Julho é o mês oficial do desafio global “Julho sem Plástico”, criado para mostrar que viver com menos plástico é possível, necessário e urgente. Todos os anos, milhões de pessoas são engajadas pelo movimento, que propõe repensar o uso de descartáveis e mudar hábitos no cotidiano.
Segundo a ONU, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas globalmente por ano, sendo metade destinada a itens descartáveis. Uma grande parte desses resíduos acaba em aterros, rios e oceanos, com impactos irreversíveis para a biodiversidade e a saúde humana.
A proposta do movimento vai além da substituição de canudos ou copos: é uma revolução no consumo. Quando a rotina é adaptada com escolhas conscientes, a natureza agradece e o planeta ganha fôlego para continuar existindo como o conhecemos.
Menos consumo, mais responsabilidade
Repensar hábitos de consumo está diretamente ligado ao ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis, da Agenda 2030 da ONU. Esse objetivo nos lembra que o planeta não suporta mais padrões lineares de produção e descarte. É preciso desacelerar o consumo, valorizar o reuso e priorizar a circularidade.
Embora a consciência sobre o tema esteja crescendo, o desafio está na prática. Trocar o “comprar por impulso” pelo “usar com intenção” é um dos primeiros passos. Além disso, escolher empresas comprometidas com sustentabilidade e exigir transparência na cadeia produtiva são atitudes que movem sistemas.
Escolhas que movem sistemas
As empresas que investirem em embalagens reutilizáveis, logística reversa e inovação em materiais sairão na frente. Afinal, os consumidores estão cada vez mais atentos ao impacto de suas escolhas. Em tempos de ESG, não basta vender: é preciso regenerar.
No Brasil, de acordo com o relatório da Oceana, 1,3 milhão de toneladas de plástico são despejadas no oceano por ano – mais da metade é de uso único. Parte significativa desse volume poderia ser evitada com políticas públicas eficazes e mudanças simples no comportamento das pessoas.
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5 hábitos que fazem a diferença
Diminuir o plástico não exige perfeição, mas sim intenção. Separamos cinco atitudes possíveis para transformar hábitos em soluções sustentáveis:
1. Use ecobags e recuse sacolas plásticas: Elas são resistentes, estilosas e evitam o uso de até 500 sacolas por ano. Além disso, ocupam pouco espaço e podem ser levadas na bolsa.
2. Abandone copos e talheres descartáveis: Tenha sempre um kit reutilizável com você ou no trabalho. Essa simples atitude pode inspirar colegas a fazerem o mesmo.
3. Compre a granel ou em embalagens retornáveis: Menos embalagem significa menos lixo. E, muitas vezes, mais economia também.
4. Evite cosméticos com microplásticos: Sabonetes esfoliantes, cremes dentais e maquiagens com partículas plásticas podem ser substituídos por versões naturais e ecológicas.
5. Participe de ações coletivas de conscientização: A mudança também vem da mobilização. Compartilhe informações, apoie campanhas e pressione empresas e governos por soluções reais.
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A economia também agradece
Um estudo divulgado pela WWF-Brasil em 2024 mostrou que, se o Brasil reduzir o uso de plásticos descartáveis até 2040, poderá evitar a emissão de 18 milhões de toneladas de CO₂. Além disso, R$ 6 bilhões em valor de mercado seriam gerados com a adoção de soluções mais sustentáveis.
Esses dados mostram que o impacto não é apenas ambiental. Também há ganhos financeiros com menos lixo, menos gastos com limpeza urbana e mais oportunidades para a economia circular e geração de empregos verdes. Isso comprova que o planeta não precisa ser destruído para crescer.
Regenerando o agora
Reduzir o uso de plástico é mais do que uma escolha ecológica: é uma prática regenerativa. Quando hábitos sustentáveis são colocados em evidência, o impacto se espalha pelo ambiente, pelos mercados e pelas relações sociais.
No CIVI-CO, acreditamos que regenerar é um compromisso diário. Por isso, incentivamos rotinas mais responsáveis nos nossos eventos, no espaço de Coworking e na cultura dos nossos membros. Que tal começar agora?
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