2022: um ano para compartilhar

“Em 2021 nos tornamos a CIVI-CO”.  Esta semente plantada em 2017, germinou, floresceu e continuará dando bons frutos neste ano. Com ações efetivas e o fomento de grandes ideias, em 2021 nos tornamos uma Comunidade de inovação e impacto, gerando transformações positivas na sociedade, no meio ambiente e no espaço público e governamental brasileiro.    Nesta nova fase pretendemos fomentar e apoiar as iniciativas dos nossos Hubs e abrir cada vez mais as portas da nossa Comunidade para os cidadãos, rompendo os limites físicos em busca de novos propósitos.  Dentre nossas ações, propomos desenvolver atividades como: pesquisas, disseminar informações e realizar projetos sobre o mundo do impacto e da inovação. Com essa interação transformaremos nosso espaço em um grande laboratório social para fomentar trocas verdadeiras e construtivas para causas de impacto.                Continuaremos desenvolvendo projetos e aplicando ações ligadas às boas práticas na nossa gestão, expandindo esses valores para nossos membros. Para alcançar tais objetivos, nosso alicerce serão as métricas ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), a fim de identificar soluções em déficits estruturais da nossa sociedade.    “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”, ODS 17 da Organização das Nações Unidas.  Os nossos grupos de pensamentos ativos estão empenhados em desenvolver tecnologias e ideias com propósito. Aqui na Comunidade CIVI-CO eles estão reunidos em seis verticais, denominadas Hubs de Inovação:   Alimentação  Bioeconomia Cannabis Cultura Educação  Moda Sustentável De áreas distintas, esses grupos se comunicam e buscam soluções em conjunto. O diálogo é fruto dos nossos esforços de manter uma comunidade ativa e atuante, que constrói relações profissionais e pessoais de forma orgânica. Por isso, estamos expandindo nossos limites para além do espaço físico para nos tornarmos uma grande rede de apoio virtual para empreendedores de impacto.           Em 2022, continuaremos a construir este lugar colaborativo, diverso e inclusivo que chamamos de CIVI-CO. Ajude-nos a espalhar ideias de impacto! Acompanhe nossos conteúdos nas redes sociais: siga, curta e compartilhe!  Instagram | LinkedIn | Facebook | YouTube

Selo CIVI-CO: participe da nossa Comunidade

O CIVI-CO só acontece quando a Comunidade acontece. No último dia 13/12, no nosso rooftop, fizemos o lançamento do Selo CIVI-CO e agora somos uma comunidade figital (física + digital) formada por uma rede de organizações e negócios de impacto socioambiental transformadores, que tem o propósito de fomentar o impacto social no Brasil e no mundo por meio da colaboração.  Um ecossistema de membros engajados e que atuam em áreas diversas do empreendedorismo cívico social e ambiental, encorajando soluções de impacto que perpassam desde a Cannabis Medicinal à Educação. Colaborar para fortalecer, fortalecer para sobreviver, sobreviver para crescer, crescer para impactar.   O que é o Selo CIVI-CO Para fazer parte da Comunidade CIVI-CO, o negócio de impacto ou a organização precisa ser aprovado(a) no processo seletivo do Selo CIVI-CO e ter pelo menos um founder/colaborador como membro através da contratação do Plano Membership.  Após sua aprovação, a empresa deve contratar obrigatoriamente o Plano Membership. Com a contratação, a empresa tem acesso aos benefícios de nossa comunidade de forma figital e pode adquirir um ou mais pacotes (seats, private rooms e/ou diárias), se houver interesse de ocupação física do nosso espaço.  O número de membros é sempre igual ou superior ao número de posições (seats) contratadas.   Etapas do Processo Seletivo 1) Inscrição Preencha nosso Formulário de Candidatura ao Selo CIVI-CO. 2) Análise Seu formulário será analisado e, se o perfil da sua organização for compatível com a comunidade, enviaremos um e-mail convidando o fundador ou CEO para uma entrevista com o nosso Community Manager. 3) Validação Após a entrevista, enviaremos um parecer ao nosso Comitê Comunidade para validação da entrada da sua organização. 4) Resultado Atendendo os requisitos mínimos e sendo validado pelo Comitê Comunidade, enviaremos a você nossa mensagem de admissão e o pacote de boas vindas a nossa comunidade de impacto.     Benefícios do Plano Membership   ✔ Acesso à inteligência de negócios instalada na Comunidade CIVI-CO, incluindo pesquisa de mercado, gestão de talentos, gestão de mídias sociais, identificação de clientes, captação de recursos, etc. ✔ Assistência no desenvolvimento e validação de plano de negócios. ✔ Mentoria da comunidade nos temas do Apoio a Negócios de Impacto: Mentoria individualizada em questões específicas Acesso ao espaço de coworking do CIVI-CO em São Paulo Presença nas mídias sociais do CIVI-CO 4 workshops presenciais (quando possível) e digitais ao ano   ✔ Discussão sobre os temas de interesse da Comunidade: Acesso a Mercados Pesquisa de Mercado Gestão de Mídias Sociais Técnicas empreendedoras Estilos de liderança Técnicas de gestão   ✔ Participação no evento anual “Dia CIVI-CO”:  Participação em painéis de discussão Espaço para demonstrações de produtos e serviços (“Demo Day”)   ✔ Participação em MeetUps temáticos com membros da comunidade CUBO Itaú.   Valores dos Planos e Pacotes   Tabela com descrição detalhada.

Entenda os Direitos Humanos e ODS

Há 73 anos, o mundo estava se reconstruindo das Grandes Guerras e o clima de instabilidade e medo faziam parte do cotidiano global. Para evitar que os crimes humanitários se repetissem, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948. A Declaração Universal marcou a primeira ocasião em que os países chegaram a um acordo abrangente sobre os direitos humanos inalienáveis.Três anos depois, em 1950, a data 10 de dezembro foi reconhecida como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.  O texto da declaração reconhece que “a dignidade é inerente à pessoa humana e é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”. Além disso, ele declara que os Direitos Humanos são universais independentemente de cor, raça, credo, orientação política, sexual ou religiosa. De olho no futuro  Em 2015, a ONU propôs aos países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, a Agenda 2030, composta pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esse é um esforço conjunto de países, empresas, instituições e sociedade civil. Os ODS são soluções para assegurar os direitos humanos, como, por exemplo: acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros dos maiores desafios de nossos tempos. O setor privado tem um papel essencial nesse processo como grande detentor do poder econômico, propulsor de inovações e tecnologias, influenciador e engajador dos mais diversos públicos – governos, fornecedores, colaboradores e consumidores. Confira todos os ODS:  Erradicação da Pobreza Fome Zero Saúde e Bem Estar Educação de Qualidade Igualdade de Gênero Água Potável e Saneamento Energia Limpa e Acessível Trabalho Decente e Crescimento Econômico Indústria, Inovação e Infraestrutura Redução das Desigualdades Cidades e Comunidades Sustentáveis Consumo e Produção Responsáveis Ação Contra a Mudança Global do Clima Vida na Água Vida Terrestre Paz, Justiça e Instituições Eficazes Parcerias e Meios de Implementação Fazendo a nossa parte  Para se tornar este hub de impacto e inovação, o CIVI-CO utiliza os princípios e valores da Agenda 2030 como balizadores de suas ações, para fomentar o empreendedorismo cívico socioambiental e gerar conhecimento para engajar a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada.  Dentro da nossa Comunidade existem membros que atuam diretamente nos 17 objetivos. Negócios de impacto buscam soluções sustentáveis para diminuir as desigualdades e reduzir os prejuízos ambientais.  Este espaço colaborativo é uma grande incubadora de novas ideias, um ambiente que possibilita trocas e favorece a dinâmica na busca por soluções . Seja produzindo bolsas com propósitos socioambientais (Tereza Vale A Pena) ou até mesmo fazendo pesquisas e coletando dados sobre a cannabis medicinal (The Green Hub), entre outras atividades que acontecem aqui, toda a Comunidade CIVI-CO se mobiliza em prol de um propósito.  Assegurar esses direitos humanos também faz parte do nosso compromisso com a sociedade. Assumir o papel de aliado nesta luta significa nos dispor a “fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”, norteados pelo ODS 17. 

Vozes indígenas e as soluções climáticas

“A gente já não aceita que esse tipo de evento aconteça sem a nossa presença”, afirmou Txai Suruí durante a sua visita ao CIVI-CO no último dia 30 de novembro. A jovem representante indígena ganhou destaque com seu discurso sobre a importância de preservar as florestas e os povos originários na COP26, conferência das Nações Unidas que aconteceu no final de outubro.  Txai é nascida dos Povos Suruí, no estado brasileiro de Rondônia. Walelasoetxeige Suruí (ou Txai Suruí) tem 24 anos e é filha do cacique Almir Suruí, 47, uma das lideranças indígenas mais conhecidas na luta contra o desmatamento na Amazônia. Pai e filha estiveram aqui no CIVI-CO para conhecer nossa Comunidade de impacto e para gravações de um novo projeto voltado para preservação dos povos originários, que será lançado em parceria com a Nossa Terra Firme, membro da Comunidade CIVI-CO.  A visita coincidiu com a participação deles no programa “Roda Viva” da TV Cultura. Durante a entrevista, Txai e Almir falaram da situação dos povos indígenas no Brasil e como as mudanças climáticas estão ameaçando diretamente o modo de vida deles e de todo o mundo.    “Essa é uma luta que é de todo mundo, os povos indígenas não estão lutando só pelas nossas vidas, só pelas nossas terras, estamos lutando pela vida de todos e essa era a mensagem que eu tentei levar não só no meu discurso, mas durante toda a minha trajetória na COP26”, explicou Txai.  O cacique Almir Suruí é famoso pelo posicionamento contra o genocídio dos povos indígenas. Ele também ressalta a importância da transferência do conhecimento ancestral e da permanência cultural como forma de luta.   “Eu tento empoderar elas e eles – meus filhos – dentro do conhecimento que nós temos na floresta. Eu  me sinto muito orgulhoso, porque ela está conseguindo discutir esse que é o maior problema que o mundo passa hoje, que são as mudanças climáticas. Pelo efeito das nossas atitudes, destruindo nosso próprio universo”, disse Almir Suruí.   Violência Institucional  As mudanças climáticas não são as únicas ameaças aos povos indígenas no Brasil. Na luta pela sobrevivência, a disputa de terras com latifundiários, garimpeiros e até mesmo com o Estado é constante.  A recente discussão acerca da Tese do Marco Temporal, baseada em uma interpretação do Artigo 231 da Constituição Federal de 1988, que garantiu o direito dos povos originários sobre suas terras no Brasil, foi um exemplo de como no Brasil existe uma violência institucionalizada contra os indígenas.  “O nosso país precisa respeitar a sua própria lei e respeitar o meio ambiente, os territórios indígenas. Não só os Paiter Suruí, mas também povos indígenas da Amazônia que estão ameaçados pelo interesse de alguns que querem liberar garimpos, arrendar terra através de projetos de lei 490 e do Marco Temporal. Essa é a maior ameaça, porque o discurso incentiva. Por isso já foram derrubadas 200 milhões de hectares de florestas”, protestou Almir.   Espaços conquistados  Historicamente, as vozes das minorias foram silenciadas. Os conhecimentos que não se encaixam em padrões eurocêntricos foram subjugados e ironizados. Porém – a base de muita luta, suor e sangue – esses povos vêm conquistando espaço para apresentar soluções. A participação brasileira na COP26 deste ano foi uma personificação desta luta. Em Glasglow tivemos 40 líderes índigenas, a maioria mulheres, e uma grande presença do movimento negro, que levou sua delagação com a coalisão negra de direitos, mostrando que falar sobre mudanças climáticas é primeiramente falar sobre pessoas.   “Era muito importante que nós estivéssemos lá, com as nossas vozes, com a nossa presença de espírito, para dizer que a gente já não aceita que esse tipo de evento aconteça sem a nossa presença e que as decisões não podem acontecer sem a nossa presença, sem a presença de quem vêm sofrendo com as consequências das mudanças climáticas”, ressaltou Txai.  O encontro na Escócia foi a reunião mais importante sobre políticas climáticas desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, que tem como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a 1,5ºC.  A pluralidade do evento teve o propósito de dar voz às pessoas que sofrem diretamente com os impactos das mudanças. Unir forças entre lideranças e representantes dessas realidades é essencial para que os líderes mundiais entendam a gravidade da situação e se empenhem em achar soluções.     “A gente precisa buscar soluções juntos. O mundo precisa buscar soluções porque ninguém faz nada sozinho, só fazemos em conjunto. Essa união fortalece e constrói esse caminho e, aos poucos, a gente vai revertendo essa situação. Ainda tem tempo da gente reverter essa ameaça que o mundo passa com as mudanças climáticas”, comentou o cacique Almir.

CIVI-CO: nascido para Impactar

Pensado como um hub de negócios de impacto, o CIVI-CO, conseguiu ir além. Hoje em dia essa proposta inovadora é um organismo vivo, uma comunidade que ultrapassa as limitações das paredes, somos um propósito. Nestes quatro anos seguimos construindo conexões e buscando diariamente renovação para nos adequar às transformações do tempo e espaço.  Essa pluralidade e diversidade que sempre nortearam nossas ações, também foram determinantes para a realização dos eventos comemorativos do nosso mês CIVI-CO. Com diversas ações pensadas para entreter, refletir e informar a comunidade, produzimos uma série de atrações em diversas vertentes: cultural, artística, social e ambiental.  Impacto Racial  Conectar todos em prol desta grande comemoração é reafirmar compromisso com a nossa comunidade e com os movimentos paralelos, que nos cercam. A nossa ação em conjunto com a Trace Brasil, foi pensada para alinhar nosso compromisso com os movimentos raciais e nos posicionar na luta antirracista. Organizamos a exposição a Trilha do Racismo Estrutural, idealizada pelo apresentador, influencer e head de Marketing, Ad Junior.  Cm o propósito de expandir nossas ações para além dos muros, a trilha foi exposta na praça em frente ao CIVI-CO. Agindo de forma educativa, fizemos uma playlist no Youtube, onde o AD Junior explica a Trilha, comentando datas e acontecimentos que contribuíram para tornar o Brasil uma sociedade estruturalmente racista.  No lançamento da produção tivemos a oportunidade de ouvir e aprender sobre o racismo e como ele impacta na vida dos brasileiros. Em um encontro marcante de reflexão tivemos a honra de receber os convidados: Amanda Graciano, Sheila Makeda, Ad Junior, Gui Guardião e Janine Rodrigues. A Arte Salva  Seguir Juntos, esse é um dos nossos lemas, pensando nisso, unimos forças com a galeria B_arco, que este ano passou a compartilhar nosso espaço e integrar nossa comunidade, para realizarmos uma linda intervenção artística em nosso prédio.  Disponibilizando 22 obras dos(as) artistas, o centro cultural transformou  o CIVI-CO em uma grande galeria de arte, com fotos, pinturas e gravuras, harmonizadas com espaços de todo o prédio. Deixando nossa comunidade ainda mais bonita e alegrando a rotina de todos que trabalham aqui.    Pensando na ideia de agir juntos, comemoramos também no mês de novembro, os 15 anos do Centro Cultural b_arco, em um sábado muito animado nos reunimos para reencontrar amigos e construir novas conexões utilizando a arte, a música e a literatura como fonte inspiradora.  Cine CIVI-CO O mês de novembro é conhecido por ser um mês de luta e representatividade, pois é o mês da consciência negra. Pensando nesta data realizamos a exibição de produções cinematográficas com temas raciais.  A mostra de cinema foi realizada no nosso auditório com a exibição dos filmes: A Trilha do Racismo Estrutural- por AD Junior, A cor do Voto ( Celso Luiz Prudente)  e Tecendo a Liberdade (Luiza Matravolgyi), foi uma oportunidade de compartilhar experiências e levantar questões estruturais que podem ser mudadas em nossa sociedade. Logo após a exibição realizamos uma interessante roda de conversa com o Professor Hélio Santos , Celso Prudente (A Cor do Voto) , Jenniffer Candaces (Piraporiando), Gui Guardião (CIVI-CO) e Patrícia Villela Marino do Humanitas360. Tivemos também a oportunidade de ouvirmos as histórias de vida das meninas da cooperativa social Tereza Vale a Pena.  Para finalizar nosso mês comemorativo juntamente com a piraporiando e o The Question Mark, realizamos um grande encontro para falar de um tema que une todos, a comida.  O encontro do Hub Alimentação do CIVI-CO, comandado por Pedro Campos da TQM, proporcionou uma reflexão sobre uma alimentação sustentável consciente. Ainda tivemos o lançamento do Projeto Aye, uma parceria entre a Piraporiando e a Free Soul Food, que pretende difundir uma cultura educativa  socioambiental através da comida. Longa Vida ao CIVI-CO!   O CIVI-CO só acontece quando a comunidade acontece, com esse lema conseguimos atrair e incentivar ideias inovadoras e comprometidas com as demandas socioambientais. Essa relação só é possível por conta dessa troca existente todos os dias.  Relações que vão além do empresarial as conexões existentes aqui são afetivas e unidas com um propósito maior. Isso fez o CIVI-CO acontecer mesmo em momentos difíceis como os anos de 2020 e 2021, no qual assim como todo o planeta fomos afetados pela pandemia do Covid-19.   Sobrevivemos e seguimos firmes, sendo esta ponte construída através de fortes alicerces utilizando como norte a agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, acreditando no poder transformador que emana das boas ideias e das atitudes que podem impactar vidas e o mundo.

Trilha do Racismo Estrutural: o passado se faz presente

A “Trilha do Racismo Estrutural”,  marcou o aniversário de 4 Anos da Comunidade de impacto neste mês de novembro, quando também se comemora o Dia da Consciência Negra  .  Fruto de uma ação colaborativa entre  CIVI-CO e  TRACE Brasil, a trilha traz uma  linha do tempo  com informações e datas históricas que mostram a construção da estrutura do racismo no Brasil  O conteúdo ganhou vida no formato de um banner exposto na praça em frente ao CIVI-CO. Nele, é possível acessar através de  um QR code uma  playlist de vídeos da Trilha no Youtube, O conteúdo tem a apresentação   de AD Junior, head de Marketing da Trace Brasil e idealizador da proposta.   A ideia de criar uma Linha do Tempo do Racismo Estrutural surgiu por conta de um episódio que provocou uma virada de vida. AD Junior criou um canal no Youtube para falar de viagens,  mas  acabou sendo alvo de ataques racistas. Por conta dessa experiência, ele começou a reunir informações históricas,  conteúdo da própria legislação brasileira que mostram  como foi  criada a estrutura do racismo estrutural, que até hoje impede os negros de  terem acesso a direitos   básicos como educação, saúde e moradia.  Ad Junior é gerente de marketing online, influenciador digital e ativista. Além do trabalho à frente da Trace,  ele criou uma plataforma de educação voltada ao público afro-brasileiro e tem o sonho de fazê-la chegar   a alunos, professores e pessoas de todo o país que queiram aprender sobre a luta antirracista.  “Eu sou descendente direto do maior crime cometido pela humanidade com pessoas negras e você precisa entender sobre isso. Espero que todos consigam acessar essa trilha do racismo estrutural e possam aprender que essa pauta cabe a todos nós. É preciso entender que se há violência é porque nosso país é muito desigual, é porque existe pobreza extrema  e a  gente não discutiu nos últimos anos o porquê dessas diferenças”,  explica AD.  Assista aos vídeos da “Trilha do Racismo Estrutural”, curta, compartilhe com a sua rede e colabore na  construção deste novo futuro para o Brasil. [:en] Trilha do Racismo Estrutural: o passado se faz presente A série de vídeos da “Trilha do Racismo Estrutural” é uma ação colaborativa entre o CIVI-CO e TRACE Brasil para o aniversário de 4 Anos da nossa Comunidade de impacto. A linha do tempo é uma proposta efetiva do mês da Consciência Negra para combater o preconceito social que se estende por anos e impacta na vida de diversos brasileiros. O conteúdo que sempre esteve disponível como ferramenta educativa ganhou vida através de uma intervenção visual exposta na praça do CIVI-CO. O material da exposição contém um QR code que direciona para a playlist dos vídeos da Trilha no Youtube, apresentada e narrada pelo seu idealizador, AD Junior, head de Marketing da Trace Brasil. Quando se tornou um blogueiro de viagens, AD Junior deparou-se com um forte racismo estrutural. Por conta dessa experiência, ele decidiu apresentar uma linha do tempo com os elementos da própria legislação brasileira que constituíram essa estrutura, que até hoje impede os negros de chegarem aos locais de privilégios ocupados pelos brancos. Ad Junior é gerente de marketing online, influenciador digital e ativista. Ele criou uma plataforma de educação voltada ao público afro-brasileiro e tem o sonho de fazê-la chegar a todos os lugares: desde alunos até professores e pessoas que queiram aprender sobre a luta antirracista. Pesquisador de questões ligadas à Sociologia, Antropologia e Ciência no Combate ao Racismo Estrutural, assim como dividir e adquirir conhecimentos com as pessoas ao seu redor. “Eu sou descendente direto do maior crime cometido pela humanidade com pessoas negras e você precisa entender sobre isso. Espero que todos consigam acessar essa trilha do racismo estrutural e possam aprender que essa pauta cabe a todos nós, é preciso entender que se há violência é porque nosso país é muito desigual, é porque existe pobreza extrema nesse país e a gente não discutiu nos últimos anos o porquê dessas diferenças”, explicou AD. Assista aos vídeos da “Trilha do Racismo Estrutural”, curta, compartilhe com a sua rede e colabore na escrita deste novo futuro para o Brasil. [:es] Trilha do Racismo Estrutural: o passado se faz presente A série de vídeos da “Trilha do Racismo Estrutural” é uma ação colaborativa entre o CIVI-CO e TRACE Brasil para o aniversário de 4 Anos da nossa Comunidade de impacto. A linha do tempo é uma proposta efetiva do mês da Consciência Negra para combater o preconceito social que se estende por anos e impacta na vida de diversos brasileiros. O conteúdo que sempre esteve disponível como ferramenta educativa ganhou vida através de uma intervenção visual exposta na praça do CIVI-CO. O material da exposição contém um QR code que direciona para a playlist dos vídeos da Trilha no Youtube, apresentada e narrada pelo seu idealizador, AD Junior, head de Marketing da Trace Brasil. Quando se tornou um blogueiro de viagens, AD Junior deparou-se com um forte racismo estrutural. Por conta dessa experiência, ele decidiu apresentar uma linha do tempo com os elementos da própria legislação brasileira que constituíram essa estrutura, que até hoje impede os negros de chegarem aos locais de privilégios ocupados pelos brancos. Ad Junior é gerente de marketing online, influenciador digital e ativista. Ele criou uma plataforma de educação voltada ao público afro-brasileiro e tem o sonho de fazê-la chegar a todos os lugares: desde alunos até professores e pessoas que queiram aprender sobre a luta antirracista. Pesquisador de questões ligadas à Sociologia, Antropologia e Ciência no Combate ao Racismo Estrutural, assim como dividir e adquirir conhecimentos com as pessoas ao seu redor. “Eu sou descendente direto do maior crime cometido pela humanidade com pessoas negras e você precisa entender sobre isso. Espero que todos consigam acessar essa trilha do racismo estrutural e possam aprender que essa pauta cabe a todos nós, é preciso entender que se há violência é porque nosso país é muito desigual, é porque existe pobreza extrema nesse país e a gente

Diversidade brasileira na COP26

Diferentemente do governo brasileiro, que teve atuação discreta na COP26, os representantes do terceiro setor e das causas socioambientais brasileiras foram destaque no evento sediado em Glasgow, Escócia. Entre as ações nacionais, podemos destacar a indicação do Instituto Favela da Paz, a carta do movimento negro e, pela primeira vez, a representatividade  indígena.  Construindo um futuro melhor  A COP26 escolheu as construções mais sustentáveis do mundo. Para isso, levou em conta as soluções aplicadas aos edifícios que podem ajudar o planeta a combater as mudanças climáticas. Quando falamos em tecnologia sustentável, sempre imaginamos construções faraônicas, localizadas em Dubai ou em algum lugar da Europa. Porém, uma das construções mais sustentáveis do planeta, está bem e aqui no Brasil, em uma comunidade periférica.   Localizado no Jardim Nakamura, em São Paulo, o  Instituto Favela da Paz foi o responsável pela construção vertical que gera energia renovável, produz alimentos orgânicos  e sistemas de captação de água da chuva. O Instituto Favela da Paz, também instalou o primeiro micro gerador de energia solar dentro da favela, que fornece água quente para quem não tinha como pagar o chuveiro elétrico ou a gás. O empreendimento social é fruto de uma rede de empreendedores sociais, formada por músicos, articuladores culturais e moradores do bairro do Jardim Ângela. A iniciativa desenvolve projetos focados em transformar a realidade social de pessoas que residem em comunidades de São Paulo. Representatividade Ambiental  No dia 5  de novembro, o movimento negro brasileiro lançou  a carta “Para controle do aquecimento do planeta— desmatamento zero: titular as terras quilombolas é desmatamento zero”, na COP26.  Na carta , mais de 200 organizações defendem uma incidência direta contra o racismo ambiental, pela redução do aquecimento do planeta, desmatamento zero nas florestas da Amazônia, cerrado, Mata Atlântica e caatinga brasileira e em defesa da titulação das terras e dos territórios quilombolas, também como estratégias pelo desmatamento zero. O Brasil indígena e a COP26 Indígena e única brasileira a discursar na abertura oficial da Conferência da Cúpula do Clima (COP26), Txai Suruí expôs o avanço da mudança climática na Amazônia. Frente a líderes mundiais como o premiê britânico, Boris Johnson, e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, Suruí cobrou a  inclusao de indígenas nas decisões da cúpula do clima e lembrou o assassinato do amigo Ai Uru-Eu-Wau-Wau, que lutava contra extração ilegal de madeira na Floresta Amazônica. Nascida dos Povos Suruí em Rondônia, Walelasoetxeige Suruí (ou Txai Suruí) tem 24 anos e é filha de Almir Suruí, 47, uma das lideranças indígenas mais conhecidas por lutar contra o desmatamento na Amazônia. “A gente está em 2021 e eu sou a primeira indígena e brasileira a falar na abertura da COP? Isso não está certo. A gente está muito atrasado. A gente precisa que cada vez mais os povos indígenas, os povos da floresta estejam nesses espaços. Não só falando, mas decidindo mesmo.”,   desabafou Txai Suruí.  Brasil, o que muda  Jair Bolsonaro não compareceu à COP26, diferentemente do que ocorreu em encontros anteriores, ainda que desta vez o governo tenha afirmado ter mais “ambições” nas metas climáticas.  Em  um discurso gravado e transmitido durante um painel na cúpula do clima , o presidente assumiu o compromisso de zerar o desmatamento até 2028 e diminuir em até 50% as emissões de gases até 2030.  Jair Bolsonaro também assinou um acordo sobre proteção de florestas que prevê o financiamento a povos indígenas para a proteção de suas terras e um compromisso de reduzir em 30% suas emissões de metano.  Carta Final  A versão final do documento de conclusão da Conferência  foi negociada por representantes dos quase 200 países presentes. A ideia é que os países apresentem revisões daqui a um ano, na COP27. Não ficou explícito se essa será uma exigência anual. Em geral, a carta traz avanços pontuais, mas não apresenta uma receita ou um conjunto de práticas para atingir as metas necessárias e frear o aumento da temperatura do planeta até 2100, de preferência não ultrapassando 1,5ºC, conforme o Acordo de Paris. Lembrando que a temperatura da Terra já subiu 1,1ºC  desde a era pré-industrial. O texto da carta também pede aos países que apresentem promessas melhoradas no próximo ano para combater as mudanças climáticas, mas não confirma se isso  será um requisito anual. É possível que essa decisão fique para a COP27, que vai acontecer daqui a um ano no Egito.

[Ebook] ESG na prática: o futuro do seu negócio está aqui

CIVI-CO e CUBO lançam e-book sobre políticas ambientais, sociais e de governança corporativa em empresas   Na última terça (19), CIVI-CO e CUBO Itaú realizaram o lançamento oficial do e-book “ESG na prática: o futuro do seu negócio está aqui”, desenvolvido em parceria com a Quintessa e o CIVI-CO Ventures com o objetivo de promover a adoção de práticas ESG pelas empresas. No âmbito corporativo, ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance, em inglês) faz referência à aplicação de estratégias, políticas e mensuração do desempenho de uma determinada empresa nas dimensões ambiental, social e de governança corporativa. O documento ressalta que, de maneira geral, é possível entender a sigla como uma “evolução, materialização e quantificação das estratégias de sustentabilidade empresarial discutidas na década passada”. “ESG na prática: o futuro do seu negócio está aqui” chega com a proposta de elucidar os principais conceitos da temática, demonstrando como os fatores ESG geram valor para o negócio e podem se tornar realidade nos mais diversos setores. “[O e-book] nasceu com o propósito de disseminar e fortalecer as práticas de sustentabilidade socioambiental no ecossistema do empreendedorismo e do mundo corporativo”, relata Ana Luiza Prudente, diretora de Comunicação do CIVI-CO. O material é estruturado em torno de quatro capítulos, sendo um introdutório e os demais dedicados à cada letra da sigla. “Como uma Comunidade de Impacto, reunimos iniciativas que trazem inclusão, diversidade e equidade como principais ferramentas para transformar o capital financeiro em capital social”, complementa a diretora. Além dos resumos explicativos, o e-book utiliza cases de sucesso como objetivo de responder às principais dúvidas sobre os componentes do ESG (ambiental, social e governança corporativa) e ilustrar ações práticas de implementação, monitoramento e gestão para empresas dos mais diversos setores. Para Victoria Vendramini, Business Developer & Partnerships do CUBO, materiais como o e-book chegam em um momento de chamada à ação: “As empresas estão sendo cobradas por investidores, clientes, colaboradores e pela sociedade em geral para adotar as boas práticas de ESG”. Sobre o produto da parceria, Vendramini acrescenta que se trata de uma oportunidade única de construir “uma comunidade de transformadores, que tem o propósito de fomentar o impacto socioambiental”. O e-book “ESG na prática: o futuro do seu negócio está aqui” já está disponível para download e distribuição gratuita – BAIXE AGORA e não fique de fora dessa!

Cannabis Thinking 3.0: The Green Hub recebe comunidade para terceira edição do maior evento do setor na América Latina

Você sabia que a indústria canábica tem potencial para arrecadar 4,7 bilhões de reais com apenas três anos de regulamentação? E, ainda, impactar a saúde e o bem-estar de mais de 3 milhões de pacientes e suas famílias? Essas e outras estatísticas foram pauta ao longo do último sábado (23) no espaço CIVI-CO, que foi palco do Cannabis Thinking 3.0, realizado anualmente pelo The Green Hub. Além dos hosts, outros membros do nosso hub canábico também marcaram presença – entre eles o  Instituto Humanitas360, o Centro de Excelência Canabinoide (CEC), o Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Cannabis (Ipsec) e a Cultive  – Associação de Cannabis e Saúde.  Foram 10 horas de programação distribuídas em dois palcos (Revolução 5.0 e Health & Science), 16 painéis temáticos e mais de 50 speakers – tudo para proporcionar discussões e trocas de primeira entre os principais players do mercado de cannabis e os mais de 300 inscritos que participaram do evento.  A hashtag #verdequetransforma foi o ponto de partida para os debates que exploraram as potencialidades da cannabis sob as mais diversas óticas: da saúde à legislação, do empreendedorismo aos direitos humanos, da produção industrial ao consumo recreativo. Foram apresentadas, também, as últimas inovações do mercado e as novidades em relação à descriminalização na América Latina.   CANNABIS & DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL   A abertura do Cannabis Thinking 2021 ficou por conta de uma das fundadoras do CIVI-CO, Patrícia Villela Marino. À frente do Instituto Humanitas360, Patrícia realiza um trabalho extenso de advocacy sobre a causa, além de acelerar inúmeras empresas do setor. “Hoje, nós abrimos um evento presencial, o que já mostra a ousadia, dentro da obediência, dos brasileiros, de estarmos aqui juntos, estarmos aqui guardando medidas sanitárias, mas não abrindo mão, não nos omitindo da necessidade de discutirmos o que são as melhores práticas, dentro da governança, do social e do respeito ao meio ambiente, junto com as condutas práticas dos Objetivos Sustentáveis das Nações Unidas”, afirmou a advogada em sua fala de abertura. O painel inaugural também contou com a presença de Keila Santos, fundadora da Revivid Brasil, e do empresário Patrick McCartan, CEO da Regennabis. Mediado pela jornalista e criadora de conteúdo Cris Guterres, o bate-papo trouxe discussões importantes sobre política, diversidade, inclusão social e sustentabilidade.   CEC4KIDS: PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA CANNABIS MEDICINAL   Outro highlight do evento foi o lançamento do programa CEC4Kids, fruto da colaboração entre duas potências do nosso hub canábico: o Cec Medic e o Instituto Humanitas360. Para anunciar a parceria, as empresas realizaram um painel com participação de Higor Cauê, Diretor Executivo & Estratégia do H360; Marcelo Sarro, CEO do Cec Medic; e Cida Carvalho, presidente da Cultive. O programa tem como foco promover engajamento cidadão, acolhimento e suporte para crianças e adolescentes optantes da terapia compassiva com Canabidiol (CDB) e que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Para início das atividades, o CEC4Kids conta com apoios de Revivid Brasil, Carmen’s Medicinal, Korasana, Health Meds e Pangaia – empresas comprometidas com a democratização do acesso à medicina canabinoide.   O FUTURO DO SETOR   Para encerrar as atividades e celebrações do evento, o último painel do dia contou com uma apresentação geral de startups e micro empreendedores que atuam no setor canábico. Demonstrando na prática a diversidade e as inúmeras potencialidades desta planta, as empresas abriram diálogo com investidores exibindo produtos e serviços nas mais diversas áreas: medicinal, farmacêutica, gastronômica, estética, agrária e muitas outras.  Com clima descontraído e de união, o Cannabis Thinking 3.0 encerrou o dia ressaltando seu propósito de incentivar debates e conectar pesquisadores, cientistas, investidores, políticos, ativistas, empreendedores e comunicadores que atuam pela causa e estão, diariamente, na luta pela descriminalização desta planta que – nas palavras do painelista Patrick McCartan – “é mágica e irá mudar o mundo”.   Até o ano que vem! 💚

Femtechs e o Outubro Rosa

Todos os anos a campanha Outubro Rosa alerta para a prevenção do câncer e a saúde da mulher. Porém, nos últimos anos diversos empreendimentos de impacto também estão investindo neste ramo de formas concretas e permanente.    Você sabe o que é uma Femtech?    Startups já fazem parte do ecossistema empresarial brasileiro. Diversas empresas já  utilizam a tecnologia para atender públicos em variados setores de mercado. Em um mês tão representativo para a saúde da mulher, as startups com foco no universo feminino são destaque em todo o país. São as chamadas  femtechs, startups de tecnologia que facilitam o acesso à saúde  e informação para mulheres. Este nicho de mercado vem ganhando espaço e possui uma perspectiva de movimentar até US$ 50 bilhões no mundo até 2025, segundo a consultoria americana Frost & Sullivan. Inspiradas em exemplos internacionais, essas startups começam a traçar um horizonte de soluções e investimentos no Brasil. As ações são focadas em cuidados específicos, como: fertilidade, contracepção, gestação, menopausa, prevenção ao câncer e outras questões relacionadas ao  corpo fminino.  Hoje em dia, o uso da tecnologia (seja aplicativos, plataformas ou dispositivos que atendem diferentes demandas) tornou-se aliada na saúde da mulher. Essas ferramentas, quando bem utilizadas, podem auxiliar o acompanhamento médico e proporcionar uma forma mais acessível  de saúde feminina.  Os serviços, disponibilizados de diversas formas, são focados na resolução de problemas que as mulheres costumam enfrentar no cotidiano e auxiliam na oferta de ferramentas com funcionalidades para tornar a rotina delas mais prática. Para além de tecnologia portátil, como aplicativos de celular e das plataformas móveis, as femtechs podem fazer uso da inteligência artificial para criar algoritmos e, assim, coletar, entregar informações e compartilhar conteúdos pertinentes ao universo feminino. O diferencial desses empreendimentos em relação a outras startups é a forma como direcionam os esforços na qualidade de vida das mulheres, o que pode ser feito até mesmo com o diagnóstico precoce de doenças.   Femtech e a Saúde da Mulher   Por se tratar de um segmento de mercado novo, existe um campo vasto para ser explorado. Mesmo que já existam algumas femtechs disponibilizando diferentes serviços ao público feminino, ainda existe muito espaço para o surgimento de  novas startups com o mercado crescente em todo o mundo.   Algumas empresas já são referências mundiais neste tipo de serviço.  Entre elas, podemos destacar o Clue, aplicativo de controle do período fértil, desenvolvido pela dinamarquesa Ida Tin. Esta solução simplifica a rotina das mulheres, que não precisam mais anotar de forma manual os dias de ovulação, regulando e administrando o ciclo menstrual. As femtechs se desdobram em diversas áreas de atuação, a exemplo da menotech, um espaço exclusivo destinado às mulheres que estão na menopausa. Para esse público há recursos como telemedicina e acesso a informações pertinentes ao período. Já para atuar nas sequelas e estigmas do câncer de mama, a femtech Rettice Medical desenvolveu um implante através de uma impressora 3D para ajudar na regeneração do tecido.  Neste procedimento, após a invasiva cirurgia de remoção completa da mama, colhe-se um pedaço de gordura da região que circunda o seio, que é depositado dentro da bioprótese para que cresça e o preencha. O implante que desaparece em 18 meses, ainda está em fase de testes, mas apresenta resultados animadores. Outro exemplo é a MobileODT, uma startup israelita que desenvolveu um colposcópio, dispositivo de imagem portátil para fotografar o colo do útero em mulheres diagnosticadas com anormalidades no exame preventivo papanicolau. Este sistema de varredura virtual substitui a colposcopia, um procedimento desconfortável, que serve para identificar a existência de câncer.   Iniciativas brasileiras    Algumas femtechs, no entanto, ampliam o escopo para além da gestação. A Oya Care, fundada em 2020, oferece um relatório de fertilidade para mulheres a partir de um exame de sangue e de uma consulta com uma ginecologista especializada em reprodução humana – o atendimento é remoto, com agendamento online. Outra startup que aposta nesse tipo de cuidado é a Fertilid. Lançada em julho de 2019, a femtech nasceu da experiência de Amanda Sadi com exames de fertilidade oferecidos por clínicas particulares.  “Descobri que tinha um teratoma no ovário e desembolsei muito dinheiro quando fui fazer os procedimentos. A capacidade reprodutiva é um dado que as mulheres precisam saber sobre si e quase ninguém conhece isso a fundo”, conta Amanda. Um dos principais nomes do setor no País é a Theia. Criada por Paula Crespi e Flávia Deutsch, a startup oferece atendimento clínico em pré-natal, parto e pós parto, por meio de uma rede de 38 especialistas entre ginecologistas, psicólogos, nutricionistas e pediatras.  A femtech já recebeu R$ 7 milhões em investimentos das gestoras Kaszek (dos cofundadores do Mercado Livre) e Maya Capital ( da investidora Lara Lemann, filha do bilionário Jorge Paulo Lemann).   Ações no Outubro Rosa   Também aqui no Brasil, uma startup chamada PreviNEO utiliza a inteligência artificial para prevenir, diagnosticar e reduzir os riscos de incidência dos principais tipos de câncer no Brasil, através de um programa de oncologia.  O método de atuação consiste em três etapas principais: análise de dados, cálculo de risco e orientações. A startup identificou mais de 5 mil casos de pacientes em risco  A Fundação Laço Rosa lançou a Contratada,  primeira plataforma brasileira de empreendedorismo e emprego para mulheres que passaram pelo câncer de mama. O projeto foi inspirado num caso real de dispensa discriminatória e tem como desafio mudar a legislação brasileira que não garante estabilidade de emprego para pacientes com câncer. “A pessoa em tratamento precisa ser respeitada no ambiente de trabalho, por isso conhecer os seus direitos é o primeiro passo. Além dos muitos casos de dispensa discriminatória que chegam ao conhecimento da Laço Rosa, também sabemos de muitos casos de mulheres que são barradas em processos seletivos de forma velada. Isso é uma forma cruel de violência!”, destaca Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa.   AUTOEXAME DAS MAMAS   Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres. O ideal é que cada uma