sem terem seu tratamento interrompido por ação policial. Esta decisão pode trazer mais celeridade aos processos dos pacientes que ainda estão em busca da autorização? Uma ação Civil leva anos e permite uma série de recursos de caráter procrastinatório. A decisão que tivemos a nosso favor, no âmbito criminal, deixa bem claro que cuidar da saúde jamais pode ser crime. Até porque a lei de drogas proíbe o uso de drogas exatamente para proteger a saúde, logo é uma aberração criminalizar pessoas que cultivam uma planta para cuidar da saúde. A Cultive tem uma estimativa de quantas famílias e/ou pacientes serão impactados com essa decisão? São 21 pacientes já com acesso imediato Os demais pacientes, conforme os relatórios forem sendo apresentados ao Juízo, serão incluídos. Desta forma, a Cultive já pode fornecer remédio para esses 21 pacientes. Os pacientes que já têm HC individual também serão beneficiados com a decisão? Todos os pacientes da Cultive com HC individual poderão receber mudas e sementes. É uma reação em cadeia. Cada paciente que entrar na associação será incluído. O acesso ao tratamento vai crescendo de forma exponencial. Hoje a cultive tem quase 200 pacientes. Na ocasião da promoção da ação apenas esses 21 estavam com a documentação (receita médica, exames, relatórios médicos atualizados, autorização da Anvisa dentro da validade) rigorosamente em dia. Os demais pacientes estão com a incumbência de colocarem seus documentos atualizados para que sejam incluídos o mais rápido possível. “O impacto desta conquista não alcança ‘apenas’ os associados amparados pelo HC coletivo, mas a todas as pessoas que lutam por direitos à saúde. A partir deste precedente, vai haver uma massificação de casos. Para termos um exemplo, há um ano existiam apenas setenta Habeas Corpus no Brasil, hoje já são mais de trezentos.” Qual é o próximo passo da Cultive em relação às ações que visam a acessibilidade ao tratamento com cannabis? Seguimos com o mesmo trabalho, que é a disseminação de informação sobre todos os temas que envolvem a cannabis, a promoção da autonomia dos pacientes e o atendimento às famílias. Porém, agora é o momento de ampliar e estruturar a Cultive para atender pacientes que nos procuram, seja orientando, apoiando ou proporcionando o tratamento. Além desta decisão judicial, o que mais é necessário para a permanência e sustentabilidade do trabalho da Cultive? A velocidade e a massificação dos usos da cannabis dependerá principalmente da nossa capacidade de angariar apoio financeiro para atender a todos ao menor custo, ou até mesmo gratuitamente, que é nosso sonho. Que a nossa sustentabilidade não dependa do dinheiro de pessoas doentes e que todos tenham direito ao acesso ao remédio. Seja cultivando em suas casas ou utilizando a produção coletiva e sustentável.
Home office ou escritório: onde você quer trabalhar em 2021?

O trabalho remoto, que antes era um sonho quase impossível para muitos trabalhadores ou inviável para muitas empresas, tornou-se, de modo forçado e às pressas, uma realidade em 2020. De acordo com a pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid-19, feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA), o home office foi adotado por cerca de 46% das empresas brasileiras após o início do isolamento social, em abril do ano passado. No entanto, migrar do escritório para o home office não foi fácil. A falta de planejamento fez com os trabalhadores fossem se adaptando à nova realidade de inúmeras videoconferências, aumento de volume de mensagens, conciliação de tarefas domésticas e cuidado com os filhos… à base de experimentação, acertos, erros e muitos ajustes na comunicação entre equipes. Uma pesquisa realizada pela KPMG no Brasil comprovou que alguns meses após a mudança, do ponto de vista do empresário, dono do negócio, nos adaptamos ao trabalho remoto. Para 45% dos respondentes, a produtividade se manteve durante a pandemia. Para outros 24%, seus funcionários foram até 20% mais produtivos. Foram ouvidos quase 600 donos de empresas de diversos segmentos, em todas as regiões do País, durante os meses de agosto e setembro. Mas, como diz Karl Marx, “o homem é por natureza um animal social”. Por isso, a falta de interação com os colegas de trabalho e a impossibilidade de sair de casa, impostas pela pandemia, levou muita gente a ter saudade do escritório. Em dezembro de 2020, o MIT Technology Review publicou uma edição especial sobre home-office, que revelou que quando o assunto é a retomada das atividades nos escritórios, apenas 6,5% dos entrevistados dizem não querer mais home office nenhum dia, enquanto 93,5% querem manter pelo menos um dia desse formato. Ou seja, trabalhar em casa pode ser bom, mas boa parte das pessoas tem necessidade de frequentar o escritório. A solução seria optar pelo modelo híbrido de trabalho, que mistura o trabalho remoto às atividades presenciais na empresa ao longo de um período. Na prática, seria como intercalar um ou dois dias em casa com outros três ou quatro no escritório. Aqui no CIVI-CO, devido ao aumento da aderência ao trabalho híbrido, criamos um plano específico para atender às necessidades de nossos residentes que têm optado por esta modalidade. Se o seu negócio está em fase de transição para o modelo híbrido de trabalho, entre em contato com a gente para saber mais sobre os nossos novos planos. É só mandar e-mail para [email protected] .
Novo recurso do WhatsApp ajuda a identificar Fake News
A disseminação de notícias falsas, ou fake news, representa um risco à democracia, principalmente no período eleitoral. Informações mal intencionadas com, por exemplo, o intuito de manipular a opinião pública, propiciam a polarização política, o que coloca em risco um dos elementos cruciais para que exista democracia: o diálogo. Para ajudar a diminuir o compartilhamento de notícias falsas, a IFCN (Rede Internacional de Checagem de Fatos, da sigla em inglês) em parceria com Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), disponibilizou um recurso de checagem de informação que pode ser habilitado diretamente no whatsapp. Deste modo, fica mais fácil para verificar se aquela “notícia” que chegou no grupo da família, ou do trabalho, é falsa ou verdadeira. Veja no passo a passo de como habilitar a ferramenta ou clique aqui e vá direto para a conversa com o chatbot: Grave o número +1 (727) 291 2606 na agenda do celular. Este é o contato do chatbot; Depois, inicie uma conversa mandando um “oi” para o contato do robô. Ele responderá prontamente; Contato feito, o robô vai explicar como realizar a busca, que pode ser feita a partir de uma simples palavra-chave ou de perguntas; Digite o termo ou frase que deseja verificar. Em um instante você receberá o resultado dizendo se a informação é falsa ou verdadeira. Curtiu essa informação? Então, aproveita e a compartilhe com seus amigos e grupos no whatsapp!
Iniciativas desenvolvem cursos e conteúdos para promover educação antirracista e inclusiva
A educação é a forma mais eficaz para combater o racismo, as diversas formas de preconceito e a intolerância. É o acesso à pluralidade de informação e educação de qualidade que garantirá às crianças o direito e as condições de não reproduzirem o preconceito e de desenvolverem um senso de colaboração em relação ao outro. A multiplicidade de vivências nos enriquecem como ser humano e, neste sentido, a diversidade é o elemento-chave para a construção de uma sociedade equânime, com cidadãos habilitados a pensarem soluções em todas as esferas sociais sob pontos de vistas que envolvam todas as pessoas. Aqui no CIVI-CO existem duas iniciativas que vêm atuando intensamente em projetos norteados pelo ODS 4 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU) que visa “assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos.” A edtech Piraporiando, que atua na criação e publicação de obras literárias e programas de formação focados na diversidade para uma educação antirracista, antibullying e sem preconceitos, e o Instituto Rodrigo Mendes (IRM), organização sem fins lucrativos que trabalha para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Conheça, apoie e compartilhe o trabalho que essas iniciativas estão realizando: Conteúdos Antirracistas para Crianças e Educadores Neste e-book gratuito, a Piraporiando apresenta uma seleção de livros, vídeos educativos, filmes, clipes musicais, desenhos, referências de autores, pesquisadores, educadores, pensadores, artistas e projetos que reforçam o protagonismo negro na sociedade. Este material é direcionado a educadores, crianças e a todas as pessoas que acreditam na necessidade de termos uma educação antirracista. Clique aqui para baixar. Curso Educação para a diversidade Tendo como foco a educação antirracista, antibullying, sem preconceitos e baseada no afeto, o curso Educação para a Diversidade, realizado pela Piraporiando, é inteiramente online e tem como objetivo contribuir para a capacitação dos educadores, propondo ações e projetos eficazes para uma educação que promova a equidade. O programa aborda a implementação de leis e ações afirmativas, buscando o combate à desigualdade social e a garantia dos direitos de crianças e jovens. Interessados podem se inscrever até o dia 15 de agosto. Portas Abertas para a Inclusão Realizado pelo IRM, o curso gratuito Portas Abertas para a Inclusão tem como objetivo apoiar redes públicas de ensino na promoção da inclusão escolar de meninos e meninas com deficiência por meio da ressignificação da educação física e de práticas esportivas seguras. O curso, ministrado à distância, está disponível desde setembro de 2018 na internet, e já formou mais de 54 mil pessoas. Educadores podem se inscrever gratuitamente clicando aqui. Educação Inclusiva na Prática Organizado por Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, o livro Educação Inclusiva na Prática é o lançamento da Editora Moderna e da Fundação Santillana sobre experiências reais de estudantes com deficiência em sala de aula. O livro, disponível gratuitamente em PDF, conduz o leitor pelo universo da relação entre ensino-aprendizagem de estudantes com deficiência na escola comum, a partir de seis estudos de caso, além de abordar a história e os conceitos da educação inclusiva. Clique aqui para baixar o livro. Protocolos Sobre Educação Inclusiva Durante a Pandemia da Covid-19 Diante dos enormes impactos gerados pela pandemia da COVID-19 nas redes de ensino do Brasil, o IRM publicou o Protocolos Sobre Educação Inclusiva Durante a Pandemia da Covid-19, resultado de um estudo realizado pelo Instituto com 23 países e organismos internacionais. O objetivo é contribuir com os gestores responsáveis por planejar e implementar políticas públicas voltadas à garantia do direito à educação das pessoas com deficiência, tanto no período de isolamento social como na fase de reabertura das escolas. Acesse o conteúdo clicando aqui. Para ficar por dentro de todas as iniciativas e eventos realizados pela Piraporiando e pelo Instituto Rodrigo Mendes, siga @piraporiando e @institutorodrigomendes no Instagram!
Manifesto CIVI-CO

Estamos vivendo uma transição, na qual muitos modelos de sociedade já não se sustentam mais. Precisa emergir um novo estilo de vida que leve a um mundo mais justo, inclusivo e solidário. O CIVI-CO nasceu para reunir iniciativas transformadoras e fomentar essa inovação socioambiental de forma coletiva. E por ter este propósito que entendemos que é hora de deixarmos oficialmente de ser um coworking para nos posicionarmos como uma Comunidade. Essa é a Neo Fundação do CIVI-CO, um momento de reafirmar os nossos valores e nossa missão como espaço. Veja no Manifesto abaixo: “Num período cultural em que a solidariedade fundada no sentido da fraternidade parece quase perdida, o presente MANIFESTO afirma o valor da fraternidade solidária como balizador necessário a uma realidade de justiça social almejada. Um coletivo e seus entes, entregues a si mesmos, abandonados ao curso natural de sua condição, não tenderão à fraternidade e à solidariedade, mas ao fratricídio, à hostilidade e à violência. Referências históricas e culturais narram o assassinato de Abel, motivado pela inveja de Caim. Ainda, a sucessão de reinados e impérios na Idade Média corroboram com esta narrativa de violência que encontra respaldo em registros mais contemporâneos e nos dias atuais. A narrativa histórico-cultural judaico-cristã da condição humana justifica a necessidade de espaços e comunidades de exercício e desenvolvimento tanto da espiritualidade como da vida cívica para promover a integridade pessoal e profissional, fomentando pessoas e organizações íntegras no “ser” e no “fazer.” O presente manifesto declara o compromisso do CIVI-CO em ser uma comunidade criativa de “fazedores” que buscam o exercício extenuante da integridade, da solidariedade, da cooperação, da generosidade, da humildade e da diversidade num “espaço” físico e digital, onde valores e virtudes sejam semeadura e adubação na elaboração de respostas inteligentes às dores da sociedade. O CIVI-CO, enquanto comunidade, deve estimular a empatia, praticar a humildade, inspirar a solidariedade, interpelar para a generosidade e mobilizar para a prática da justiça social norteada pela misericórdia. O CIVI-CO, e não apenas ele, é uma força de chamamento ao ser humano para que se volte à sua identidade mais profunda, e resista à sua propensão natural ao ganho individual e imediato, à apropriação predatória do mundo natural, ao lucro pelo lucro, ao acúmulo ilimitado e injusto, à indiferença, ao egoísmo e à atitude de constante competição e hostilidade social e econômica. O CIVI-CO, neste MANIFESTO, afirma sua intenção de ser parte na construção de um ecossistema comunitário de integração equilibrada de polaridades, admitindo os contraditórios – e até mesmo os desejando -, no limite da preservação dos seus propósitos, sendo, assim, terreno fértil para desenvolvimento do empreendedorismo cívico-social. O CIVI-CO traz à existência uma cultura de um lugar para ser e não só um lugar para estar. O CIVI-CO nasce na crença de que em todo ser humano mora a memória da comunhão com o Criador, memória essa que pode ser despertada, sensibilizada e inspirada para que se manifeste e se expresse na criação de coisas e soluções boas, úteis e belas. Em vários momentos da gestão do CIVI-CO a fraternidade solidária não cumpriu com sua fundamental prioridade de ser norteadora desta comunidade de líderes, empreendedores de impacto cívico, social e ambiental. Portanto, este MANIFESTO vem fazer uma correção de rota e um resgate do plano original, marcando sua NEO FUNDAÇÃO.”
A revolução nas relações de trabalho
Você já se adaptou à nova rotina de trabalho em casa? Como está a relação empresa/colaborador à distância? Como os novos modelos de relações de trabalho impactam a sociedade? Jean Soldatelli, sócio-fundador da consultoria de engajamento Santos Caos, conversou com o CIVI-CO sobre as mudanças que se estabeleceram no mundo do trabalho com a imposição do home office em período de quarentena e como elas afetam as empresas e a sociedade. A entrevista aconteceu em uma live no perfil do CIVI-CO no Instagram, onde estamos transmitindo bate-papos com empreendedores engajados em pensar soluções neste período de crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Quais são os desafios mais comuns vividos pelas empresas com relação ao engajamento neste período de pandemia? Faz uns 30 ou 40 anos que as relações de trabalho não são desafiadas desta forma como vemos hoje. Estamos vivendo uma revolução nas relações de trabalho. No que percebemos, as mudanças são diferentes para basicamente dois grupos de trabalhadores: aquele que, do dia pra noite, começou a trabalhar de forma remota, mas que pode se adaptar, como é o caso da maioria daqueles que estão em áreas administrativas das empresas. E aqueles que precisam sair de suas casas para continuar o trabalho e vivem uma série de aflições e receios que precisam ser compreendidos. As empresas ainda estão tentando entender estes dois cenários. No primeiro, existem algumas questões legais que são uma incógnita, como por exemplo: se o trabalhador não tem condição de pagar uma internet de boa qualidade para fazer o seu trabalho, de quem é a responsabilidade de pagar pela internet? Já no segundo, é preciso pensar em como dar segurança ao trabalhador que precisa sair de casa. Muitas vezes, entender como se relacionar até com a família dele, porque a família tem um grande impacto no engajamento de quem está trabalhando fora. Com estes e outros desafios existentes, qual é a importância do engajamento em tempos de crise? O engajamento é uma conexão entre a empresa e a pessoa. Essa conexão pode ser potencializada positivamente ou negativamente por meio do que se costuma chamar de “close door moments”. Imagine uma porta fechando. Este momento é a confiança do colaborador sendo criada com a empresa. Então, se a porta se fecha, a confiança acaba e a relação dificilmente vai voltar ao que era. A pandemia é um desses momentos em que a porta está se fechando e, dependendo da ação da empresa, a confiança do colaborador vai minar ou não. Quando o assunto é engajamento, vivemos um momento chave. Podemos dizer que é como se fosse uma “seleção natural das empresas”. Aquelas com mais viés de engajamento devem sair mais fortes deste momento, e as com menos viés de engajamento vão sair mais fracas por terem a sua reputação arranhada ou pela sua atitude, por não terem apoiado a sociedade, por terem aproveitado a fase apenas para obter mais lucros. Essas questões geram soluções inéditas que não aconteceriam em um cenário comum. Tem exemplos? Algumas empresas estão transformando o vale-refeição ou vale-transporte em outros benefícios que podem ser mais úteis neste momento, como vale-alimentação ou até mesmo consultas psicológicas. Há também aquelas que estão dando prioridade aos processos, para a parte de estrutura física e tecnológica. Mas é preciso lembrar que conectar as pessoas é muito importante. Neste sentido, algumas empresas têm trabalhado com happy hour virtual, jogos alternativos, reuniões descontraídas. São ritos que a gente desenvolve à distância para aumentar o espírito de grupo, para aumentar o team building, melhorar a comunicação entre a equipe e manter uma relação humanizada mesmo à distância. Como as empresas podem se adaptar para manter o engajamento entre a equipe? Este momento está fazendo as empresas pensarem nos ritos da sua cultura. Até hoje os ritos eram muito baseados nos ambientes físicos. A pessoa se sente pertencente à empresa porque ela entra no ambiente, vê as cores da marca, os valores da empresa na parede, todo mundo de uniforme, tem os encontros, as festas. Existem elementos físicos que a fazem lembrar do seu vínculo com a empresa. O desafio atual é: como manter e fazer com que esses ritos extrapolem o físico? Uma alternativa é criar rituais online para manter o espírito de grupo e, principalmente, a humanização da relação entre empresa e colaborador. Qual é o principal problema que a empresa pode enfrentar com a falta de engajamento ou confiança do colaborador? Perda de talentos. O que provavelmente vai acontecer com as empresas que não conseguirem criar uma laço de confiança com o funcionário é a perda de talentos. Depois que este período de quarentena passar, se as ações e comportamento das empresas forem negativos, as pessoas com mais possibilidade de transição de carreira vão trocar de organização. Qual é o papel social das empresas para uma retomada segura ao trabalho em uma rotina que exigirá várias mudanças e medidas de proteção? As empresas são catalisadoras das mudanças de cultura da sociedade. Quando a empresa assume o seu papel social de educar e fomentar novas culturas de comportamento como, por exemplo, manter um distanciamento mínimo no escritório para evitar o contágio de um vírus, isso catalisa um novo hábito na sociedade. O que se espera dos líderes nas ações de apoio aos trabalhadores? Mais do que nunca, as lideranças precisam entender que o conceito de equidade é diferente do conceito de igualdade. Por exemplo, se a empresa reduz 25% do salário de todos os funcionários para evitar demissões, isso é igualdade. Já o conceito de equidade é justamente levar em conta o ponto de partida de cada um e, considerando este exemplo, pensar em redução adicional para cargos maiores. É entender que 25% pode não impactar tanto o salário de um CEO e o seu estilo de vida, mas vai prejudicar o orçamento de uma pessoa que recebe um salário menor. A diversidade deixa de ser um diferencial para ser um dos pilares do negócio? As empresas vão começar a entender que elas precisam a se